sábado, 16 de julho de 2011

Opinião e Notícia - Minczuk deixa direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira


Música clássica

Maestro é pivô da crise que abalou a orquestra no início do ano depois de exigir a realização de provas para avaliar o desempenho dos músicos
O maestro Roberto Minczuk pediu seu desligamento da direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) nesta sexta-feira, 15. Minczuk, no entanto, continuará como maestro titular da orquestra.
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O cargo de diretor artístico da OSB passará a ser exercido pelo ex-diretor do Theatro Municipal Fernando Bicudo, e pelo produtor e compositor Pablo Castellar, de forma compartilhada. Bicudo e Castellar serão os responsáveis pela elaboração das temporadas da orquestra e pela relação entre os músicos e o Conselho Curador da Fundação da OSB.

Entenda o caso

Roberto Minczuk já tinha pedido exoneração do cargo de diretor artístico do Theatro Municipal do Rio de Janeiro no dia 18 de abril, mas continuava como diretor artístico da OSB. O maestro é o pivô da crise que abalou a orquestra no início do ano depois de exigir a realização de provas para avaliar o desempenho dos músicos. Ele foi acusado de querer substituir os músicos por estrangeiros de sua preferência, e ainda substituir alguns músicos da orquestra pelos da OSB Jovem.

 A polêmica ganhou proporções maiores depois que alguns músicos se recusaram a fazer o teste de desempenho e foram demitidos da orquestra. Para piorar a situação, os músicos da OSB Jovem boicotaram a apresentação de abertura deste ano no dia 9 de abril, em solidariedade aos músicos demitidos da OSB.

A demissão de mais de 40 integrantes da orquestra gerou um diálogo entre a Fundação OSB (FOSB), os conselheiros e os músicos. Na última semana, os integrantes demitidos apresentaram uma contraproposta à direção. Entre as demandas, eles pediam o afastamento definitivo de Minczuk de suas funções de diretor artístico e regente titular.

Apesar das concessões feitas pela FOSB, os músicos ainda insistem no afastamento do maestro da orquestra, alegando que não há mais condições de trabalho conjunto.