sábado, 30 de julho de 2011

O DIA ONLINE: Ministério nega vistos para a Orquestra Sinfônica Brasileira

Informe do Dia:
POR FERNANDO MOLICA

Rio - O Ministério do Trabalho endurece o jogo contra a Orquestra Sinfônica Brasileira e ameaça não conceder vistos de trabalho permanente para 12 músicos estrangeiros selecionados para substituir parte dos 33 brasileiros demitidos em março. O ministro Carlos Lupi disse ao Informe que os vistos só serão concedidos caso não haja “músicos similares” no País. Segundo ele, o conselho que analisa os pedidos usará o mesmo critério utilizado para julgar solicitações de outros trabalhadores. A deputada Jandira Feghali contou que Lupi lhe garantiu: não dará vistos aos músicos estrangeiros.
Para Lupi, a peculiaridade do trabalho dos músicos não justifica exceções à regra. A relação entre o Ministério e a OSB é tensa desde a crise com os músicos, demitidos, por justa causa, ao se recusarem a passar por avaliações. O ministro disse não temer que a negativa de vistos seja considerada uma retaliação: “Não é retaliação demitir músicos brasileiros para contratar estrangeiros?”, retrucou. Ele destacou que, apesar de ser uma instituição privada, a OSB recebe verbas públicas.
Brasileiros também selecionados
OSB não quis comentar as declarações de Lupi: diz que aguarda uma manifestação oficial. Ontem, a orquestra encaminhou ao Ministério pedido para que os vistos, solicitados há um mês, sejam concedidos com urgência. Para substituir os demitidos, a orquestra promoveu um processo de seleção no Rio, Londres e Nova York. Além dos estrangeiros, foram selecionados nove músicos brasileiros — alguns deles residem no exterior.
No início da semana, a OSB propôs recontratar demitidos, que fariam parte de um outro grupo musical. Se dispôs também a transformar em dispensas convencionais as realizadas por justa causa. Principal orquestra do País, a Osesp, de São Paulo, tem 39 músicos estrangeiros.

Balaio de Fatos.com: OSB propõe a ex-músicos criação de orquestra paralela


MOVIMENTO.COM: "Caso OSB" se aproxima de desfecho razoável

Leonardo Marques

Leonardo Marques
(30 de julho de 2011)
A nova Direção Artística da OSB, composta por Fernando Bicudo e Pablo Castellar, ofereceu aos músicos demitidos uma nova proposta para pôr fim à crise.
A proposta, que é bastante razoável, divide-se em três opções conforme nota oficial reproduzida abaixo:
1 – Todos os 33 músicos serão reintegrados imediatamente à FOSB, através de um novo corpo artístico que será criado pela Fundação, sem a regência do maestro Roberto Minczuk, sem a necessidade de avaliações de desempenho e mantendo o mesmo regimento interno e piso salarial originais.  A Instituição também cuidará de realizar o pagamento dos salários retroativos referentes a todo o período de negociações, descontando apenas um mês de suspensão.  Os músicos deste grupo não necessitam ter dedicação exclusiva à OSB, podendo participar de outras atividades e orquestras, desde que cumpram o número de funções estabelecidas pelo Regimento Interno.

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2 – Todas as demissões por justa causa serão revertidas em demissões sem justa causa, com o recebimento das indenizações cabíveis, para os músicos que optarem por não retornar à Fundação OSB.
3 – Reintegração de 12 músicos pré-selecionados pela direção artística em conjunto com a Comissão de Músicos da OSB, levando em consideração as necessidades atuais da orquestra.  Este retorno ao corpo orquestral se dará mediante a adesão ao novo regimento interno e a realização de avaliações de desempenho em formato de música de câmara.  Todos os demais poderão escolher entre as duas primeiras opções.
Não há dúvida de que todo esse imbróglio só foi causado pela total e absoluta incompetência da FOSB em gerenciar a crise que a própria Fundação criou ao implementar um processo de avaliações que não foi respaldado pela Comissão de Músicos da orquestra.

