sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Viva Música - outubro 2012


"O Pirata" de Bellini, estréia no Rio

A primeira temporada da OSB Ópera & Repertório - grupo da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira, criado ano passado - tem dado importante contribuição ao panorama lírico carioca, resgatando óperas que nunca haviam sido mostradas no Rio, sempre em versão concerto.
É o caso de "O Pirata", que o italiano Bellini estreou em 1827, mas até hoje não havia sido mostrada na cidade.



Igor Vieira (Ernesto), barítono
Saioa Hernandez (Imogene), soprano
Fernando Portari (Gualtiero), tenor
Ivan Jorgesen  (Itulbo), tenor
Frederico de Oliveira (Goffredo), baixo
Maíra Lautert (Adele), soprano

Dia 1º (segunda-feira), às 20h, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ópera "O Pirata" de Bellini. Veja o elenco completo na programação dia a dia.
R$ 20(gal),67 (bal. sup.) e 145 (pl e bl nb.). Há meia entrada para estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O Pirata - O Elenco

OSB Ópera & Repertório - Série Lírica
Segunda-feira, dia 1º de outubro às 20h no Teatro Municipal RJ.

Na sala de ensaios da OSB O&R o maestro Tiziano Severini prepara "O Pirata" de Vincenzo Belinni com a soprano Saioa Hernandez no papel de Imogene.


Conheça os solistas

Saioa Hernandez, soprano
Imogene
SAIOA HERNANDEZ - Ganhou o concurso internacional Bel Canto Vicenzo Bellini, que foi realizado no Teatro des Hauts de Seine de la ville de Puteaux (França), um prêmio que mostra seu talento especial para o repertório Bel Canto .Ms. Hernandez apresentou-se cantado em papéis como: Fiordiligi em 'Così fan tutte ", Rosina em" Il barbiere di Siviglia ", Rosalinde em" Die Fledermaus ", Gilda em" Rigoletto "," Les contes d'Hoffmann ", Lucia em "Lucia di Mammermoor ', Violetta em" La Traviata ", Micaela em" Carmen ", Mimi em" La Bohéme ", Suor Angelica em' Suor Angelica ', Cio Cio San em' Madama Butterfly '... Ela já apareceu como Imogene em 'Il Pirata "na Catalunha, sob a batuta de Sergio Monterisi eo papel-título de' Norma ', no Teatro Massimo Bellini de Catania oposto Gregory Kunde (Pollione) conduzida por Marco Zambelli no Festival de Bellini. Ela já treinou ambas as funções com a Sra. Montserrat Caballé, obtendo um grande sucesso de público e crítica. Ela foi recentemente estreou no Teatro de la Zarzuela como Solea, de 'El Gato Montés "a ópera de Penella, com o grande Cristina Hoyos coreografias e José Carlos regist Plaza.



Fernando Portari, tenor
Gualtiero





FERNANDO PORTARI - Com uma carreira internacional em franca ascensão, Fernando Portari estreou em 2010 com grande sucesso no mitico La Scala de Milão em Fausto de Gounod ao lado de Roberto Scandiuzzi. Recentemente esteve ao lado de Anna Netrebko na Staatsoper de Berlim na ópera Manon de Massenet, sob a direção do maestro Daniel Barenboim. Apresentou-se nos teatros La Fenice de Veneza, na Ópera de Roma, no Teatro São Carlos de Lisboa, Massimo de Palermo, na Deutsche Oper de Berlim, Tokyo, Helsinki e Varsovia. Atuou ainda em Anna Bolena com Mariella Devia no teatro Massimo de Palermo, e em La Traviata na Opera de Hamburgo e em Colonia. Apresentou se em La Boheme em Berlim e em Sevilha, e representou Werther noTeatro Bellini de Catania e em La Coruña.
Recebeu o Prêmio APCA e 2 vezes o Prêmio Carlos Gomes, tornando-se rapidamente nome presente nas temporadas líricas em Manaus, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro etc.





Igor Vieira, barítono
Ernesto



 IGOR VIEIRA -  Aclamado como “o destaque da noite” pela Opera  News Magazine e como “um triunfo” pelo San Francisco Chronicle, o barítono carioca Igor Vieira fez sua estréia profissional aos 17 anos no papel de Dancairo (Carmen/Bizet) no Municipal do Rio de Janeiro.
 Em Junho de 2010, Igor Vieira estreou com a San Francisco Opera, uma das companhias de ópera mais importantes do mundo, no papel de Happy (La Fanciulla del West/Puccini) tendo sido o primeiro barítono brasileiro a cantar com esta companhia. Em Setembro de 2011, Igor voltará aos palcos da San Francisco Opera no papel de Gubetta (Lucrezia Borgia/Donizetti) ao lado de Renee Fleming no papel-título.
Igor foi finalista mundial no V Concurso de Canto Luciano Pavarotti na Filadélfia, recebeu o Prêmio Margareth Tudor (Princeton – EUA) por dois anos seguidos e o Prêmio da Fundação Kaplan (Kansas City – EUA) como o destaque da temporada de 2003. Também foi segundo colocado nos concursos Henrique Nuremberg no Rio de Janeiro e da East Bay Opera League em San Francisco nos EUA



MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).

MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).

Ivan Jorgensen, tenor (Litulbo) e
Frederico de Oliveira, baixo (Goffredo)





IVAN JORGESEN - Natural do Rio de Janeiro, cursou o bacharelado em canto pela Escola de Música da UFRJ. Atualmente se aperfeiçoa com Paulo Louzada. Participou de cursos com Roland Hermann e Maria Venuti (Karlsruhe), Neyde Thomas e Rio Novello. Em 2007 atuou como solista na Fantasia coral de Beethoven com a OPES, sob a regência de Isaac Karabtchevsky. No mesmo ano participou, como solista, da ópera "L'Orfeo", em produção do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e da estréia brasileira da ópera "Arianna in Creta" de Händel, com a Symphonia Brasil Barroco, na Sala Cecília Meirelles. Protagonizou ainda "La Bohème" (2009), com a Cia. Lírica do Rio de Janeiro.
FREDERICO DE OLIVEIRA - Natural de Petrópolis (RJ), formou-se no bacharelado pela Escola de Música da UFRJ. Iniciou seus estudos musicais aos 17 anos, tendo aulas de violino e, posteriormente, de violoncelo. Seu interesse pelo canto ampliou-se após participar como cantor em diversos coros. Foi orientado pelos professores Marcelo Coutinho e Inácio de Nonno nos Festivais de Verão dos Canarinhos de Petrópolis, por Rio Novello e Neide Thomas nos Festivais de Inverno do Rio de Janeiro e por Lício Bruno, Edna de Oliveira, Ednéa de Oliveira e Marta Herr nos Festivais de Inverno do SESC. Atualmente é integrante do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Atuou em diversas montagens de óperas como solista, dentre as quais se destacam "Idomeneo", "A Flauta Mágica" e "As Bodas de Fígaro" de Mozart no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, além de várias obras de concerto, como a Nona Sinfonia de Beethoven, o Requiem de Marcos Portugal, a Ode à Rainha Mary de H. Purcell e a Cantata "Christ Lag in Todesbanden" de J. S. Bach.
MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).
TERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).
MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).
MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).
Maíra Lautert, soprano
Adele
 MAÍRA LAUTERT - Natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).



Tiziano Severini, regente

Tiziano Severini - Nascido em Roma, Tiziano Severini tem uma relevante carreira no cenário lírico italiano e mundial. Ele gravou para a Virgin Classics o vídeo de "La Bohème", estrelado por Luciano Pavarotti, Mirella Freni e Nicolai Ghiaurov em San Francisco. Sua discografia inclui títulos como "Romeu e Julieta" Vaccai (Prêmio da Crítica), "O Casamento de Ístria Smareglia", a versão completa de "Ana Bolena" com Dimitra Theodossiu, Ganassi e Sonia Sartori Fabio (recebeu elogios de todo o mundo), eu Lombard na primeira cruzada para a dinâmica e Genebra para a Escócia Mayr para o Opera Rara. Gravou um CD ao vivo inteiramente dedicado à obra de Mascagni, com a Orquestra e Coro do Teatro Verdi em Trieste, La Scala no Bolshoi e schöne Die Galathee de Suppe, retrato Le de Manon de Massenet por e Segredo Susanna de Wolf-Ferrari, com a Orquestra e Coro do La Fenice, em Veneza.



Coro Ópera Brasil
Jésus Figueiredo, regente do coro


MAÍRA LAUTERT, natural Rio Grande do Sul, estudou com Laura de Souza e atualmente cursa o bacharelado em canto na Escola de Música da UFRJ, sob a orientação do barítono Homero Velho. Em 2009 esteve em Milão (Itália) aperfeiçoando-se com Rita Patanè. Participou de workshops e masterclasses com Sandro Cristopher, Eduardo Álvares, Lício Bruno, Peter Dauelsberg e Karin Uzun (Brasil), Anette Küttembaum e Andreas Baumgartner (Alemanha) e Sherryl Milnes (EUA), Alexandra Lubchansky (Rússia) e Mitsuko Shirai (Japão). Entre suas principais apresentações, destacamse os concertos com a Orquestra do Theatro São Pedro (RS) e Orquestra da Unisinos (RS). Gravou e participou dos concertos com o Oratório de João Batista do compositor gaúcho Léo Shneider. Fez sua estréia em ópera junto ao Instituto de Cultura Musical da PUC-RS, onde foi a Segunda Dama na ópera "A Flauta Mágica" de Mozart. Integrou o grupo Ópera de Bolso de Porto Alegre, sob a direção de Luiz Paulo Vasconcellos. Foi Lucy na ópera "O Telefone" de Giancarlo Menotti, em comemoração aos 161 anos da Escola de Música da UFRJ. Fez parte do elenco da ópera "O Anão" de Alexander Zemlinsky, com a Orquestra Petrobras Sinfônica sob a regência de Isaac Karabtchevsky. Entre suas premiações constam o 1º lugar no VII Concurso Nacional Villa-Lobos de Vitória (ES) e 3º lugar no VII Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em Belém (PA).

