terça-feira, 29 de maio de 2012

VIVA Música - junho - Griselda


Ópera de Vivaldi em primeira audição

Dia 25, segunda-feira às 20h no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Luiza Francesconi, mezzo-soprano. Johan Christensson e Jacques Rocha, tenores. Simone Kermes e Juliana Franco, sopranos. Razek François Bitar, contratenor. OSB Ópera & Repertório. Marco Pace, regente. R$ 20 (gal.), R$ 67(bl. sup.) e R& 145 (pl. e bl.nb.). Há meia-entrada para estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais.

A OSB Ópera & Repertório segue sua temporada lírica, agora no palco do Theatro Municipal (os primeiros concertos foram no Espaço Tom Jobim). Em junho, a atração é a ópera "Griselda" de Vivaldi, em primeira audição brasileira. O italiano compôs a obra em 1735 e ela nunca havia sido montada no Brasil.

terça-feira, 22 de maio de 2012

OSB O&R, regente, coro, solistas e o público

OSB O&R 
OSB O&R 
Livia Dias, soprano, EURIDICE

Luciana Costa e Silva, mezzo soprano, ORFEU
Daphne Boms, soprano, AMOR
Jésus Figueiredo, regente
Carlos Alberto Rodrigues, duo de flautas
Renato Axelrud, flauta solo
Agradecimentos Livia e Luciana
Agradecimentos Daphne
 
O público lotou o Tom Jobim


Coro Lírico OSB O&R
OSB O&R e o público

OSB Ópera & Repertório - "0rfeu e Eurídice"


 OSB O&R - "Orfeu e Eurídice" - Abertura - regência Jésus Figueiredo



OSB O&R - "Orfeu e Eurídice" - entrada do coro

segunda-feira, 21 de maio de 2012

"Orfeo ed Euridice”
Sucesso no Tom Jobim

orfeu-e-eurídice
Escrito por Marcus Góes em 20 mai 2012 nas áreas Crítica
 
Há  250 anos estreava em Viena “Oofeo ed Euridice”, de Glück (1714/1787), cantada em italiano com libreto de Romano di Calzabigi.
Não há pois ocasião mais propícia para que essa obra-prima e inovadora seja revivida em versão especial de concerto pela OSB Ópera & Repertório e jovens solistas da novíssima geração do canto lírico no Brasil.

No entanto, a ocasião é mais ainda de comemoração e festa porque assinala mais um dos reencontros do co-diretor artístico da OSB Fernando Bicudo com aquela que foi sua mais moderna, ousada e bonita produção de ópera, quando esteve à frente da Divisão de Ópera do Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos anos 80. Em 1984, subia ao palco desse teatro esse mesmo ORFEO, em montagem toda baseada em efeitos de raios laser, até hoje na memória dos que a viram por sua beleza, teatralidade e valor musical. Naquela ocasião e com aqueles efeitos da tecnologia então em desenvolvimento, o teatro se tornou o que é: o mundo da ilusão e do sonho, no qual virgens mortas retornam para salvar seu amado da morte, pais assassinados voltam para dizer ao filho quem os matou e como foi que ocorreu o delito e Orfeo reencontra sua Euridice no mundo das sombras.

Agora, não tivemos raios laser, mas sim uma muito digna edição da obra em epígrafe, a começar pela inspirada, eficiente e estimulante regência de orquestra de Jesus Figueiredo.  Estimulante porque tudo soou dentro da variedade de estilos da ópera ,cujo autor a pretendia reformadora até no volume dos naipes, na afinação geral, na maneira de cantar das protagonistas, na economia ou excesso de virtuosismo e ornamentos. Aliás, vale aqui lembrar que o Orfeo de Glück é uma das óperas do repertório cuja partitura e libreto mais sofreram modificações, versões, cortes e acréscimos, escritos ou pelo próprio Glück ou por um grande número de compositores, entre os quais se salienta Berlioz.

