domingo, 10 de abril de 2011

A crise na OSB chama atenção pela importância e o peso da música no Brasil e no mundo.

Jandira Feghali
Presidente da frente parlamentar mista de cultura do congresso

"A OSB foi formada por músicos e não por
um administrador de empresas"


A crise na OSB chama atenção pela importância e o peso da música no Brasil e no mundo. No entanto, as músicas numa orquestra dependem da harmonia dos músicos, respeito de quem os dirige, valorização profissional e salarial, sensibilidade. A OSB foi formada por músicos e não por um administrador de empresas. Os músicos que são contratados pela fundação OSB passaram por um processo seletivo quando chegaram e a avaliação, como em qualquer lugar do mundo, é feita no cotidiano do exercício do seu funcionamento. Ao maestro cabe "tirar o melhor som" como um líder que pensa em como estimular, qualificar e criar espírito de equipe. Não pode ser o algoz, o que pune, o que humilha, o que desrespeita. Há músicos na OSB encantando a sociedade há trinta anos, será que só agora o competente maestro percebeu alguma insuficiência? Se algum dos profissionais não corresponde trate o caso isoladamente. O que está por trás de uma avaliação generalizada?
 
"acertamos de requerer oficialmente:
Estatuto da fundação OSB,
convênios com prefeitura,
BNDES, Vale e outros"
 
 Assumi recentemente a presidência da frente parlamentar mista de cultura do congresso e numa audiência com o presidente da comissão de cultura da ALERJ, deputado Robson Leite, acertamos de requerer oficialmente: Estatuto da fundação OSB, convênios com prefeitura, BNDES, vale do rio doce e outros, que contrapartidas para a sociedade existem nos convênios, principalmente com o poder público, se estas são cumpridas, condições salariais e de direitos dos músicos e funcionários, remuneração do maestro. Aqui faço um parêntesis- quando fui secretária de cultura da cidade, tentei saber da remuneração do maestro e nunca consegui. É feita sob sigilo? Lembrar que este maestro também é funcionário público como regente da orquestra do teatro municipal.
 
"Aplaudi a atitude da orquestra jovem,
que não quis substituir os professores demitidos"
 
Por fim expresso aqui minha solidariedade aos músicos que se rebelaram. Aplaudi a atitude da orquestra jovem, que não quis substituir os professores demitidos, do regente Roberto Tibiriça, dos músicos Nelson Freire, Cristina Ortiz, dos bailarinos Ana Botafogo e Alex Loreal , que não se submeteram à uma hierarquia questionada neste momento. A arte e cultura brasileiras pedem passagem, a sociedade quer fortalecê-la. Ao maestro Minczuk sugiro pegar as batutuas e o boné. Não pode mais exercer a liderança que perdeu.