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Próximo Concerto - 1 de outubro

OSB Ópera & Repertório - Série Lírica
O PIRATA - Vincenzo Belinni



Vincenzo Bellini
O Pirata é uma ópera em dois atos escrita por Vincenzo Bellini aos 25 anos de idade com o libreto de Felice Romani a partir de uma tradução francesa da trágica peça Bertram, ou O Castelo de São Aldobrando de Charles Maturin. "O Pirata" estreou no La Scala em 27 de outubro de 1827.

Aos 18 anos Bellini deixa a sua Catânia natal e parte para Nápoles a fim de prosseguir os seus estudos musicais no Conservatório daquela cidade.
A última prova do Curso de Música era obrigatoriamente a apresentação pública de uma ópera. Para essa prova final de curso Bellini escreveu "Adelson e Salvini", obtendo um sucesso tão grande que o prestigiado Teatro de São Carlos de Nápoles lhe encomendou de imediato uma nova ópera. Isto passava-se em Fevereiro de 1825.
Um ano mais tarde, a 30 de Maio de 1826, "Bianca e Fernando" era levada pela primeira vez a cena naquele teatro.

É dessa altura que data a amizade do compositor com o libretista Felice Romani. Revêem juntos "Adelson e Salvini", que tentam apresentar no Teatro del Fondo sem qualquer resultado.
Surge então aquela que iria revelar-se a grande oportunidade na vida de Bellini, e que marcaria o verdadeiro início da sua fulgurante carreira de compositor: um convite do Scala de Milão.

Desse convite nasceria a ópera "Il Pirata". Bellini e Romani começaram a trabalhar nessa ópera em Maio de 1827 - um trabalho que se prolongaria por 5 meses. "Il Pirata" subiu pela primeira vez a cena no dia 27 de Outubro desse ano.

Esta foi a primeira ópera que Bellini e Romani fizeram juntos, marcando o início duma parceria que iria manter-se ao longo de 6 anos e de 8 óperas, sendo interrompida apenas em Abril de 1833 quando Bellini partiu para Londres. Das 12 óperas escritas por Bellini, incluindo neste número uma revisão e uma ópera que ficou incompleta, apenas 3 não tiveram libretos da autoria de Romani: os das duas primeiras ("Adelson e Salvini" e "Bianca e Fernando") e o da última ("Os Puritanos") escrita em Paris. Esta estreita colaboração do compositor com o libretista, terá certamente sido de uma importância fundamental para uma das virtudes frequentemente apontadas a Bellini, inclusive pelo próprio Richard Wagner:
a da perfeita harmonização entre o texto e a música.



              Maria Callas - O Pirata - "cena final"

OSB O&R - Série Lírica - Concerto VI

1º de outubro - 20h - Theatro Municipal RJ
 
OSB Ópera & Repertório
Tiziano Severini, regência
Igor Vieira, barítono | Ernesto
Saioa Hernandez, soprano | Imogene
Fernando Portari, tenor | Gualtiero
Ivan Jorgensen, tenor | Iitulbo
Frederico de Oliveira, baixo | Goffredo
Eliane Lavigne, soprano | Adele

OSB.com.br - Série Lírica - O Pirata

 
OSB Ópera & Repertório - Série Lírica
O PIRATA - Vincenzo Bellini 
Dia 1° de outubro, 20h - Teatro Municipal RJ
OSB Ópera & Repertório volta ao Municipal no começo de outubro.
Em primeira audição no Brasil, a versão em concerto da ópera O Pirata, de Vincenzo Bellini, é a atração do sexto concerto da Série Lírica, programado para as 20h do dia 1° de outubro no Municipal carioca. Sob a regência do italiano Tiziano Severini, a orquestra se apresenta ao lado de vozes como o tenor Fernando Portari, a soprano Saioa Hernandez e Coro.
Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Theatro Municipal ou pela ingresso.com.
 OSB O&R - Série Lírica - Concerto VI
Theatro Municipal
 