O meiossoprano Luciana Costa e Silva, musicalíssima, teria estado em nível superlativo não fosse o volume pequeno demais em certas passagens. No cômputo geral, foi excelente sua atuação, proporcionando a todos um  “Che puro ciel” e um “Che faró” de alto teor musical e dramático.

O soprano Lívia Dias foi uma entusiasmante Euridice de luxo, de bela, possante e expressiva voz . Lívia é um dos mais significativos talentos das super-novas. Vale muitíssimo a pena descer ao mundo dos túmulos para encontrar uma tão excelente Euridice…

O soprano Daphne Boms, como Amor, apresentou-se quase na medida exata, voz límpida e convincente. O “quase” vai por conta também do pequeno volume em poucas passagens.
O coro esteve soberbo e foi, como tem sempre ocorrido ultimamente, uma das estrelas maiores do espetáculo.
Os solos de flauta não receberam o relevo enfático de “solo”, parecendo mais parte do todo orquestral.

ACH GOTT,VOM  HIMMEL SIEH DAREIN.
MARCUS GÓES – MAIO 2012

Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.

sábado, 19 de maio de 2012

O GLOBO - Cultura

‘Orfeu e Eurídice’, de Christoph Glück, será apresentada pela OSB Ópera & Repertório

Espetáculo acontece neste domingo no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico

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OSB Ópera & Repertório apresenta uma das óperas mais consagradas do mundo
Foto: Divulgação
OSB Ópera & Repertório apresenta uma das óperas mais consagradas do mundo Divulgação
RIO - O enredo narra uma das histórias de amor mais trágicas da mitologia grega: inconformado com a morte prematura da amada, um jovem músico invade o mundo dos mortos para tentar trazê-la de volta, sem sucesso. Este é o libreto de "Orfeu e Eurídice", ópera mais popular do compositor alemão Christoph Glück, que vai ser apresentada pela OSB Ópera & Repertório (segundo conjunto da Orquestra Sinfônica Brasileira) neste domingo, às 17h, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico.

Com regência de Jésus Figueiredo, maestro assistente do coro do Teatro Municipal, o espetáculo vai ser tocado em forma de ópera em concerto, sem encenação. Apenas com músicos, coro e solistas. A versão interpretada será a criada por um dos atuais diretores artísticos da OSB, Fernando Bicudo (que divide o cargo com Pablo Castellar), em parceria com os maestros Davi Machadi e Manoel Cellario, em 1984, quando celebrou-se os 75 anos do Municipal.

- Olhando as partituras do próprio Glück, vi que ele mesmo tinha feito três versões da ópera - lembra Bicudo, enfatizando que em 2012 fazem 250 anos da primeira versão escrita pelo alemão - Estudando, li que o (Hector) Berlioz fez uma orquestração diferente desta ópera, misturando as três versões. Depois, vi que (Arturo) Toscanini também fez uma versão da ópera enxertando trechos diferentes. Então, como todo mundo estava mexendo nela, também quis fazer a minha versão em 1984, que ficou mais condizente com o espetáculo que idealizei.

Na época, Bicudo assinou a concepção cênica e musical de "Orfeu e Eurídice", que teve cenário de Hélio Eichbauer. Em sua versão, Bicudo mesclou a "Orfeu e Eurídice" que foi orquestrada por Berlioz com a ária "Divinità infernale", de Glück, no fim da primeira cena do segundo ato. O resultado, segundo o diretor artístico, foi um maior dinamismo do espetáculo.
28 anos depois, Bicudo decidiu remontar sua versão da ópera de Glück, alterando apenas um detalhe:
- Acrescentei uma parte da Eurídice, do terceiro ato, que eu havia cortado em 1984. Agora a composição ficou mais rica e acho que esta é a versão definitiva!