Uma orquestra sinfônica não é, e nem pode ser, uma repartição burocrática, e consequentemente não pode ser tratada como tal.  No entanto, foi exatamente assim que a FOSB tratou seus músicos durante toda a crise, ou seja, como burocratas, como meros funcionários, e não como artistas, dotados de suas respectivas suscetibilidades.
Isso não quer dizer que ela, a Fundação, não possa exigir dedicação exclusiva e avaliações de seus subordinados.  É claro que pode.  O erro crasso cometido pela FOSB não foi decidir avaliar os músicos ou exigir-lhes dedicação exclusiva, mas sim a maneira extremamente autoritária e escancaradamente desrespeitosa como quis impor tais exigências.
O processo deveria ter sido amplamente discutido dentro da FOSB, com a efetiva participação dos músicos, antes de ser implementado, inclusive oferecendo alternativas dignas àqueles artistas que eventualmente não fossem mais aproveitados na orquestra.  Nada disso foi feito.
O resultado foi que tudo deixou de ser um processo interno e acabou parando na grande imprensa, importantes músicos brasileiros e estrangeiros cancelaram apresentações com a OSB, e a comunidade musical internacional manifestou seu repúdio à maneira como o processo foi conduzido.
A OSB tem Diretor de Marketing?  Como esse profissional permite que a imagem da orquestra seja manchada a tal ponto, com boa parte do mundo repudiando suas atitudes?  O que faz o Diretor de Marketing da OSB?  Bem, o que ele faz eu não sei, mas sei o que ele deveria fazer, ou melhor, deveria ter feito: zelar pela imagem da OSB.
Depois de tudo isso, parece que a FOSB finalmente percebeu o enorme tamanho da repercussão negativa de suas atitudes de nível rasteiro.  Sim, o nível foi rasteiro, pois “baixo” seria um nível bastante alto para classificar a qualidade das ações da FOSB em toda esta confusão.
A prova disso é que, depois de tudo, Roberto Minczuk, apontado pelos músicos como o mentor das avaliações, deixou a Direção Artística da FOSB, e o que fazem os novos diretores?  Apresentam uma proposta de reconciliação com os músicos demitidos.  Ora, se isso não é enfiar a viola no saco ou o rabo entre as pernas, eu não sei o que é isso.
É importante ressaltar, no entanto, que os comentários acima não se dirigem a Fernando Bicudo nem a Pablo Castellar, os novos diretores que só chegaram agora e estão procurando resolver o problema que nem Minczuk, nem Eleazar de Carvalho Filho, nem o tal Diretor de Marketing e nem ninguém da FOSB teve competência suficiente para resolver.  Bicudo e Castellar, ao contrário, estão se mostrando competentes e interessados em solucionar o imbróglio.
Por fim, é preciso também que os músicos enxerguem que a hora de resolver esta questão é agora, ou seja, aproveitar as boas intenções da nova Direção Artística e encerrar de uma vez por todas essa querela que, a esta altura, já está mais do que insuportável, até porque ninguém aguenta mais ouvir falar disso.  Todos aqueles que estamos ligados, direta ou indiretamente, ao meio musical queremos uma solução definitiva.
Os músicos não aceitaram uma proposta anterior de conciliação (tudo bem, a proposta era mesmo do tipo “cala a boca”, só com a intenção de diminuir os prejuízos de imagem da FOSB), mas a nova proposta parece realmente contemplar uma real possibilidade de atender a todos, e não somente à FOSB.
O crescimento artístico da OSB depende desta conciliação.  Sem ela, tudo será mais difícil, e o será para todos.  A hora é agora.  Resolvam-se, por favor.