OSB Ópera & Repertório
Tiziano Severini, regência
Igor Vieira, barítono | Ernesto
Saioa Hernandez, soprano | Imogene
Fernando Portari, tenor | Gualtiero
Ivan Jorgensen, tenor | Iitulbo
Frederico de Oliveira, baixo | Goffredo
Eliane Lavigne, soprano | Adele
Coro

quinta-feira, 13 de setembro de 2012



A fila anda e a gente bate palmas

por Amanda Carvalho de Andrade, Quarta, 12 de Setembro de 2012 às 22:01


Quantas vezes a gente já não passou por essa cena? Uma mulher sofrendo por um grande amor perdido, se desespera, chora, grita e quer morrer. As pessoas ao seu redor tentam em vão animá-la. Os homens a bajulam sem efeito e as mulheres tentam consolar um coração empedrado. “A fila anda” dizem. “A vida é assim mesmo. Daqui a pouco você estará suspirando por outro, ou outros.” E não é que é verdade?

Richard Strauss na sua genialidade elevou essa situação corriqueira ao status de arte em Ariadne auf Naxos (claro que não foi o único, mas achei essa obra especialmente eloquente). Nesta última segunda-feira, a OSB Ópera e Repertório, sob a simpática batuta de Eugene Kohn, trouxe as dualidades e contrastes dessa ópera ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. E eu estava lá, na primeira fila!

A música é linda, intensa, dramática, sedutora e divertida alternadamente. Os músicos da orquestra formaram um grande grupo de solistas, cada um com voz própria (e que vozes!!!). Destacaram-se os spallas dos violinos e violoncelos, assim como a flauta, clarineta, oboé e as trompas. Além do festival de belos solos, a sonoridade do conjunto tava muito redonda e macia apoiando a trama que se desenrolava diante da orquestra.

A mise-en-scène dos cantores, mesmo sem cenário ou figurinos, foi bem-vinda. As cenas cômicas com Ignacio de Nonno, Ricardo Tuttman, Murilo Neves e Ivan Jorgenssen, além de musicalmente agradáveis foram divertidíssimas, realmente transportando a plateia pra dentro da história. Juliana Franco, enquanto interagia com eles convenceu como uma Zerbinetta um pouco contida, mas quando deixada a só no palco, perdeu a personagem, infelizmente. O mesmo não pode ser dito da Ariadne de Eliane Coelho. O seu canto e seu semblante deram asas à música de Strauss e me remeteram ao sofrimento intenso daquela mulher abandonada em uma ilha, aguardando o Senhor da morte. O Baco que veio salvá-la tinha a bela voz de Juremir Vieira, mas a dramaticidade de um ator de novela mexicana. (Ih! Me esqueci de falar nas ninfas. Acho que isso já diz tudo...).

Ilha, ninfas, mulheres apaixonadas, galãs, bruxas e barcos. O enredo dessa ópera é uma confusão danada. Também pudera, pois ela é o resultado da junção de duas óperas, dentro de uma terceira. Quem já não sabia disso, ficou sem saber porque o prólogo foi suprimido da produção e o pobre texto do programa não faz menção à origem da história. Eu não chamaria de “versão original de 1912” uma reprodução de apenas metade da obra, mas considerando que esse formato completo com peça, balé e ópera não foi sucesso nem na época da sua estreia, a opção mais curta para uma ópera em forma de concerto foi um acerto. Que venham os piratas!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O GLOBO - Luiz Paulo Horta


UMA DIVA EM SEU AUGE

LUIZ PAULO HORTA
quarta-feira, 12/9/12 

Música
_______

Nossa raquítica temporada de ópera foi enriquecida, segunda-feira, com uma rara performance da "Aridne em Naxos", de Richard Strauss, com a presença estelar de Eliane Coelho no papel-título. Na versão concerto apresentada no Teatro Municipal, a primeira notícia boa foi a OSB "pequena", superiormente dirigida por Eugene Kohn. O som da orquestra traduzia perfeitamente as nuances dessa partitura de 1912, de um compositor que amava a ópera e a voz humana. Sobre esse tecido flexivel e expressivo, Eliane Coelho provou, mais uma vez, ser uma "diva" no auge da carreira aplaudida como só sabe apludir o público de ópera.

Essas mudanças de repertório são muito bem-vindas, num cenário dominado pela falta de imaginação. O Strauss de 1912 (nada a ver com o das valsas) é um mestre consumado, com um fascinante discurso musical que tanto remete (de longe)  Wagner como à Viena onde a valsa, de fato, é uma presença invasora.