O libreto conta a história do filho do deus Apolo e da musa Calíope, Orfeu, que se apaixona perdidamente pela bela Eurídice, jovem que morre prematuramente picada por uma serpente. Desesperado e sem conseguir aceitar o destino, Orfeu adentra o mundo dos mortos com a ajuda do barqueiro Caronte para recuperar sua amada. Prestes a trazê-la de volta ao mundo dos vivos, Orfeu desobedece a regra imposta por Hades, soberano do sombrio reino dos mortos, de não olhar a face de Eurídice até que chegassem de novo à luz do sol. Orfeu não resiste e se vira para se certificar de que ela o está seguindo. Neste momento, Eurídice se transforma novamente em espectro, desaparecendo para sempre de sua visão. O que resta a Orfeu, então, é a dor de ter perdido o único amor de sua vida. Amargurado, ele rejeita, ao longo dos anos, qualquer mulher que tenta se aproximar. Cansadas de serem menosprezadas, as Mênades, mulheres furiosas, cortam o corpo de Orfeu em pedaços e lançam sua cabeça no rio.
Orfeu será interpretado pela mezzo soprano carioca Luciana Costa e Silva, e, Eurídice, pela soprano Lívia Dias.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/orfeu-euridice-de-christoph-gluck-sera-apresentada-pela-osb-opera-repertorio-4936709#ixzz1vJocmhFu
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terça-feira, 15 de maio de 2012

Ensaio OSB O&R - "Orfeu"

A sala de ensaios da OSB Ópera & Repertório
Totalmente reformada para receber a orquestra, coro e também a OSB Jóvem que passa a compartilhar o espaço, a sala de ensaios da OSB Ópera & Repertório recebeu hoje duas orquestras, coro e solistas para a preparação da ópera "Orfeu & Eurídice" de Gluck.

O maestro Jésus Figueiredo prepara a orquestra.




A harpista Sílvia Braga

Coro OSB Ópera & Repertório, criado para
a Temporada Lírica da orquestra.

Orquestra II que vai tocar fora do palco na montagem da ópera "Orfeu"
“Orfeu e Euridice” -  Gluck
OSB O&R , solistas e côro.
Domingo, 20 de maio de 2012
Espaço Tom Jobim
Jesus Figueiredo, regente
Luciana Costa e Silva, mezzo soprano, ORFEU
Livia Dias, soprano, EURIDICE
Dapne Boms, soprano, AMOR

Luiz Paulo Horta

O GLOBO
Segundo Caderno

Terça-feira, 15 de maio de 2012

Clássico - Luiz Paulo Horta
  • VIOLINO
O "Orfeu", de Gluck, é o programa desta semana da
OSB Ópera & Repertório (Espaço Tom Jobim,
domingo, às 17 horas). A regência é de Jésus Figueiredo.

domingo, 13 de maio de 2012

OSB.com.br

OSB O&R - Série Lírica - Concerto II 
Orfeu e Eurídice com a OSB Ópera & Repertório
Concerto Domingo, dia 20 de maio às 17h.


Após uma elogiada estreia, a Série Lírica da OSB Ópera & Repertório volta a ocupar o Espaço Tom Jobim no próximo dia 20. A orquestra apresenta Orfeu e Eurídice, a mais conhecida ópera de Glück, em formato de concerto, na versão criada por Fernando Bicudo com os Maestros Davi Machado e Manoel Cellario em 1984. O concerto conta com a regência de Jésus Figueiredo, e já tem seus ingressos à venda nas bilheterias do local e pela ingresso.com.

Saiba mais sobre o concerto.
OSB O&R - Série Lírica - Concerto II
Espaço Tom Jobim
20 de maio de 2012, domingo, 17h
CHRISTOPH GLÜCK - Orfeu e Euridice

 
Jésus Figueiredo, regência
Daphne Boms, soprano | Amor
Livia Dias, soprano | Euridice
Luciana Costa et Silva, mezzo-soprano | Orfeu

quarta-feira, 9 de maio de 2012

"O Rei Pastor" - OSB Ópera & Repertório

           Estréia da Série Lírica no dia 06 de maio,
                       no Espaço Tom Jobim.