O GLOBO: Luz no fim do túnel

Proposta de volta dos músicos sinaliza fim da crise na OSB

Plantão | Publicada em 30/07/2011 às 08h30m
Luiz Fernando Vianna (luiz.vianna@oglobo.com.br)
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Orquestra Sinfônica Brasileira / Divulgação
RIO - Embora tenham provocado manifestações de descontentamento, as propostas apresentadas pela nova direção artística da Orquestra Sinfônica Brasileira, na última terça-feira, aos 33 músicos afastados têm chance concreta de pôr fim à crise que se arrasta desde março.
De uma assembleia marcada para as 10h de segunda-feira, no Sindicato dos Músicos do Rio, sairá a contraproposta à oferta de Fernando Bicudo e Pablo Castellar. No dia 15, eles substituíram na direção artística o maestro Roberto Minczuk, protagonista da crise - por propor as avaliações de desempenho que revoltaram os músicos - e agora cuidando apenas da regência.

Ao fim de uma assembleia realizada na quinta-feira, líderes do movimento que pede a reintegração dos artistas demitidos pela Fundação OSB demonstraram confiança.
- A esperança está maior porque percebemos que o interesse de quem assumiu é resolver isso - afirma Luzer Machtyngier, que era presidente da Comissão de Músicos até ser afastado. - Uma negociação longa não é interessante para nós. Tomara que o desfecho seja rápido.
- Estamos confiantes em chegar a uma conclusão. Queremos montar uma contraproposta que seja boa para todos - diz a presidente do sindicato, Deborah Cheyne, que teve dois encontros com Bicudo e Castellar antes que eles concluíssem a oferta.

Os 33 músicos voltariam para integrar um outro corpo artístico da OSB, não o regido por Minczuk, com quem eles não desejam mais trabalhar. O novo grupo da orquestra faria concertos de câmara e também poderia fazer apresentações sinfônicas, somando-se a eles, no caso, parte dos integrantes do grupo maior - 59 músicos no momento, e aguarda-se a concessão de vistos de trabalho a 13 estrangeiros selecionados em audições no exterior.
- A nova orquestra não é a mini-OSB ou a OSB do B, como se tem dito. Ela é tão importante quanto a outra. Estamos enriquecendo o Rio com outra orquestra - afirma Castellar, ressaltando que tudo do grupo a ser criado será discutido com os músicos, do repertório aos maestros.

Os instrumentistas retornariam com o salário que ganhavam antes das demissões, em torno de R$ 6 mil, sem compromisso de exclusividade - e recebendo retroativamente, com exceção de um mês de suspensão. Os demais músicos ganham entre R$ 9 mil e R$ 11 mil porque estão sob um regimento diferente, de dedicação exclusiva.
Se aceita a proposta, quem não quiser ficar na OSB poderá reverter as demissões por justa causa e receber as indenizações previstas em lei.
- Acho que eles ficaram surpresos, até chocados com o avanço que demos no atendimento ao que queriam. Fizemos a proposta que era possível fazer - diz Bicudo.

A grande bandeira dos músicos, que é derrubar Minczuk, não está em pauta.
- Não é uma decisão nossa, mas do conselho da orquestra - diz Castellar, pregando o equilíbrio. - Há um sentimento de pertencimento dos músicos. Apesar de ser uma entidade privada, a OSB lida com um tipo de colaborador que é diferente de outros do mundo corporativo. Mas essa pessoa precisa entender que uma empresa tem obrigações com seus mantenedores.
A abertura da temporada 2011 - o primeiro semestre ficou a cargo da OSB Jovem - está garantida para 10 de agosto, mas Bicudo e Castellar querem resolver a crise antes.
- Não há por que não nos unirmos num mutirão pela OSB. Fazemos esse apelo a todos - afirma Bicudo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O choro da plateia



quarta, 27 de julho de 2011 às 23:25
 
A última nota da 9a Sinfonia de Beethoven soou no Teatro Municipal já deixando saudades. O concerto que encerrou a temporada 2010 da OSB coroou as comemorações dos seus 70 anos. O público estava encantado, apaixonado pela mais tradicional orquestra brasileira e confiante na sua diretoria e maestro. Roberto Minczuk tinha fama de regente carrasco, mas diante das magníficas performances que se sucederam ao longo do ano, quem poderia discordar do rumo da OSB?