Na dialética que opõe a trágica Ariadne a um personagem que é pura frivolidade, a Zerbineta de Juliana Franco mostrou bons dotes vocais. Mas este é um papel terrível, só acessível a cantoras excepcionais (me lembro de Kathleen Battle fazendo esse duo com Jessye Norman). Como Juliana não está nesse nível, suas notas altas eventualmente soavam duras, pouco musicais. Como o que aconteceu com o Baco de Juremir Vieira: bom material vocal, pedindo um controle mais refinado.

Havia uma comparsaria interessante, liderada pelo Arlequim de Ignacio de Nonno. Mas os grandes momentos, claro, perteceram a Eliane, capaz de dar ao personagem principal todo o seu contexto trágico. O delicioso, nesse magnífico Strauss, é que o trágico se vê forçado a dialogar com o cômico, num contexto quase surrealista. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

MOVIMENTO.COM

MEIA "ARIADNE" JÁ FOI MUITO...

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Escrito por Marcus Góes em 11 set 2012

A obra, mais uma obra-prima do mestre, com libreto de Hugo von Hofmannsthal, foi criada com um prólogo e um ato em 1916 em Viena.

A OSB – ÓPERA e REPERTÓRIO, prosseguindo em sua brilhante trajetória, apresentou no dia 10/09 no TMRJ, em forma de concerto, uma parte, que na versão completa original é chamada comumente “a ópera”, de ARIADNE AUF NAXOS, de Richard Strauss (1864/1949).  Antes,a segunda parte havia sido encenada em 1912 em Stuttgart, e Strauss efetuou modificações nessa segunda parte para a criação da ópera completa em Viena. Não sabemos qual a versão da segunda parte ora apresentada. Alguns programas anunciam  a “versão de 1916”, o que nos leva a crer que seja a versão da segunda parte estreada em Viena. Outros, como o programinha distribuído no teatro, alegam a execução da “versão original de 1912”. Aceito informações.

Isto posto, e sem perda de tempo, digamos que o corpo e alma desta apresentação é o regente norte-americano Eugene Kohn, velho conhecido do TMRJ, no qual regeu edições memoráveis. Eugene conhece o métier como poucos, tem altíssima sensibilidade e conhecimento  musicais, ama o que faz e sabe comandar uma orquestra, cantores e instrumentistas. Faz ele MÚSICA com “m” maiúsculo, e não se limita a marcar o tempo. Foi enorme prazer para o público poder ver e ouvir a obra nas mãos musicalíssimas de Eugene Kohn.

A protagonista, soprano Eliane Coelho, livre das agruras de Abigaille e Bruenhilde, rendeu mais, apesar de alguns agudos gritados e discrepantes. Sua voz está cansada. Já a advertiram de que voz não dura sempre e, por não durar sempre, a voz de Eliane se apresenta por vezes áspera. Os italianos dizem que um cantor de ópera deve “finire in bellezza”, ou seja, sair de cena enquanto bem de voz e quando se apresentam os primeiros sinais de cansaço vocal. Não é isso que faz Eliane Coelho. Não são importantes aplausos do público. Este, segundo Nélson Rodrigues, aplaude até minuto de silêncio…

A Zerbinetta de Juliana Franco foi razoável, de voz pequena para o papel, além do mais  prejudicada pela péssima acústica do teatro. No entanto, essa artista se vem confirmando um dos sucessos da nova geração. O Baco de Juremir Vieira foi cantado com dignidade e boa projeção da voz. O papel fica aquém das possibilidades de Juremir, a ser aproveitado em maiores papeis.

O resto do elenco esteve todo ele bem. Nas mãos de Eugene Kohn, que foi também “maestro cocertatore”,e da miraculosa pianista e musicista Priscila Bomfim, que os ensaiaram, todos renderam a pleno contento, naturalmente uns mais e outros menos: Carolina Faria, voz redonda e bonita de meio-soprano, Nathalia Trigo, bom soprano, soprano Loren Vandal, Eco impecável, outro valor notável que surge na novíssima geração, Inácio de Nonno, barítono muito à vontade no papel que conhece bem, Ivan Jorgenssen, tenor de voz sadia, audível, expressiva, Murilo Neves, baixo que aqui se mostrou eficiente e agradável de se ouvir, e, por fim, o tenor Ricardo Tuttmann, de antiga tradição em atuações no TM, o qual sempre que sobe àquele palco é admirável artista e musicista.

Em suma, foi só meia ARIADNE AUF NAXOS, mas bastou. Melhor pouco e bom do que tudo e ruim.

HERR GOTT,DICH LOBEN WIR – BWV 16
MARCUS GÓES-SET/2012

MOVIMENTO.COM

"ARIADNE EM NAXOS" NO RIO:
AULA DE CANTO DA MAIOR DIVA BRASILEIRA
ariadne-600-2 









Escrito por Leonardo Marques em 11 set 2012 nas áreas Crítica
 

Eliane Coelho exibe em concerto sua voz generosa e única.

