quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Último concerto da Série Lírica 2012 da OSB O&R

Marcos Portugal (1762 - 1830)
O OURO NÃO COMPRA O AMOR
de Marcos Portugal

Último concerto da Série Lírica da OSB Ópera & Repertório

comemoração pelos 250 anos de nascimento do mais importante compositor brasileiro do período Colonial e Imperial.

Dia 10 de dezembro, segunda-feira às 20h, Teatro Municipal do Rio de Janeiro




O regente:

Bruno Procopio faz parte de uma nova geração de cravistas merecedora de especial atenção. Sua trajetória exemplar e sua formação junto aos professores Pierre Hantai e Christophe Rousset, fazem dele um dos mais interessantes jovens talentos do atual mundo do cravo.
Bruno Procopio fundou na França o selo discográfico Paraty com o objetivo de criar uma nova dinâmica ao disco clássico. 
Já na sua primeira experiência discográfica, Bruno Procopio propôs uma versão inovadora das monumentais Partitas de J.S.Bach. Este disco foi muito bem acolhido pela crítica francesa, recebendo a classificação de 5 Diapasons. Foi também escolhido como um dos cinco melhores discos de música barroca do ano de 2004, pelos exigentes críticos da revista americana Fanfare. Seu disco dedicado às Sonatas para viola da gamba e cravo de J.S.Bach  recebeu o Choc du Monde de la Musique, uma das mais importantes recompensas discográficas em música clássica. O disco também recebeu a recompensa de 5 croches da Pizzicato, revista especializada de Luxemburgo. Bruno Procopio gravou um disco dedicado ao compositor francês François Couperin, esta gravação foi realizada em um cravo original do século XVIII (Collesse 1748, coleção de Laurent Soumagnac). 

O selo Paraty, dirigido pelo artista, lançou em novembro de 2009 a primeira gravação das obra « Matinas de Natal » escrita pelo luso-brasileiro Marcos Portugal em 1811, primeira obra do compositor escrita no Brasil. Esta gravação recebeu entre outras recompensas discográficas a classificação de 5 Diapasons da revista francesa. 
 Em 2013 Bruno Procopio lançará três discos; como solista gravou a Integral das Pièces de clavecin en concerts de Rameau, como maestro convidado, Bruno Procopio gravou a Missa Grande do Marcos Portugal com o coro francês L'Échelle e com a prestigiosa Simón Bolivar Youth Orchestra of Venezuela gravou Ballets e Aberturas de Operas de Rameau.
O selo discográfico Paraty recebeu a Victoire de la Musique classique de 2010, pelo melhor disco do ano na França, este importante prêmio foi entregue em uma cerimônia na televisão francesa France 3 (www.Paraty.fr).
Nascido em 1976 em Juiz de Fora (MG), começou seus estudos musicais no Rio de Janeiro com Marcelo Fagerlande e Pedro Persone. 
Em 1996 obteve a primeira colocação no concurso de entrada para o Conservatoire National Superieur de musique et danse de Paris (CNSMDP) nas classes de cravo do professor Christophe Rousset. Em junho de 2001 Bruno Procopio obteve dois Primeiros Prêmios no CNSM de Paris - em cravo e em música de câmara. 
Durante oito anos  teve aulas com o cravista Pierre Hantaï.
Bruno Procopio é regularmente convidado pelas Universidades : Universidad Católica do Chile, Universidad Simón Bolivar em Caracas e Universidade Federal do Rio de Janeiro, Unirio, para ministrar master-classes de cravo e música de câmara, atualmente Bruno Procopio é professor convidado do Conservatório Central de Pequim (China). 
Bruno Procopio regeu recentemente a orquestra do Teatro Amazonas, a orquestra da Universidade Católica do Chile , a Orquesta Sinfónica de Mérida (Venezuela) e a Orquesta Sinfónica Simón Bolívar de Venezuela. Em maio de 2013 fará uma tournée na Asia como maestro convidado em diversas formações.