    OSB O&R - Morelenbaum e Jacques Rocha, tenor | Alessandro

Maestro Henrique Morelenbaum rege a OSB O&R
com as sopranos Chiara Santoro e Marina Considera

 
Maria Luisa Nobre - JB OnLine
"No esplendor do Jardim Botânico,e dentro do muito agradável Espaço Tom Jobim,ouvimos a ópera “O Rei Pastor”,no ambiente de um bosque, traduzida em versão de concerto, o que, aliás foi um super sucesso pensado pelo grande realizador Fernando Bicudo, Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira."

Marina Considera - soprano
"O clima entre a orquestra, o maestro, os cantores, a produção e a direção artística é coisa dos sonhos _ muita luz, muita arte! É um privilégio trabalhar com a orquestra OSB ópera e repertório, são músicos sublimes e seres humanos para se ter por perto."


WOLFGANG AMADEUS MOZART
O Rei Pastor KV208
OSB Ópera & Repertório
Henrique Morelenbaum, regência
Chiara Santoro, soprano | Aminta
Laila Vazen, soprano | Tamiri
Marina Considera, soprano | Elisa
Ivan Jorgensen, tenor | Agenore
Jacques Rocha, tenor | Alessandro


Próximo Concerto
Domingo, 20 de maio de 2012
Espaço Tom Jobim

“Orfeu e Euridice” -  Gluck
OSB O&R , solistas e côro.

Jesus Figueiredo, regente
Luciana Costa e Silva, mezzo soprano, ORFEU
Livia Dias, soprano, EURIDICE
Dapne Boms, soprano, AMOR

Movimento.com

"Ïl Re Pastore" Abre a Série Lírica da OSB O&R 

Escrito por Leonardo Marques em 7 mai 2012 nas áreas Crítica
 
Apresentação irregular marcou a abertura de uma interessante temporada de óperas em concerto.

Neste domingo, 06 de maio, com a ópera Il Re Pastore (O Rei Pastor), de Mozart, a OSB Ópera e Repertório (OSB O&R) deu o pontapé inicial à sua Série Lírica, uma interessante temporada de óperas em forma de concerto que, ao longo do ano, terá títulos como Ariadne em Naxos e A Filha do Regimento.
Il Re Pastore, ópera em dois atos sobre um libreto de Pietro Metastasio, que foi reduzido e adaptado por Giambattista Varesco, data de 1775, quando o compositor contava 19 anos de idade. Predecessora de Idomeneo, enquanto ópera passa longe de ser uma obra-prima e carece de qualquer caracterização psicológica dos personagens, embora traga no segundo ato uma belíssima ária para castrato citada mais à frente, esta sim um perfeito exemplo da capacidade do compositor.

O primeiro fato que chamou a atenção no Espaço Tom Jobim do Jardim Botânico foi a ausência de um programa de sala para o concerto. Um simplório cartão, que na frente cita a obra que será interpretada e os artistas envolvidos, e no verso apresenta o resumo do resumo da trama da ópera, não é coisa que se ofereça ao público, mesmo gratuitamente. Fica a sensação de que a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira trata mesmo a OSB O&R como uma OSB do B, como alguns se referem a esse conjunto. Espero que, quando a temporada chegar ao Municipal, isso seja corrigido.

Outro ponto polêmico foi a opção por cortar totalmente os recitativos. É claro que é perfeitamente entendível, numa performance da ópera em concerto, que os recitativos sejam bastante cortados, mas daí a cortar tudo vai certa distância. Do jeito que ficou, pareceu mais um concerto com passagens de Il Re Pastore, que Il Re Pastore em forma de concerto.