Nesta segunda-feira, 10 de setembro, a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório (OSB O&R) apresentou em concerto Ariadne em Naxos, ópera de Richard Strauss sobre libreto de Hugo von Hofmannsthal, em uma dita versão original de 1912, quando a mesma ainda não possuía o prólogo que mais tarde o compositor inseriu em sua obra.

Escrevo “dita” porque, na verdade, o que me pareceu foi que a ópera teve apresentado o seu 1° e único ato (posterior ao prólogo) da versão definitiva, e não o ato único original de Strauss, que era um pouco diferente em relação à versão que vingou.  Pelo menos, é o que pude entender baseando-me no pouco material que encontrei a respeito da versão original da partitura.

Cabe destacar, de antemão, que uma das melhores propostas desta Série Lírica da OSB O&R consiste em unir no palco jovens promessas do canto brasileiro a artistas mais experientes.  Certamente, neste quinto concerto da Série, a proposta atingiu seu auge, porque é de se pensar e se imaginar como se sentiram jovens como Loren Vandal ou Nathalia Trigo no momento em que tiveram a oportunidade de ensaiar e se apresentar ao lado da maior cantora brasileira em atividade.  Essa união da juventude com a experiência só pode ser benéfica e, espero, frutífera e inspiradora.

Na apresentação desta segunda-feira, tudo começou pela orquestra, muito bem conduzida por Eugene Kohn, que dela tirou uma sonoridade rica e reluzente, com os naipes bem equilibrados, resultando, sem qualquer dúvida, na melhor performance a que pude assistir da OSB O&R, expressiva e bastante consistente ao interpretar a música nada fácil do gênio alemão.

Dentre os solistas, não comprometeram o tenor Ivan Jorgensen (Brighella) e o baixo Murilo Neves (Truffaldino).  O barítono Inácio de Nonno esteve correto como Arlequim, e muito bem esteve Ricardo Tuttmann como Scaramuccio, todos estes figuras representativas da Commedia dell’Arte.

Do trio de ninfas, destacaram-se a mezzosoprano Carolina Faria (Dríade), com uma voz quente e expressiva, que se adaptou muito bem à música de Strauss, e a jovem soprano Loren Vandal (Eco), que exibiu uma técnica refinada e parece trilhar pelos bons caminhos da voz – fiquemos de olhos e ouvidos abertos para ela.  Menos satisfatória foi a Náiade da soprano Nathalia Trigo, cujo instrumento ainda necessita de maior aprimoramento.

A soprano Juliana Franco oscilou como a espevitada Zerbinetta, alternando bons momentos com outros nem tanto, enquanto o tenor Juremir Vieira viveu um Baco no geral consistente.  Por fim, a soprano Eliane Coelho deu uma aula a quem a acompanhava.  Como de costume, dominou o palco, exibiu sua fantástica projeção, derramou sua técnica imaculada, alternou pianíssimos delicados com fortíssimos exuberantes, em momentos de enorme expressividade artística.  Se a Brünnhilde que interpretou há poucos dias em São Paulo foi excelente, mas não perfeita, sua Ariadne esbanjou perfeição e arte em nível superlativo.  Como todos sabem, a diva tem uma relação especial com Strauss, e sua Salomé é célebre mundo afora.

Depois deste ótimo e estimulante concerto, a próxima ópera da Série Lírica da OSB O&R será Il Pirata, de Bellini, em 1° de outubro.

Isaac Karabtchevsky

Isaac Karabtchevsky












Caro amigo Luzer,

Terminado meu curso de regência na MIMO, em Recife, estou partindo hoje para Aracaju, onde farei um concerto com Sinfônica de Sergipe.  Lamento muito não comparecer ao concerto na próxima 2a. feira. Estou certo que, a julgar pelas outras apresentações da orquestra, virá a se constituir num dos momentos marcantes do conjunto.
Abrace a todos os amigos com os desejos de saúde e serenidade.

Isaac Karabtchevsky

Enviado via iPhone
Em 08/09/2012, às 17:10,
 
Prezado Maestro Isaac Karabtchevsky,
Os músicos da “OSB Ópera & Repertório” comemoram esta semana o 1.o aniversário da Orquestra, fruto do “Acordo Coletivo” assinado em 02/09/2011.  Estamos convencidos de que a totalidade dos nossos objetivos ainda não foi obtida, porém, o sucesso de nossa primeira temporada nos faz acreditar que, apesar das dificuldades existentes, estamos trilhando o caminho certo.
 Na próxima 2.a feira, 10/09, mais uma vez estaremos no palco do Theatro Municipal, no que consideramos seja o Concerto comemorativo dessa jornada inicial.  Apresentaremos  “Ariadne auf Naxos”, de Richard Strauss,  no modelo ópera-concerto. A regência estará a cargo do Maestro Eugene Kohn e o elenco de cantores será liderado pela soprano Eliane Coelho. Os músicos da “OSB Ópera & Repertório” sentir-se-ão honrados com sua presença no evento. Seu apoio incondicional no decorrer de 2011 foi fator decisivo na viabilização de nossa reintegração aos quadros da FOSB. Consideramos que o bom desempenho no palco constituirá a melhor manifestação do nosso agradecimento.
                                     Cordialmente,
                                      Luzer David Machtyngier
                                     Presidente da Comissão de Músicos da “OSB Ópera & Repertório”.   