O OURO NÃO COMPRA O AMOR

Elenco:


Bruno Procópio, regência
Gabriela Geluda, soprano | Lisetta
Marcos Paulo, tenor | Alberto
Homero Velho, barítono | Giorgio
Leonardo Páscoa, baixo-baritono | Pasquale
Aníbal Mancini, tenor | Cecchino
Andressa Inacio, mezzo-soprano | Dorina
Marianna Lima, soprano | Carlotta
Daniel Soren, baixo-baritono | Casalichio
Luiz Henrique Furiati,
Luiz Ricardo Lopes,
Victor Borborema, coro

O Compositor:Marcos Portugal (1762 - 1830) foi o primeiro compositor de Operas do Brasil, compôs mais de 40.
Teve uma dimensão internacional, sendo o diretor do Teatro San Carlos em Nápoles durante 7 anos (1800 à 1807). Primeiro compositor do Brasil Colonial e primeiro compositor do Brasil Império.
Compôs o primeiro Hino da Independência do Brasil, que ficou em vigor durante décadas.



 Pequena Sinopse da opera L'oro no compra amore:


O Barão Alberto de Moscabianca resolve namorar as donzelas dos seus terrenos. Com a ajuda do mestre de escola D. Casalicchio, que, desde que receba, está sempre às ordens, o Barão tenta seduzir as moças. Apesar dos respetivos namorados e familiares, oferecendo dinheiro tem algum sucesso. Em especial, seduz Lisetta, prometida de Giorgio. Apesar de suas próprias reservas, as protestações da sua família e as intenções de vingança contra ela da parte de Giorgio, Lisetta mantém uma certa ligação com o Barão até o momento que os credores deste vêm tomá-lo preso. Alberto percebe o seu erro, o seu dinheiro lhe é devolvido, Lisetta e Giorgio são reconciliados e toda a gente percebe que o Ouro não compra amor.

Sinopse grande, realizada para uma representação com cortes em 1953.


1) Qual foi a repercussão da opera L'oro na época? Quais foram os países que produziram esta opera no século 19?
Após a estreia em 1804, foi reposta em cena em Lisboa, no Teatro de S. Carlos, em 1810, sob a direção do compositor, e outra vez em 1825, a última encenação oitocentista conhecida. A sua grande popularidade internacional começa no Scala de Milão, em novembro de 1808, quando foi apresentado pela cantora Elisabetta Gafforini, para quem MP compôs a ópera em Lisboa. A partir desse ano, durante 15 anos consecutivos nunca deixa de ser representado nos teatros italianos.
No resto da Europa houve encenações em Paris (1815), Munique (1817), Madrid (1819) e Barcelona (1823);
No Rio de Janeiro, a 17 de dezembro de 1811 (no Teatro Régio, para o aniversário da rainha D. Maria I), provavelmente dirigido pelo compositor, e em agosto de 1817 (no Teatro de S. João).
Seria importante salientar que os anos de popularidade de L’oro non compra amore coincidiram com a ascensão de Rossini, e esta ópera foi uma das poucas de outros compositores que ainda mantinham a sua popularidade face à nova estrela.

2) Podemos dizer que Marcos Portugal é o elo que faltava entre Mozart et Rossini? Qual a importância da obra do MP para o bel canto?
Na visão do público em geral, Marcos Portugal pode ser visto assim, mas na verdade, nos anos que Marcos Portugal passou em Itália (entre 1792 e 1800) e nos anos que passou como diretor musical no Teatro de S. Carlos (1800-07), as óperas de Mozart eram quase desconhecidas fora do mundo germânico. Portanto, seria mais verdade dizer que constituiu um elo importante entre os compositores italianos do século XVIII, como Paisiello e Cimarosa, e o século XIX, especialmente a figura de Rossini.
O termo “bel canto” significa a “arte do bem cantar”, uma noção que vem sobretudo do barroco, e que se refere especialmente a um estilo altamente virtuosístico e uma técnica vocal extremamente ágil. Neste sentido, Marcos Portugal exemplifica bem este estilo, especialmente no que exige dos papéis de Lisetta e Giorgio.

3) Por que é importante para o Brasil produzir hoje uma ópera do 
Marcos Portugal?
Marcos Portugal não foi um compositor português mas sim um compositor luso-brasileiro. Nasceu português e faleceu brasileiro, tendo-se tornado cidadão brasileiro ao abrigo da primeira Constituição do Brasil, de 1824, pelo artigo 6.º § 4.º, onde consta:
[...] Título II (Dos Cidadãos Brazileiros), Artigo 6. Parágrafo 4º. Todos os nascidos em Portugal e suas Possessões, que sendo já residentes no Brazil na época em que se proclamou a Independência nas Províncias, onde habitavam, adheriram a esta expressa, ou tacitamente, pela continuação da sua residência. Marcos Portugal não só se tornou brasileiro, como compôs um Hino da Independência do Brasil, cantado nas comemorações do 7 de Setembro durante dezenas de anos.
Com a única exceção de Villa-Lobos, é o compositor brasileiro de música erudita mais divulgado internacionalmente, em todas as épocas juntas.
Uma parte muito significativa da música de Marcos Portugal é da qualidade de muitos dos melhores compositores do seu tempo, como se reconhecia no seu tempo pelo fato de as suas óperas terem sido ouvidas desde Londres até Corfu e desde S. Petersburgo até ao Rio de Janeiro, e o fato de algumas das suas obras religiosas se terem mantido no repertório continuamente em Portugal até às primeiras décadas do século XX.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Carta ao Presidente do Conselho Curador da FOSB