Além disso, a cada ária ou número de conjunto interpretado, o maestro saía do palco junto com o(a) solista, chamando aplausos, indicava ao(à) solista que retornasse ao palco para ser aplaudido mais um pouco, e por fim ele, maestro, voltava ao palco com outro(a) solista para dar continuidade ao concerto. Multiplique isso por todas as passagens interpretadas e o que temos é uma profusão de aplausos em meio a uma sequência de números musicais apresentados sem ligação dramática entre eles. Pode parecer bobagem, mas a verdade é que tudo isso dificulta, por parte do ouvinte, um mergulho mais profundo na música de Mozart.
Todos os apontamentos citados até aqui são passíveis de correção nos próximos concertos desta série. Outro fator importante é que, depois do advento das óperas em forma de concerto cênico, a utilização da forma de concerto “puro”, por assim dizer, deixa a apresentação muito parada, até mesmo monótona, como foi o caso neste domingo. Por que não investir no concerto cênico?

Interpretar o gênio de Salzburg, definitivamente não é tarefa para qualquer um, pois as características inerentes à sua escrita têm o dom de demonstrar os pontos fortes e fracos de todos os seus intérpretes. Um elenco irregular de jovens solistas foi escalado para a empreitada e o resultado variou bastante. Registre-se, desde logo, que todos necessitam de aprimoramento vocal, ainda que uns em maior grau que outros.
A soprano Laila Vazen (segundo a OSB – ou seria Laila Oazem, como citado na Agenda VivaMúsica?), ao subir ao palco pela primeira vez, demonstrou insegurança e não foi bem na primeira ária de Tamiri, Di tante sue procelle, nada evoluindo no solo do segundo ato, Se tu di me fai dono. O tenor Ivan Jorgensen, como Agenore, embora mais seguro no palco, também não esteve bem. Sua emissão em nenhum momento demonstrou a clareza e a finura exigidas pela partitura. Já a soprano Marina Considera esteve um nível acima e ofereceu uma interpretação razoável de Elisa.

As melhores performances, no entanto, foram da soprano Chiara Santoro (Aminta) e do tenor Jacques Rocha (Alessandro). Rocha, tenor lírico ligeiro, demonstrou boa habilidade (que precisa ser aprimorada) nas passagens de agilidade, belo fraseado e dificuldades nas notas graves. Santoro tem uma voz de bom volume e belo timbre, bem calibrada nos agudos, ainda que lhe falte aprimorar os grandes saltos vocais e certas inflexões – estas especialmente nas terminações das frases musicais. Não obstante tais apontamentos, pareceram-me duas vozes bastante promissoras.

Chiara Santoro teve o desafio extra de enfrentar a mais célebre passagem da ópera, a joia que é a ária de Aminta no segundo ato, L’ amerò, sarò costante, originalmente escrita para castrato. Acompanhada por belo solo de violino, e apesar de um ligeiro tropeço quase no final da peça, que é bastante exigente, a soprano executou uma bela interpretação, sensível e comovente.
A OSB O&R esteve não mais que razoável sob a condução de Henrique Morelenbaum, não conseguindo o maestro extrair um som consistente do conjunto, que por sua vez exibiu a costumeira dificuldade de nossas orquestras com obras de Mozart. Depois do concerto, perguntei-me: a ausência de um regente titular não fará falta à OSB O&R?…

A próxima ópera desta Série Lírica será Orfeu e Eurídice, de Gluck, no dia 20 de maio, ainda no Espaço Tom Jobim. Não poderei acompanhá-la em virtude de compromisso particular na mesma data. A seguinte, já no Theatro Municipal, será Griselda, de Vivaldi, em 25 de junho.
Um dos títulos mais interessantes da série, Medea, de Cherubini, não aparece mais no site da OSB. Consultado por e-mail, Fernando Bicudo, que divide a Direção Artística da orquestra com Pablo Castellar, informa que, devido a um problema de saúde de Aprile Millo, a ópera foi adiada para abril de 2013, o mesmo ocorrendo com um concerto da soprano com árias de Händel. Millo já cancelou várias vezes sua vinda ao Brasil. Espera-se que realmente venha em 2013, como informa Bicudo, ou que, no caso de novo forfait, a OSB substitua a soprano, e não adie novamente a apresentação.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Marina Considera