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

JORNAL DO BRASIL


 MARIA LUIZA NOBRE

Sol Maior
 
OSB - A OSB Ópera & Repertório é dirigida por Fernando Bicudo e Pablo Castellar, que desenvolvem uma temporada de extremo sucesso e sofisticação na cidade. No próximo dia 10, às 20h, será levada ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro a ópera Ariadne em Naxos op.60 de Richard Strauss, em versão de concerto, tendo como grande estrela, no papel título, a soprano Eliane Coelho, e ainda no elenco as sopranos Juliana Franco, Natália Trigo e Loren Vandal, a contralto Carolina Faria, o barítono Inacio de Nonno, os tenores Ricardo Tuttman e Ivan Jorgensen, e o baixo Murilo Neves. A regência será do maestro Eugene Kohn. Ingressos no local.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ARIADNE auf NAXOS

Richard Strauss


Ariadne em Naxos - Richard Strauss

Depois de O Cavaleiro da Rosa, Ariadne auf Naxos é a ópera mais famosa de Richard Strauss. Durante a vida do compositor, a ópera foi produzida apenas uma vez, em 1926, quando foram feitas três apresentações, uma delas conduzida pelo próprio Strauss. Somente três décadas depois é que Ariadne auf Naxos retornaria ao palco, foi apresentada no Salzburg Festival e atingiu enorme sucesso com Karl Böhm, em 1954. A ópera é composta por um ato e um prólogo. Libreto de Hugo von Hofmannsthal

A OSB Ópera & Repertório apresentará no proximo dia 10 às 20h, no Teatro Municipal do RJ, em sua versão original de 1916, Ariadne em Naxos com Eliane Coelho no papel de Ariadne. A regência será do americano Eugene Kohn. A montagem em forma de concerto contará também com a soprano Juliana Franco no papel de Zerbinetta e o tenor Juremir Vieira como Baco.
O maestro Eugene Kohn, Eliane Coelho,
Juliana Franco e Juremir Vieira
    





  
















O elenco desta montagem original de 1916 reune importantes vozes do momento lírico brasileiro como:  Nathalia Trigo como Náiade, Carolina Faria - Dríade, Loren Vandal - Eco, Ignacio de Nonno - Arlequim, Ricardo Tuttmann - Scaramuccio, Murilo Neves - Truffaldino e Ivan Jorgensen - Brighella



 .
O maestro Eugene Kohn com a OSB O&R



Eugene Kohn ocupou cargos permanentes como Maestro Convidado Principal no Opera Bonn, onde ampliou seu repertório alemão, com produções de Der Fliegende Holländer, Rosenkavalier Der, Die Zauberflöte, Fidelio e outros, e Director Musical da Sinfônica de Porto Rico, que acrescentou extenso repertório de Stravinsky, Janacek, Shostakovich, Bruckner e Mahler sob sua liderança.














O GLOBO - Segundo Caderno

LUIZ PAULO HORTA

Clássico

Terça-feira, 4/09/2012
____________

MAIS CONCERTOS


(...) Dia 10 no Teatro Municipal, às 20h, Eliane Coelho apresenta-se com a
OSB Ópera & Repertório depois de fazer, em São Paulo, um Wagner espetacular.
Imperdível.


domingo, 2 de setembro de 2012

O GLOBO - Segundo Caderno

Hora de afinar o discurso

Um ano após a maior crise de sua história, orquestra luta para equilibrar as finanças e unir a instituição

Mauro Ventura - Segundo Caderno 1/09/2012


A orquestra, que toca hoje no Municipal, faz audições para preencher vagas abertas em 2011
Foto: Cícero Rodrigues / Divulgação
OSB. A orquestra, que toca hoje no Municipal, faz audições para preencher vagas abertas em 2011

 A maior crise dos 70 anos de história da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) chegava ao fim no dia 2 de setembro de 2011, com a assinatura de um acordo que reintegrava músicos demitidos e criava uma nova orquestra, a Ópera & Repertório (O&R). Com isso, hoje o público brasileiro tem à disposição dois corpos orquestrais: um grupo sinfônico, que toca esta noite no Teatro Municipal com o pianista canadense Jan Lisiecki (leia matéria com ele no link abaixo), e um conjunto menor, com foco no lírico e no repertório de câmera, que se apresenta dia 10, no mesmo palco, com a soprano Eliane Coelho e regência do americano Eugene Kohn.