Rio de Janeiro, 27 de novembro de 2012

Prezado Dr. Eleazar de Carvalho Filho,
Presidente do Conselho Curador da Orquestra Sinfônica Brasileira

                               O inegável sucesso da Temporada de estreia da “OSB Ópera & Repertório” foi resultado da eficiente parceria que se estabeleceu, no decorrer de 2012, entre os integrantes do novo corpo orquestral e a Direção Artística da FOSB. Esse bom entendimento, alicerçado no sentimento comum de prestigiar a entidade que representamos, deu ensejo às incontáveis manifestações do público que, habitualmente, lotou nossas plateias, bem como da crítica especializada.
                                Nesse contexto e sempre com a participação em nossas reuniões do Sr. Ricardo Levisky, há cerca de dois meses,  músicos e diretores artísticos estão empenhados na elaboração do repertório que irá compor a próxima Temporada da “O&R”, adequado às finalidades da Orquestra  e ao elenco de artistas que a integrará a partir de 2013. Nossa expectativa seria entregar ao Sr. Levisky o resultado desse trabalho conjunto, na reunião agendada para o próximo dia 29, com a participação de todo o corpo orquestral.   
                              No entanto, no decorrer da semana passada, fomos todos surpreendidos com a notícia do desligamento do Diretor Fernando Bicudo, idealizador principal e responsável direto pelo sucesso da Série Lírica 2012, “sensação da Temporada Clássica deste ano”, entre outros elogios publicados nos diversos órgãos de Imprensa. No entendimento da Comissão de Músicos da “O&R”, a Série Lírica 2013 fica seriamente comprometida sem a participação desse Diretor, que já cuidava dos detalhes finais relacionados a títulos e artistas envolvidos nos respectivos eventos.  
                             Pelo exposto, em nome dos músicos que integram a “OSB Ópera & Repertório” e com a pretensão de também estar transmitindo o desejo de todos os que prestigiaram e desfrutaram dos nossos concertos, sirvo-me da presente mensagem para solicitar, respeitosamente, que V.Sa. reconsidere a demissão do profissional que entendemos ser imprescindível na função que ocupa atualmente.
                           

Cordialmente,

Ernesto Ribeiro Gonçalves
Presidente da Comissão de Músicos da OSB O&R


O GLOBO - Luiz Paulo Horta

O Globo - Segundo Caderno, terça-feira, 27/11/2012

Movimento.com - Marcus Góes

FERNANDO BICUDO FORA DA
OSB ÓPERA & REPERTÓRIO

bicudo-600










Escrito por Marcus Góes em 25 nov 2012 nas áreas Artigo
Na foto, Fernando Bicudo e Alice Tamborindeguy.


Se há neste país uma pessoa empreendedora, ativa, realizadora e entendida nos assuntos música/ópera/teatro/cenografia, essa pessoa é Fernando Bicudo. Todas essas suas qualidades já foram demonstradas várias vezes em muitíssimos teatros e em muitos espetáculos por ele produzidos, dirigidos e encenados, quando à frente de vários teatros e quando contratado para dar sua contribuição, em todos os níveis. É presidente da ABAL  (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ARTISTAS LÍRICOS), foi diretor de ópera do Teatro Municipal do Rio de Janeiro por vários anos e foi diretor do Teatro Arthur Azevedo, de São Luiz do Maranhão.

No TMRJ produziu títulos de gigantesco sucesso, como AIDA, de Verdi, cantada por Aprile Milo, diva no Met de Nova Iorque; produziu uma  fantástica ORFEU E EURÍDICE, de Glück, com prodigiosos efeitos de raio-laser; trouxe cantores da estirpe de Placido Domingo e muitos outros; no Arthur Azavedo, produziu TOSCA, de Puccini, com a internacional Giovanna Casolla. Em 2004, foi cenógrafo e diretor de cena de TURANDOT, de Puccini, no Palácio das Artes, de Belo Horizonte. Encenou e dirigiu TOSCA no Teatro São Pedro, em São Paulo. E muito mais fez em prol da arte musical de ponta a ponta neste país. Consultem a Internet. Não há nome de tantas realizações e tanto prestígio artístico nas áreas em que atuou.