Marina ConsideraEstou muito feliz com o trabalho que realizamos para a apresentação da ópera Il re pastore. O clima entre a orquestra, o maestro, os cantores, a produção e a direção artística é coisa dos sonhos _ muita luz, muita arte! É um privilégio trabalhar com a orquestra OSB ópera e repertório, são músicos sublimes e seres humanos para se ter por perto. O maestro Morelenbaum é um lider nato, cheio de firmeza e docilidade. Os diretores Bicudo e Pablo, são donos daquela energia capaz de transformar, colocam a arte em movimento em um impulso contagiante. Meus colegas de vozes incríveis, são amigos para a vida... O que ocorreu no palco ontem, foi divino, estávamos todos em comunhão com a música. Obrigada!!!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Jornal do Brasil




Sol maior

Crítica: O Rei Pastor


Jornal do Brasil
Maria Luisa Nobre



A ópera foi escrita por Mozart em dois atos,um em um prado e o outro em um acampamento. No esplendor do Jardim Botânico,e dentro do muito agradável Espaço Tom Jobim,ouvimos a ópera “O Rei Pastor”,no ambiente de um bosque, traduzida em versão de concerto, o que, aliás foi um super sucesso pensado pelo grande realizador Fernando Bicudo, Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira. A idéia da OSB de ter duas orquestras é um inegável acerto,e os parabéns para a direção do conjunto por ter uma finalização tão inteligente.Sem dúvida alguma a solução foi magistral.

Feito o prelúdio inicial ,voltamos  ao domingo, onde o público lotou o Espaço Tom Jobim,que aliás está de parabéns pela delicadeza de seus funcionários e a elegância com que abre o local ao público.O maestro Henrique Morelenbaum com sua imensa experiência liderou a tarde com a competência de sua regência. Depois da abertura da ópera,o maestro ia buscar cada solista,as mulheres ele trazia pelas mãos,um ato muito elegante.A soprano Chiara Santoro foi a primeira a ser ouvida como o Pastor Aminta, como já informamos em outra coluna, a ópera foi originalmente escrita para um castrati, um homem com o timbre de voz feminino,e a soprano iniciou muito bem seu canto. Eis que surge a soprano Marina Considera dando vida a Elis,uma presença belíssima,com um timbre de voz lindo, e o que mais gostamos, além de sua técnica impecável,são seus pianíssimos angelicais,mostrando que a acústica do local é muito boa. 

Marina está de parabéns, há um mês brilhou na ópera Maria Tudor,e já é um nome que cada vez que consolida como presença segura no palco.Chiara voltou e brilhou também.O dueto de Aminta e Elisa,Chiara e Marina,também foi um dos momentos mais emocionantes assim como a ária em que Aminta/Chiara canta com o solo do spalla da orquestra. As vozes masculinas foram também um sucesso, o Alessandro de Jacques Rocha foi um ponto alto em que o artista demonstrou uma perfeita segurança e intimidade no palco,com a voz bem projetada e uma técnica sólida. Agenore encarnado por Ivan Jorgensen também foi um sucesso,já esperado.Tamiri de Laila Oazen mostrou que a soprano tem um potencial muito bom para ser desenvolvido e precisa se apresentar mais para se sentir confortável no palco. Os professores Eliane Sampaio,Teresa Fagundes e Nelson Portela,estão também de parabéns vendo seus pupilos brilharem. 

Cantores talentosos precisam ter apresentações, é no palco que se ganha experiência,é ali que tudo acontece,é ali que se aplica o que se estuda, e o melhor do momento que estamos vivendo no Rio, são as oportunidades surgindo. Há menos de um mês a Finep realizou Maria Tudor e agora a OSB,o Rei Pastor. O Rio precisa ter mais apresentações de óperas,as de câmara já são um sucesso garantido,com textos nunca aqui levados e produzidos. A figura de Fernando Bicudo é a melhor garantia de que podemos estar salvos.
O BRAVO da coluna.

domingo, 6 de maio de 2012

CBN - Entrevista com Fernando Bicudo



Rádio CBN 
Entrevista com o Diretor Artístico da OSB Fernando Bicudo, realizada dia 5 de maio de 2012 - sobre a estréia da Série Lírica da OSB Ópera & Repertório. "O Rei Pastor" de Mozart.



