segunda-feira, 25 de abril de 2011

Luís Nassif online

Comentário de Carlos Henrique Machado no Blog do Luís Nassif.

Nós não erramos. Todo esse jogo de cena, essas falsas teorias progressistas da música a partir de um totalitarismo técnico tenta, na verdade, esconder uma falaciosa situação que tende a se agravar se em tempo não erguermos um grito de alerta contra a mistificação, o charlatanismo existencialista que acabou se transformando em filosofia de um período político que inicia com Collor e ganha status progressista na era FHC. Não é atoa que o mesmo é presidente de honra da OSESP.

O fundamentalismo "de excelência" que Minczuk vive a saracotear não passa de sombras deformantes. Na realidade, no fundo dessa alegoria universal há um trabalho de destruição do caráter nacional, uma coisa inteiramente divorciada das nossas características, algo que corresponde ao abstracionismo barato, a um universalismo cerebral muito mais afeito à regras do que ao sentimento. Tudo muito matemático, típico da cultura de inteligências saturadas que acaba sendo refúgio dos medíocres. Há muita coisa que se revela no comportamento do pretensioso Minczuk. Todo esse contorcionismo cerebral e antiartístico que ele diz ser característica do seu método é, na verdade, uma caricatura erudita, algo que, segundo seus princípios, é inovador quando na realidade é vulgar, esdrúchulo e falso.

O povo brasileiro, especialmente para a música, tem uma intuição aguda e sempre soube saborear os grandes documentos sonoros dentro de uma rica ingenuidade, ao contrário do que imagina o posudo maestro, o povo é tão sabido que despreza arremedos, cacoetes, guinchos e pinotes de um "autorizado" a definir uma única lógica.

Os grandes nomes da música brasileira meditaram a partir do sentimento coletivo da sociedade. E a Orquestra Sinfônica Brasileira sempre foi uma expressão viva do nosso caráter nacional. Todos nós sentimos que, escutá-la e divulgá-la, é ajudar a construir o engrandecimento da cultura brasileira. O que esse maestro quer é o silêncio constrangido dos músicos, é o comprometimento deles com uma conivência servil para aplaudir o seu "requinte de inteligência". Minczuk se agarra nas técnicas para se filiar ao pensamento único, assim como Neschling e, com isso, não se preocupa com a expressão característica dos nossos grandes músicos.

Nós não erramos. Essa ignorância toda o maestro provavelmente importou. E aí, ele carrega, pra cima e pra baixo, esse embrulho com etiqueta estrangeira, exibindo servilmente o seu contrabando importado e, dentro do embrulho há somente um paralelepípedo de concreto, um pedaço do muro que separa civilizações, ao invés fazer uso dos sons para universalizar pela alma, pelo aspecto humano e pela solidariedade entre os povos, porque essa anti-brasilidade que marca a sua intolerância está longe de ser base para a realização da obra de arte verdadeira. Se o maestro perdeu o contato com a realidade, a cultura brasileira não perdeu. Se ele quer sufocar o talento brasileiro, este belíssimo e fundamental depoimento de Paulo Sergio Santos mostra que o pensamento de Minczuk é antiartístico e apenas nutre o gosto de pequenas elites de "requintados" que adoram viver de simulações eurocêntricas dentro do Brasil.

English version

Comment by Carlos Henrique Machado in Blog Luis Nassif. Excellent definition of the ideology that guides the OSB today
by Eduardo Monteiro, Monday, April 25, 2011 at 15:57
Your note was created.
We will not falter. All this posturing, these false theories of progressive music from a technician attempts to totalitarianism, in fact, hide a flawed situation that tends to worsen in time does not stand up a cry of warning against deception, charlatanism existentialist who eventually turning into a period of political philosophy that begins with Collor and gain status in the progressive era FHC. No wonder that it is honorary president of OSESP.

Fundamentalism "excellence" that Minczuk philander lives are simply shadows deforming. In fact, at the bottom of this universal allegory is a work of destruction of national character, something entirely divorced from our features, something that corresponds to abstraction cheap, a lot more cerebral universalism accustomed to the rules that feeling. All very mathematical, typical of saturated culture of intelligence that turns out to be a refuge of the mediocre. There is much that is revealed in the behavior of pretentious Minczuk. All of this contortion antiartístico brain and what he says is characteristic of his method is actually a caricature of erudite, something that according to its principles, is innovative when in fact it is vulgar, and false esdrúchulo.

The Brazilian people, especially for music, has an acute intuition and taste always knew the great documents within a rich sound naive, rather than imagine posudo conductor, the people are so well known that despises imitations, tics, winches and bucking an "authorized" to define a single logic.

The big names of Brazilian music meditated from the collective feelings of society. And the Brazilian Symphony Orchestra has always been a vital expression of our national character. We all feel like hearing it and release it, is to help build the advancement of Brazilian culture. The conductor that is either embarrassed silence of the musicians is their commitment to a servile complicity to applaud his "refinement of intelligence." Minczuk grabs the techniques for joining the single thought, as Neschling and, therefore, is not concerned with the characteristic expression of our great musicians.

We will not falter. This ignorance probably imported across the conductor.Then, it loads, up and down, that bundle with a foreign label, displaying his slavishly imported and smuggled inside the wrapping there is only a parallelepiped of concrete, a piece of wall that separates civilizations, instead making use of sounds to universalize the soul, the human aspect and solidarity among peoples, because this anti-Brazilianness that marks his intolerance is far from being the basis for the realization of the true work of art. If the conductor has lost touch with reality, Brazilian culture is not lost. If he wants to stifle the Brazilian talent, the beautiful and fundamental statement of Paulo Sergio Santos shows that the thought is Minczuk antiartístico and only nurtures the taste of small elites of "exquisite" who love live simulations Eurocentric within Brazil.