Recentemente levado à posição de co-diretor artístico da OSB-ÓPERA & REPERTÓRIO, levou a cabo em pouquíssimo tempo uma temporada de ópera e canto com orquestra jamais vista no Rio de Janeiro, não só pela absoluta raridade dos títulos apresentados, como pela audição e aproveitamento de muitos jovens valores da arte do canto. O Rio de Janeiro viu no palco do Teatro Tom Jobim e do TMRJ óperas como IL RE PASTORE, de Mozart, ORFEU E EURÍDICE, de Glück, GRISELDA, de Vivaldi, com música em primeira apresentação no Brasil, ARIADNE AUF NAXOS, de Richard Strauss, IL PIRATA, de Bellini e A FILHA DO REGIMENTO, de Donizetti, com a internacionalíssima diva Nino Machaidze. Vimos magnífico concerto de árias de ópera, tudo sob aplausos da crítica e do público.

O público atônito pergunta por qual motivo Fernando Bicudo, depois da exemplar atividade e do magnífico trabalho apresentado, foi afastado de seu cargo. Terá seu sucesso ofendido alguém muito importante? Engraçou-se ele com a mulher de algum diretor da OSB? Pediu dinheiro emprestado a alguém da OSB e não pagou?

E este que escreve, já longamente acostumado a ver estrelas ao meio-dia e teorias atuais provando que a terra é quadrada, e a ver nulidades à frente de importantes entidades, lamenta mais essa marcha a ré nesta terra de cegos.
JUDEX ERGO CUM SEDEBIT/NIL INULTUM REMANEBIT
MARCUS GÓES-NOV 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Próxima ópera em concerto - Série Lírica

O OURO NÃO COMPRA O AMOR,
de Marcos Portugal

OSB Ópera & Repertório - Teatro Municipal do Rio de Janeiro
Celebrando 250 anos de nascimento do principal compositor de óperas do Brasil Império
Dia 10 de dezembro, segunda-feira às 20h

 O maestro Bruno Procópio regerá o concerto de seu cravo. 
O maestro Bruno Procópio, ao centro,
é recebido pelo Diretor Artístico da OSB
Fernando Bicudo e pelo Presidente da Comissão
de Músicos da OSB O&R Ernesto Gonçalves
no primeiro ensaio de preparação do concerto.



Bruno Procopio faz parte de uma nova geração de cravistas merecedora de especial atenção. Sua trajetória exemplar e sua formação junto aos professores Pierre Hantai e Christophe Rousset, fazem dele um dos mais interessantes jovens talentos do atual mundo do cravo.
A personalidade artística deste jovem músico merece ser descoberta, pela perspectiva nova e estimulante que trás ao repertório do cravo e pela originalidade do repertório de música “colonial brasileira” que propõe o Ensemble “Les Solistes du Palais royal” fundado pore le em 2005.
Bruno Procopio é o atual diretor artístico do Festival de Música antiga de Paraty.










MARCOS PORTUGAL (1762 - 1830)
 
Marcos António da Fonseca Portugal, nasceu em Lisboa em 24 de março de 1762 e faleceu no Rio de Janeiro em 17 de fevereiro de 1830.  Foi um compositor e organista luso-brasileiro que em seu tempo, teve suas obras conhecidas por toda a Europa, sendo um dos mais famosos compositores luso-brasileiros de todos os tempos.

O Ouro não Compra o Amor
Elenco:
Bruno Procópio, regência
Gabriela Geluda, soprano | Lisetta
Marcos Paulo, tenor | Alberto
Homero Velho, barítono | Giorgio
Leonardo Páscoa, baixo-baritono | Pasquale
Aníbal Mancini, tenor | Cecchino
Andressa Inacio, mezzo-soprano | Dorina
Marianna Lima, soprano | Carlotta
Daniel Soren, baixo-baritono | Casalichio
Luiz Henrique Furiati,
Luiz Ricardo Lopes,
Victor Borborema, coro

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Jornal do Brasil - Maria Luiza Nobre




Fernando Bicudo deixa a Fundação OSB


Jornal do BrasilMaria Luiza Nobre

Recebi este comunicado da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira,que transcrevo:
"Completado o trabalho de reestruturação dos corpos artísticos da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (FOSB), Fernando Bicudo deixará o cargo de Diretor Artístico da FOSB. Bicudo foi fundamental neste processo ao longo do último ano. Ele deixa o legado de ter cumprido a missão que lhe foi proposta: consolidar artisticamente o trabalho dos grupos da Fundação. Bicudo permanece no cargo até o fim da temporada de 2012".

