sexta-feira, 8 de julho de 2011

Jandira Feghali - Edu Lobo inspira músicos demitidos no concerto-manifesto SOS/OSB

 

demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira e o Sindicato dos Músicos Profissionais do Rio de Janeiro realizaram um histórico concerto com a participação do cantor e compositor Edu Lobo.  O manifesto SOS-OSB, realizado na noite desta quarta-feira (6/7) no Teatro Oi Casa Grande, foi inspirado na obra do cantor, compositor, arranjador e instrumentista carioca, cujo repertório  foi interpretado em formato sinfônico. A deputada Jandira Feghali, uma das convidadas que se emocionou durante o espetáculo, diz que a Frente Parlamentar da Cultura espera colher resultados das ações que visam resgatar a história da orquestra.
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O maestro Carlos Prazeres e os músicos da Orquestra Petrobrás Sinfônica também se solidarizaram e participaram do concerto. Parlamentares, artistas e personalidades da cena cultural carioca também estiveram no espetáculo para apoiar a causa dos músicos demitidos.
A deputada Jandira Feghali foi uma das convidadas que se emocionou durante o concerto. Ela voltou a  lamentar pelas irregularidades cometidas pela atual gestão da Fundação OSB e o desrespeito aos profissionais demitidos injustamente.   A parlamentar, que preside a Frente Parlamentar Mista da Cultura no Congresso Nacional e tem feito intervenções junto à Receita, ao Ministério Público Federal, Estadual e do Trabalho , Ministério da Cultura e BNDES -  principal financiadora da Fundação OSB – disse esperar que o resultado dessas ações possa resgatar a dignidade e a história de sucesso protagonizadas pelos músicos que sempre orgulharam a OSB.

Parceria. No dia 30 de abril, Edu Lobo compareceu ao concerto-manifesto realizado pelos músicos demitidos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) com a pianista convidada Cristina Ortiz, na Escola de Música da UFRJ, e se emocionou. Ao perceberem a comoção do compositor, os músicos da orquestra não pensaram duas vezes: propuseram a Edu um novo espetáculo, com ele à frente do concerto.
Após calorosos aplausos, Edu Lobo entrou no palco, ovacionado. O concerto – que além dos músicos afastados teve a participação de instrumentistas de outras orquestras do Rio, solidários à causa, como a Petrobras Sinfônica e a Orquestra do Theatro Municipal -, contou também com o quarteto de Edu Lobo.
 No programa da noite, as obras de Edu Lobo em formato sinfônico, como “A História de Lili Braun”, “Sobre todas as coisas”, “Vento bravo”, “Forrobodó”, “Ciranda da bailarina”, “Dança do Corrupião”, “Ponteio” e “Beatriz”, aplaudida de pé.

Memória. A crise na OSB foi deflagrada depois da demissão de 36 dos 82 músicos da OSB, que não se submeterem às avaliações de desempenho propostas pelo regente. Os profissionais foram demitidos por justa causa pela fundação que administra o corpo orquestral numa exigência inédita na história das orquestras. Em janeiro, após entrarem em férias, os músicos foram surpreendidos com o comunicado de que teriam que passar por uma audição obrigatória na volta ao trabalho, mesmo tendo prestado concurso de admissão.
Desde que foram afastados da OSB após se recusarem a realizar avaliações de desempenho propostas pelo maestro Roberto Minczuk, em abril, os 36 músicos insurgentes – hoje 33, após o retorno de três deles, Ricardo e Paulo Santoro, e Eliezer Conrado, ao conjunto – estão agindo em duas frentes: organizando pequenos concertos de câmara em espaços cedidos a eles, e lutando por uma reintegração à orquestra, o principal objetivo.
Com a Agência O Globo