 

sábado, 5 de maio de 2012

OSB Ópera & Repertório - Ensaio Geral

 OSB Ópera & Repertório
Ensaio geral do concerto de estréia da Série Lírica
Espaço Cultural Tom Jobim
5/5/2012 
_______________________________________________

VISITA ILUSTRE
Professor Noel Devos em visita
ao ensaio geral da OSB O&R  
Naipe de fagotes - Paulo Andrade, Noel Devos e Mauro Ávila

Maestro Herique Morelenbaum
"
parabéns orquestra, desde o primeiro
ensaio fizemos música de qualidade".

Primeiro contrabaixo Rudolf Kroupa,
maestro Henrique Morelenbaum

e os fagotistas Mauro Ávila e Noel Devos
Primeiro viola Nayran Pessanha, prof. Devos
e o primeiro cello David Chew
Paulo, Luzer, Morelenbaum, Renato, Devos e Carlinhos
O Spalla Pablo de Leon, Maestro Morelenbaum,
chefe de naipe dos segundos violinos Angélica e a concertino Karolin.
Prof. Devos e Ernesto Gonçalves


sexta-feira, 4 de maio de 2012

terça-feira, 1 de maio de 2012

CBN Convida - OSB Ópera & Repertório



 
ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA O&R
CONCERTO 1a. ÓPERA
"O Rei Pastor" - Mozart
Domingo, 06 DE MAIO www.cbn.com.br


 


A CBN convida você para assistir a Orquestra Sinfônica Brasileira da Série Ópera 1 no dia 06 de maio, às 17h, no Espaço Tom Jobim. Participe de uma viagem pela música clássica através do programa WOLFGANG AMADEUS MOZART O Rei Pastor KV208. O espetáculo será regido pelo Maestro Henrique Morelenbaum. Cadastre-se para concorrer a um par de ingressos! Leia o regulamento. Promoção válida para Rio de Janeiro.

·  Para. participar, é necessário cadastrar-se ou logar-se

Espaço Tom Jobim - Jardim Botânico
OSB Ópera & Repertório
Henrique Morelenbaum, regência
Chiara Santoro, soprano | Aminta
Laila Vazen, soprano | Tamiri
Marina Considera, soprano | Elisa
Ivan Jorgensen, tenor | Agenore
Jacques Rocha, tenor | Alessandro
WOLFGANG AMADEUS MOZART
O Rei Pastor KV208

O GLOBO - Luiz Paulo Horta



OSB Ópera & Repertório
O Rei Pastor - Mozart







O GLOBO
Segundo Caderno, 1 de maio de 2012
Clássico - Luiz Paulo Horta

MOZART
No que é talvez uma primeira encenação brasileira, a OSB Ópera apresenta no domingo, no Espaço Tom Jobim, "II Re Pastore", de Mozart, com libreto de Metastasio. Esta ópera, que é mais uma serenata, ou uma cantata dramática, foi encomendada para celebrar a visita do Arquiduque Maximiliano da Áustria a Salzburgo. Mozart a compôs em seis semanas, em dois atos que duram, ao todo, pouco mais de cem minutos. Escrita em 1775, quando Mozart tinha 19 anos, foi seu último ensaio operístico antes do grandioso "Idomeneo", que apareceria seis anos depois. A versão de agora tem regência de Henrique Morelenbaum e as vozes de Jaques Rocha, Ivan Jorgensen, Chiara Santoro, Leila Vazen e Marina Considera.

OSB Ópera & Repertório
O Rei Pastor - Mozart
Regência: Henrique Morelenbaum
Solistas: Jaques Rocha, Ivan Jorgensen, Chiara Santoro, Leila Vazen e Marina Considera.
Domingo, dia 6 de maio às 17h

Espaço Tom Jobim - Jardim Botânico