O GLOBO - Ancelmo Gois


O GLOBO - Música

Segundo Caderno, 20 de novembro de 2012

sábado, 17 de novembro de 2012

Jornal do Barsil - Maria Luiza Nobre

Sol maior

"A Filha do Regimento": esplendor no Theatro Municipal 

Jornal do Brasil Maria Luiza Nobre
Emoções fortes marcaram a estreia de A Filha do Regimento, de Gaetano Donizetti, apresentada no dia 14 deste novembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A OSB Ópera & Repertório é, sem dúvida, a maior surpresa de 2012! Regida a quatro mãos por Fernando Bicudo e Pablo Castellar, é o sinônimo sempre de refinamento e sucesso! Sucesso de público, pois lota sempre tanto o Espaço Tom Jobim quanto o Theatro Municipal, e sucesso de qualidade artística. Seus integrantes são super experientes, viveram sempre no palco e sabem as surpresas nele existentes.

No caso da récita do dia 14, foi realmente completa por uma energia delirante, capitaneada pela mais nova diva do momento, a soprano Nino Machaidze, uma georgiana que se sentiu em casa no palco do Municipal e demonstrou, antes de tudo, ser excelente colega com todos que compartilhou o palco. Geralmente, quando um artista pisa no palco, já podemos saber o que vai acontecer, pois os carismáticos têm atitudes muito personalizadas e altamente apaixonantes e cerebrais ao mesmo tempo, porque cerebralismo está sempre junto com intuição, no sentido do grande trabalho.

A voz de Machaidze é tão maravilhosa quanto sua técnica. Jamais se imagina quando ela respira, tal é a naturalidade que faz o movimento de respiração. A flexibilidade da voz é imensa, ela lança a voz e sabe exatamente o que deseja fazer, dentro de uma sólida exibição de alto profissionalismo. Seus pianíssimos são angelicais e sua afinação já faz parte de sua natureza. Sua fisionomia de alegria ao ser ovacionada pela plateia se transforma subitamente para continuar a dar vida ao seu personagem, em uma total concentração, fato que poucos podem fazer. Uma diva, sem a menor dúvida, que precisa voltar mais vezes ao Rio.

Outra presença brilhante é a de Leonardo Páscoa, com uma voz muito bem projetada e cada vez mais reafirmando seu profissionalismo, o que não é mais surpresa, mas um fato. O tenor Jacques Rocha está brilhando, com um timbre belíssimo. Está a cada dia se superando e já é um nome promissor. Luzia Rohr esteve bem em seu papel, da mesma forma que o baixo Allan Souza, o também baixo Patrick Oliveira e Marcelo França. Parabéns ao Coro, da mesma forma que foi belíssima a atuação do maestro Francesco Maria Colombo, que contribuiu muito com o sucesso da noite.

 Emoções fortes foram as ovações ao violinista Michel Bessler, que fez um belo solo, reafirmando o talentoso músico que é, e também ao nosso régisseur Fernando Bicudo, que foi carinhosamente distinguido por Nino Machaidze quando a artista do palco visualizou Bicudo em uma frisa, e o teatro veio ao delírio. Delírio este que pode ser naturalmente traduzido como o agradecimento a um dos salvadores da ópera no Rio de Janeiro, sendo, portanto, um grande realizador, o que aliás está fazendo falta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com o retorno da energia que não pode ser perdida no nosso maior templo da cidade.
O BRAVO da coluna a todos que fizeram o sucesso desta grande e inesquecível noite.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

JARDIM BOTÂNICO


O Teatro Tom Jobim também continua na agenda da Orquestra Sinfônica Brasileira.
No domingo, dia 18, às 17h, a OSB Ópera & Repertório se apresenta sob a regência do maestro Mateus Araujo, tendo como convidada a pianista japonesa Midori Maeshiro. No programa, Seis Valsas Humorísticas para Piano e Orquestra, Op. 22 de Alberto Nepomuceno, Pavane, Op. 50 de Fauré e Concerto grosso nº 1 para cordas e piano de Ernest Bloch. 