Logo no início de 2011 esse caso de amor começou a desandar. A demora na divulgação da programação, enquanto outras orquestras já estavam vendendo suas séries, gerou uma certa ansiedade nos assinantes que estavam ávidos por mais espetáculos de alto nível. Quando o anúncio finalmente saiu, outro baque: a orquestra principal só retornaria aos palcos em agosto! Enquanto isso, a OSBJ seria responsável pela abertura da temporada.

Apesar do grande respeito pelo programa didático da FOSB, não era isso que o público queria. Ao buscar informações, o assinante esbarrava em um SAC lento e desatencioso, com explicações vagas como “foi uma escolha da direção para dar mais espaço aos jovens”. Nada foi dito sobre a falta de espaço para os músicos profissionais. Enquanto isso, crescia um burburinho nas redes sociais sobre umas avaliações de desempenho, audições no exterior e a insatisfação dos músicos com a direção e o maestro.

O boicote das audições por parte dos músicos e a consequente demissão por justa causa de metade do corpo orquestral foram muito noticiados e discutidos na mídia e na internet. Para quem acompanhou a temporada 2010, no entanto, ficou a sensação de que mexeram no time que estava ganhando e a OSB acabou sendo desclassificada da Copa do Mundo. Até hoje, muitos dos argumentos utilizados para justificar as polêmicas avaliações de desempenho continuam não convencendo.

Essas audições perante uma banca examinadora são praxe para contratação e não para avaliação contínua. Seria o equivalente a submeter universitários a vestibulares periódicos para ver se realmente merecem ocupar suas cadeiras. A banca, que incluía um engenheiro de som, deveria criticar o desempenho dos músicos. Será que as lideranças artísticas (maestro, maestro assistente, líderes de naipe, etc...) em contato diário com esses profissionais não fariam uma avaliação mais rica e criteriosa? O regente titular tinha poder de veto sobre qualquer decisão da banca. Para que chamar a banca se uma única pessoa detém plenos poderes? Músicos, regentes, compositores, professores de música e produtores do mundo inteiro se manifestaram, apoiando a decisão de boicote dos músicos e afirmando a indevida aplicação desse método. Mesmo assim, a direção teimou e o resultado foi desastroso.

Diante da falta de argumentos técnicos para justificar suas ações, a FOSB começou a veicular artigos e entrevistas desclassificando seus ex-integrantes, alegando problemas de relacionamento, de disciplina, de dedicação e até de afinação. Talvez por falta do ouvido absoluto do regente titular, essas são justificativas difíceis de digerir. Principalmente porque a própria diretoria artística, poucos meses antes, estava exaltando esses mesmos elementos. Ademais, caso essas divergências realmente existissem, seria mais eficiente eliminar aqueles funcionários problemáticos e/ou insatisfatórios através de demissões individuais respaldadas pela legislação trabalhista.

A demissão por justa causa de dezenas dos músicos mais emblemáticos do Rio de Janeiro foi um dos temperos mais amargos de todo esse caso. A falta de sensibilidade, gentileza, consideração e respeito com o qual esses artistas foram tratados foi especialmente chocante devido ao caráter artístico da instituição. O público jamais poderia imaginar que a mesma FOSB que lhe proporcionou tanto deleite em 2010 poderia lhe trazer tanto desgosto em 2011. Músicos com mais de trinta anos de carreira na orquestra foram descartados. Jovens talentos que deveriam ser incentivados tiveram suas carreiras interrompidas de forma grotesca e sem nenhum critério artístico. Terá sido a insubordinação momentânea desses profissionais assim tão grave? Será que seu histórico de empenho e sacrifício de nada conta para a administração da fundação?

No auge da crise, uma das características mais marcantes da FOSB foi a falta de comunicação com os músicos demitidos, com o público, com autoridades públicas. O SAC alegava que não havia nada de anormal na situação da orquestra e que a renovação do corpo artístico era comum. A temporada continuava conforme planejada, com os concertos da OSBJ e as audições em Londres, Nova Iorque e Rio de Janeiro logo preencheriam as lacunas com profissionais ainda mais gabaritados, atraídos por salários de primeiro mundo. Porém não foi bem assim que os fatos se sucederam...