Mas este ano de pacificação não significa que todos os problemas estejam resolvidos. A começar pela questão financeira. Com a entrada de dois novos patrocinadores, Santander e Carvalho Hosken, que se juntaram a Vale, BNDES e Prefeitura do Rio, o orçamento saltou de R$ 32 milhões para R$ 34 milhões. Só que as despesas cresceram, com a criação da nova orquestra e o aumento dos salários dos músicos.
— O ponto é fazer essa equação fechar para não perder a qualidade musical — diz Ricardo Levisky, há um mês e meio superintendente da Fundação OSB.

A saída para as dificuldades financeiras é “fechar torneiras em áreas que não a musical”.
— Cortamos eventos extras, como concertos em empresas. Coisas feitas por prestadores de serviços externos hoje são realizadas internamente. Estamos gastando menos com passagens aéreas, levando uma equipe menor de produção. Reduzimos gastos com mídia. Acredito que até fim do ano vamos equilibrar a situação.

Outro ponto em aberto são as vagas na OSB, criadas com a saída dos descontentes.
— Um bom número para uma orquestra sinfônica é entre 80 a 95 músicos. Temos hoje 71 na OSB. Nossa ideia é chegar a 95 até 2016.

A Fundação OSB fez audições de segunda a quarta-feira desta semana para contratar 14 novos músicos. Já para a O&R, que conta com apenas 36, não há previsão de aumento.
— A próxima temporada será feita com o corpo existente — diz Levisky.
— Temos carências imensas — diz o violinista Luzer Machtyngier, presidente da comissão de músicos da O&R. — São só nove violinos, entre primeiros e segundos. E não temos clarineta.

Ópera & Repertório. Corpo de músicos demitidos
  

O&R só tem garantia de trabalho até 2013
A crise na OSB começou em janeiro de 2011, com a decisão da fundação de fazer uma avaliação dos músicos. Insatisfeito com o processo, um grupo se rebelou.
— Nunca fomos contra uma avaliação de desempenho — diz Luzer. — Discordamos é que fosse feita numa prova de apenas meia hora, sem levar em conta outros critérios, como produtividade, assiduidade, relação com colegas.




 
Pivô da crise, o maestro Roberto Minczuk deixou de acumular as funções de diretor artístico e maestro, passando somente a reger.

— O que passamos em 2011 foi muito traumático. O que me motivou a seguir adiante e, ao lado dos músicos, oferecer belos concertos, foi única e exclusivamente a música — diz ele.
Como diretores artísticos, dividem hoje a função Fernando Bicudo e Pablo Castellar.
— Estamos conseguindo fazer duas temporadas incríveis — diz Bicudo. — O (regente americano) Lorin Maazel abriu a temporada da OSB. Para a O&R, montamos um repertório que andava esquecido e tem grande apelo popular. Vamos fazer a ópera “O pirata”, de Bellini, e fizemos “Griselda”, de Vivaldi, ambas em première no país. E se juntar as três orquestras (também a OSB Jovem) são 34 peças de compositores brasileiros, oito delas em primeira audição no Brasil.

Pelo acordo de 2011, os músicos da O&R têm garantia de trabalho até dia 31 de agosto de 2013. Levisky diz que é cedo para falar sobre o futuro da orquestra, que conta com instrumentistas listados entre os melhores do Brasil:
— Estou conversando com todo mundo. Esse cargo de superintendente acaba de ser criado, e meu trabalho é dialogar com patrocinadores, mantenedores, músicos, público.
A partir dessas conversas é que sairá uma decisão. Músicos da O&R questionam o fato de não serem aproveitados em concertos da OSB. Em vez de chamá-los, sem custos, são utilizados extras, o que aumenta as despesas.
— Temos três trombones, três trompetes e uma tuba que quase não têm trabalhado, porque se tocassem iam encobrir todo mundo — exemplifica Luzer.
Levisky diz que a razão é cautela:
— Do ponto de vista financeiro, é correto. O intercâmbio pode ser muito bem-vindo, mas tem que ser no momento certo. Vejo que ainda tem coisas delicadas. São artistas, e para tocar eles precisam estar bem emocionalmente.
Ele se refere às mágoas internas deixadas pela crise. Mas prefere não remoer o passado.
— O Rio precisa se unir pela instituição. Não é um Fla-Flu. Se nosso discurso não for muito focado no diálogo, no respeito e na qualidade, perderemos uma chance que não se repete.