Acesso pela Rua Jardim Botânico, 1008.

 Veja aqui informações sobre ingressos.

MOVIMENTO.COM

UMA GRANDE "FILHA" PARA O "REGIMENTO" DE DONIZETTI
la fille 600 OK

Escrito por Leonardo Marques em 16 nov 2012 nas áreas Crítica
 
Soprano georgiana brilha ao lado de tenor brasileiro e Série Lírica da OSB O&R foi um dos grandes trunfos da temporada carioca.


Nesta quarta-feira, 14 de novembro, no penúltimo concerto de sua Série Lírica, a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório (OSB O&R) apresentou, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, as passagens musicais de La Fille du Régiment (A Filha do Regimento), ópera em dois atos de Gaetano Donizetti, sobre libreto de Jules-Henri Vernoy de Saint-Georges e Jean-François Bayard.  As partes faladas foram cortadas.

A trama apresenta a história de Marie, uma criança perdida que foi criada por um regimento militar francês, do qual se tornou vivandeira.  Apaixonado por ela, o tirolês Tonio alista-se no regimento para ter o direito de desposá-la.  No entanto, a suposta tia de sua amada, Marquesa de Birkenfeld, finalmente a reencontra e a leva para morar em seu castelo, atrapalhando os planos dos jovens namorados.  No segundo ato, encontramos Marie recebendo uma aula de canto no castelo, mas ela só pensa no ritmo do tambor do regimento.  Depois das reviravoltas de praxe, ficamos sabendo que a Marquesa, na verdade, é mãe de Marie, e não sua tia.  Percebendo o verdadeiro amor que os une, a nobre senhora finalmente consente no casamento entre sua filha e Tonio.

O Coro arregimentado para a apresentação, preparado por Jésus Figueiredo, esteve bem em todas as suas intervenções.  Desta vez, o grupo não foi apresentado como “Coro Ópera Brasil”, ao contrário do que ocorrera em Il Pirata.  A OSB O&R, desta vez conduzida pelo italiano Francesco Maria Colombo, manteve o elevado nível de suas últimas apresentações, com destaque para os solistas da orquestra, em especial aquele ao oboé (se alguém souber seu nome, peço a gentileza de identificá-lo).
Dentre os solistas, não comprometeram o tenor Marcelo França (um camponês) e os baixos Patrick Oliveira (um sargento) e Allan Souza (Hortensio).  A mezzosoprano Luzia Rohr esteve correta como a Marquesa de Birkenfeld.  Muito bom foi o Sulpice do barítono Leonardo Páscoa, que se destacou nos duetos com a protagonista e no delicioso terceto do segundo ato, Tous les trois reunis.

O tenor lírico ligeiro Jacques Rocha é um desses talentos puros que, às vezes, encontramos por aí – o que é cada vez mais raro, aliás.  Pode-se dizer que, aqui ou ali, sua projeção não foi tão linear quanto aquela da soprano, ou então que o artista ainda precisa aprimorar sua presença de palco.  Pode ser, mas que bela voz!  Ainda jovem para um tenor, o que falta a Jacques, como bem observou um amigo no intervalo, é apenas experiência, coisa que ele não vai encontrar muito no Brasil – é bom que se diga logo.
Na ária Ah! Mes amis, quel jour de fête! e na cabaletta Pour mon âme, a popularmente chamada “ária dos nove dós”, Rocha esteve bem, mas seu grande momento foi a romanza de Tonio no segundo ato, Pour me rapprocher de Marie, quando cantou com encantadora doçura.  Outros ótimos momentos foram o trio já citado e o dueto com Marie no primeiro ato, Quoi! Vous m’aimez?, quando cantou no mesmo nível da colega famosa.

A soprano lírico coloratura georgiana Nino Machaidze, uma das divas mundiais da atualidade, foi uma Marie impecável.  Sua belíssima voz, muito bem projetada, de agilidade saborosa e que sobe divinamente até os superagudos e os emite com enorme naturalidade, fez o público do Municipal quase delirar.  Encantadora, desenvolta e com pleno domínio do palco, a soprano exibiu seus dotes, inclusive cômicos, em inúmeras passagens, como a Canção do Regimento, Chacun le sait; os números já citados com o barítono e o tenor; as árias Il faut partir, do primeiro ato, e Par le rang et l’opulence, do segundo; e a deliciosa cena da aula de música, em que a artista parecia cantar brincando.
Foi uma aula de canto e de técnica altamente refinada, e, como se não bastasse, Machaidze ainda pareceu bem entrosada com os colegas.  Tivemos, portanto, uma grande “Filha” para o “Regimento” do gênio de Bérgamo.  Memorável.