O maestro Roberto Minczuk tomou uma das maiores vaias da história da música no Rio de Janeiro. Desde a chuva de garrafas no show do Carlinhos Brown durante o Rock in Rio 3 não se via uma plateia tão hostil. Os jovens se recusaram a substituir seus professores. Diversos solistas que seriam as principais atrações das séries da temporada cancelaram suas participações diante da postura da fundação com seu corpo orquestral. A venda de ingressos foi suspensa. Concertos foram cancelados, incluindo apresentações exclusivas para patrocinadores. O compositor Marlos Nobre proibiu a OSB de executar suas obras enquanto durasse esse impasse. As audições internacionais foram um fracasso (não adianta os representantes da FOSB insistirem do contrário, 150 interessados em três países é muito pouco) e a orquestra continua incompleta às vésperas da retomada das suas atividades.

Na tentativa de retornar à normalidade e acalmar os exaltados ânimos, a fundação nomeou novos diretores artísticos que foram apresentados ao público em um concerto fechado para convidados. Neste evento, anunciado como um concerto de música de câmara (a única atividade que restou para os músicos da OSB durante todo esse período), a plateia foi surpreendida pela apresentação da Orquestra Sinfônica Brasileira na íntegra. Ou melhor, semi-íntegra. Com pouco mais de 40 integrantes, a nova OSB não encheu o palco do Municipal. Alguns dos membros conhecidos da orquestra pareciam abatidos, outros passavam orgulho e felicidade por estar finalmente se apresentando como orquestra sinfônica. As caras novas, na sua maioria muito jovens, não transmitiam nada. Afinal, a criação de um vínculo entre o público e os músicos de uma orquestra é um processo lento, a não ser que os artistas sejam muito expressivos. Não era o caso. A execução da 7ª sinfonia de Beethoven que se seguiu convenceu no quesito técnico, mas ficou tão longe daquela 9ª do dezembro anterior...

Ao que parece, a alma da OSB foi mesmo quebrada ou talvez tenha sido demitida. Nos últimos meses os músicos considerados acomodados, problemáticos e preguiçosos pela fundação correram atrás para agradar o seu público. Contando com o apoio de colegas de outras orquestras (com destaque especial para a Petrobras Sinfônica) e profissionais de todos os ramos, conseguiram organizar uma série de música de câmara e dois dos concertos sinfônicos mais emocionantes de todos os tempos. O primeiro contou com duas participações mais do que especiais do maestro Osvaldo Colarusso e da pianista Cristina Ortiz. O calor que tomou conta da Escola de Música da UFRJ foi ignorado pela plateia que chorava copiosamente ao som da Bachiana no. 4 de Heitor Villa Lobos. Já o concerto para piano no. 4 de Beethoven provavelmente nunca fora executado com tamanha paixão. O segundo evento foi o show com o Edu Lobo realizado no Teatro Oi Casa Grande. A mobilização para aquela noite foi tão grande que envolveu desde as empresas de catering e transporte, que não cobraram pelos seus serviços, até o ECAD que bancou ele próprio os direitos autorais de parte do repertório. Os maravilhosos arranjos sinfônicos das canções desse ilustre artista encantaram todos os presentes e energia que emanava do palco tocou o coração de um por um até o último choro do primeiro violino.

O momento é de conversa e negociação. Processos estão se desenrolando nos bastidores dos dois lados da moeda OSB. O futuro continua nebuloso tanto para os músicos quanto para a fundação que ainda está sendo questionada sobre a aplicação dos recursos dos patrocínios durantes esses meses de paralisação. O público fica na expectativa de um acordo para que a OSB volte a brilhar e a emocionar com a união daqueles artistas que representam seu passado, seu presente e seu futuro.