sábado, 19 de maio de 2012

O GLOBO - Cultura

‘Orfeu e Eurídice’, de Christoph Glück, será apresentada pela OSB Ópera & Repertório

Espetáculo acontece neste domingo no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico

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OSB Ópera & Repertório apresenta uma das óperas mais consagradas do mundo
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OSB Ópera & Repertório apresenta uma das óperas mais consagradas do mundo Divulgação
RIO - O enredo narra uma das histórias de amor mais trágicas da mitologia grega: inconformado com a morte prematura da amada, um jovem músico invade o mundo dos mortos para tentar trazê-la de volta, sem sucesso. Este é o libreto de "Orfeu e Eurídice", ópera mais popular do compositor alemão Christoph Glück, que vai ser apresentada pela OSB Ópera & Repertório (segundo conjunto da Orquestra Sinfônica Brasileira) neste domingo, às 17h, no Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico.

Com regência de Jésus Figueiredo, maestro assistente do coro do Teatro Municipal, o espetáculo vai ser tocado em forma de ópera em concerto, sem encenação. Apenas com músicos, coro e solistas. A versão interpretada será a criada por um dos atuais diretores artísticos da OSB, Fernando Bicudo (que divide o cargo com Pablo Castellar), em parceria com os maestros Davi Machadi e Manoel Cellario, em 1984, quando celebrou-se os 75 anos do Municipal.

- Olhando as partituras do próprio Glück, vi que ele mesmo tinha feito três versões da ópera - lembra Bicudo, enfatizando que em 2012 fazem 250 anos da primeira versão escrita pelo alemão - Estudando, li que o (Hector) Berlioz fez uma orquestração diferente desta ópera, misturando as três versões. Depois, vi que (Arturo) Toscanini também fez uma versão da ópera enxertando trechos diferentes. Então, como todo mundo estava mexendo nela, também quis fazer a minha versão em 1984, que ficou mais condizente com o espetáculo que idealizei.

Na época, Bicudo assinou a concepção cênica e musical de "Orfeu e Eurídice", que teve cenário de Hélio Eichbauer. Em sua versão, Bicudo mesclou a "Orfeu e Eurídice" que foi orquestrada por Berlioz com a ária "Divinità infernale", de Glück, no fim da primeira cena do segundo ato. O resultado, segundo o diretor artístico, foi um maior dinamismo do espetáculo.
28 anos depois, Bicudo decidiu remontar sua versão da ópera de Glück, alterando apenas um detalhe:
- Acrescentei uma parte da Eurídice, do terceiro ato, que eu havia cortado em 1984. Agora a composição ficou mais rica e acho que esta é a versão definitiva!

O libreto conta a história do filho do deus Apolo e da musa Calíope, Orfeu, que se apaixona perdidamente pela bela Eurídice, jovem que morre prematuramente picada por uma serpente. Desesperado e sem conseguir aceitar o destino, Orfeu adentra o mundo dos mortos com a ajuda do barqueiro Caronte para recuperar sua amada. Prestes a trazê-la de volta ao mundo dos vivos, Orfeu desobedece a regra imposta por Hades, soberano do sombrio reino dos mortos, de não olhar a face de Eurídice até que chegassem de novo à luz do sol. Orfeu não resiste e se vira para se certificar de que ela o está seguindo. Neste momento, Eurídice se transforma novamente em espectro, desaparecendo para sempre de sua visão. O que resta a Orfeu, então, é a dor de ter perdido o único amor de sua vida. Amargurado, ele rejeita, ao longo dos anos, qualquer mulher que tenta se aproximar. Cansadas de serem menosprezadas, as Mênades, mulheres furiosas, cortam o corpo de Orfeu em pedaços e lançam sua cabeça no rio.
Orfeu será interpretado pela mezzo soprano carioca Luciana Costa e Silva, e, Eurídice, pela soprano Lívia Dias.

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