Balanço da Série Lírica da OSB O&R

A Série Lírica da OSB O&R encerrar-se-á no dia 10 de dezembro, quando será apresentada a ópera O Ouro não Compra o Amor, de Marcos Portugal.  Como não estarei no Rio de Janeiro na ocasião, faço aqui um rápido balanço desta Série e do que ela representou para o Rio de Janeiro em 2012.

Como todo mundo sabe, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro passou o ano apenas fingindo que monta ópera, fingindo que oferece ao público uma “temporada” de ópera.  Portanto, não temos uma verdadeira temporada de óperas no Rio, e os pouquíssimos títulos que o Municipal se propõe encenar, só para completar o quadro, fazem parte do b-a-bá operístico, ou seja, o básico do básico, não havendo qualquer ousadia em termos de escolha de obras.  Sobre o Municipal do Rio, aliás, sugiro a leitura de um belíssimo e lúcido texto do maestro Osvaldo Colarusso, em seu blog na Gazeta do Povo, cujo link segue abaixo:
http://www.gazetadopovo.com.br/blog/falando-de-musica/?id=1316035&tit=theatro-municipal-do-rio-de-janeiro:passado-glorioso-futuro-incerto

Diante de um quadro desolador como este, sobretudo se considerarmos que logo ali, em São Paulo, o Municipal paulistano pelo segundo ano consecutivo está oferecendo uma temporada de verdade, com títulos raros e de grande interesse, a Série Lírica da OSB O&R foi uma grande oportunidade de arejar e diversificar o repertório lírico apresentado ao público carioca.

A Série nitidamente cresceu ao longo do ano: começou morna com títulos como O Rei Pastor e Orfeu e Eurídice; esquentou com Griselda; e logo em seguida pegou fogo de vez quando Eliane Coelho protagonizou Ariadne em Naxos, Saioa Hernandez e Fernando Portari deram vida a O Pirata e, agora, Nino Machaidze e Jacques Rocha ofereceram uma encantadora A Filha do Regimento.
Títulos raros por aqui foram oferecidos, alguns até se enquadram como raríssimos como O Rei Pastor e Griselda.  A Série teve ainda o mérito de mesclar jovens promessas do canto brasileiro com nomes consagrados internacionalmente, como Machaidze, Hernandez e os nossos Eliane Coelho e Fernando Portari.  Tudo isso conduzido por regentes experientes como Marco Pace, Eugene Kohn e Tiziano Severini, dentre outros.

Quando olho para frente e não consigo enxergar, no Municipal, a possibilidade de uma temporada séria de óperas para 2013 (tomara que eu me engane, mas esse é o quadro no momento), creio que todos devemos não só torcer para que a Série Lírica da OSB O&R se renove no próximo ano, mas efetivamente cobrar que isso ocorra, porque se depender do Municipal… Pois é!  Leram o texto do maestro Colarusso que indiquei acima?  Não?  Pois então vão lá dar uma lidinha.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Cordas, Madeiras e Metais

Amanda de Andrade

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Vive la France!

"A filha do regimento" de Gaetano Donizetti, apresentada ontem em forma de concerto pela OSB Ópera e Repertório no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, foi a sétima produção da Série Lírica da orquestra. Dessas sete, eu fui a cinco e afirmo com muita convicção que esta foi a melhor! É tanto elogio para distribuir que torço para que meus queridos leitores estejam com paciência...

A noite contou com inúmeras passagens marcantes desde as primeiras notas do belíssimo solo de trompa que introduz a obra até os últimos acordes do "grand final" que levou o público a uma ovação desenfreada. Assim como fez o maestro beijoqueiro Francesco Maria Colombo, também destacarei os solistas da orquestra. Josué Soares (trompa) não só abriu a noite com muita segurança, mas também foi solicitado em outros trechos da ópera, ora levando energia aos soldados do regimento, ora potencializando os lamentos da jovem Marie. Victor Astorga (oboé/corne inglês) foi responsável pela ária mais bonita e emocionante da noite, acompanhando a soprano (depois eu volto pra falar dela) na sua triste partida dos campos de batalha. Mateus Ceccato (violoncelo) não ficou atrás, lamentando a falta de esperança no destino de Marie forçada a se enfurnar na alta sociedade. O quarteto de cordas que abre o segundo ato, transformou o contexto da trama de campo de batalha para palácio aristocrático. Quem precisa de cenário quando se tem Mateus Ceccato (violoncelo), Déborah Cheyne (viola), Luzer Machtyngier (violino) e Michel Bessler (violino) descrevendo muito claramente o ambiente?

