sábado, 5 de março de 2011

Audições Orquestra Sinfônica Brasileira

Ole Bohm, violinista norueguês 
 
Eu estou horrorizado como a administração está tratando seus músicos. Isto nunca poderia acontecer na Noruega, onde nós temos um sindicato muito forte.
Em uma orquestra os músicos contribuem em diferentes níveis para a obtenção de um resultado. Alguns são de um nível técnico muito forte, outros têm a experiência como sua qualidade mais marcante. Entretanto, o fato é que todos fizeram concurso para entrar na orquestra e foram aprovados. O maestro tem que aceitar os músicos a sua disposição e mostrar capacidade para aprimorá-los.  
Na minha experiência foram sempre os mais velhos e mais experientes que conseguiam manter a unidade de uma performance, quando algo acontecia de errado.  Em uma audição é impossível se medir esta qualidade. Consequentemente, uma prova para demitir músicos é um absurdo. Em toda orquestra existem o tão chamado “membro mais fraco”. Isso irá continuar não importa quantos músicos sejam demitidos.
Mesmo que fosse somente uma ideia, uma administração e um maestro que pensem em utilizar uma medida como esta deveriam se sentir envergonhados!

A melhor coisa seria se todos, e eu digo todos, recusarem a fazer esta prova. Eles podem demitir todos, mas devemos fazer com que nenhum músico brasileiro, se convidado, aceite assumir uma posição na orquestra. Deveriam ser enviadas para a comunidade internacional notas para que não sejam aceitos nenhuma proposta de trabalho na OSB e peçam para que orquestras internacionais boicotem o maestro. Escrevam para agentes solicitando que não enviem nenhum solista convidado e maestros. Enviem notas para todas as orquestras internacionais para que não contratem o diretor musical da OSB. Enviem notas para os mais diferentes sindicatos do mundo. Já aconteceram incidentes semelhantes no passado, e a comunidade internacional irá responder.

Ole Bohm,