domingo, 22 de maio de 2011

Breve pausa para recarregar as baterias

O GLOBO
Segundo Caderno - 21 de maio de 2011

Por Mauro Ventura

Em curta passagem pelo Rio, Nelson Freire lança CD dedicado a Liszt, celebra ano 'muito bom' e fala da crise na OSB


 

Até aquele momento, o pianista Nelson Freire não tinha escutado seu novo disco, "Liszt: Harmonies du Soir".
- A primeira vez que estou ouvindo é aqui como música de fundo - diz ele, sentado no café da Livraria da Travessa de Ipanema, instantes após o lançamento do CD, na quarta-feira.
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'A avaliação são os concertos'

No lançamento do disco, algus ex-músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira apareceram vestindo a camiseta "SOS OSB". Pediram autógrafos e tiraram fotos. Em abril dizendo-se chocado com a demissão de 36 músicos, Freire cancelou as duas apresentações que faria este anos com a OSB. Ele prefere não se aprofundar no assunto mais explica:
- Fiz em solidariedade. Foi a primeira orquestra com que toquei na vida, em 1956. O desfecho me deixou muito triste, como a todo mundo.

Sobre a avaliação de desenpenho dos músicos proposta pelo maestro Roberto Minczuk, que detonou a crise na OSB, diz:
- A avaliação são os concertos, os ensaios. Ali você sabe que músicos, que orquestra você tem. Você conhece.

Perguntado sobre se acha que a OSB vai se reerguer, responde:
- Mas de qual OSB você está falando? A dos músicos demitidos? A dos que ficaram? A dos que estão sendo contratados?
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