Eu poderia, na verdade, citar cada um dos integrantes da OSB Ópera e Repertório pelo nome. As cordas arrepiaram com um som coeso e maduro, acompanhando o clima do enredo. Os metais e a percussão trabalharam pacas nessa obra com temática militar e o fizeram com tanta classe que eu estou quase me alistando nas forças armadas! As madeiras definiram a personalidade de cada personagem trazendo especial doçura e leveza ao casal principal. Bravi! Bravi! Bravissimi!

Os programas de meia folha distribuído nos concertos dessa orquestra continuam me irritando pela falta de informação e desta vez ainda cometeram uma injustiça ao não destacarem o barítono Leonardo Páscoa dentre os solistas da noite. Além do papel de Sulpice ter bastante importância na trama, ele simplesmente arrasou com a sua presença de palco invejável e sua voz vigorosa.

O tenor Jacques Rocha é um fenômeno e tem tudo para crescer cada vez mais rápido. Além de possuir uma linda voz, ele é muito expressivo e cativa o público logo nas primeiras notas. Também tem uma boa dicção no francês, o que permitiu que eu focasse nele e não nas legendas, facilitando bastante a empatia. Eu testemunhei a sua estréia profissional no início do ano e o seu progresso em pouco tempo é impressionante. Além disso, é um prazer perceber os sorrisos e a vibração de alguns membros do coro ao ouvi-lo atingir aquelas notas mais agudas e mais difíceis sem titubear. Alias, um belíssimo trabalho do coro e seu diretor, cujo nome eu desconheço pois não consta no programa (grrrrrrr...)!

Agora, a grande estrela da noite, a filha da orquestra, linda, voz fantástica, encenação impecável, expressão facial enternecedora, me fez rir, chorar, arrepiar e me deixou boquiaberta: Nino Machaidze é uma soprano fabulosa de apenas 29 anos de idade, diretamente da Georgia para os palcos cariocas! Para aqueles ruins de geografia, a Georgia é um pequeno país espremido entre Russia, Armênia, Azerbaidjão e o Mar Negro. Vou ficar o resto do dia viajando na concatenação de eventos que foram necessários para que fosse possível o meu deleite de ontem à noite graças ao canto dessa diva. Bom feriado a todos!

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O GLOBO - Ancelmo Gois

Terça 13.11.2012

http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2012/11/112_1352-nino.JPG
A moça de olhos claros e puxados – e lábios carnudos – que vos sorri na foto acima bem poderia passar por Senhora Smith, Lara Croft, ou qualquer um dos papéis vividos pela atriz Angelina Jolie. Em vez disso, a bela, que atende pela graça de Nino Machaidze, sobe ao palco do Theatro Municipal para a ópera “A filha do regimento” nesta quarta-feira, 14, às 20h.
O espetáculo encerra o ciclo de óperas da OSB Ópera & Repertório este ano. Nino (que não é Jolie), será Marie, a personagem principal da história.
  

O Globo - Luiz Paulo Horta

 O Globo, Segundo Caderno. 13 de novembro de 2012

O Globo - Segundo Caderno


domingo, 11 de novembro de 2012



OSB Ópera & Repertório
A soprano Georgiana Nino Machaidze divide o palco com o tenor brasileiro Jacques Rocha, na ópera A Filha do Regimento, de Donizetti.
A regência é do italiano Francesco Maria Colombo.

Theatro Municipal (2 237 lugares). Praça Floriano s/nº, Centro, Tel. 2332-9191, Cinelândia. Quarta (14), 20h. R$ 20,00 (galeria) a R$ 90,00 (balcão nobre e platéia). 
Bilheteria: a partir das 10h (qua.).


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O DIA - Maria Luiza Nobre


Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012
 
Agenda da semana - 8 a 14 de novembro: novos festivais enriquecem os palcos

Sol Maior

OSB Ópera & Repertório – A sensação do ano é a temporada, sempre com o teatro lotado e público cativo, da OSB Ópera & Repertório, tendo a direção brilhante de Fernando Bicudo e Pablo Castellar. Dia 14, às 20h, será apresentada ópera A Filha do Regimento, mais um evento em forma de concerto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No elenco, Nino Machaidze, soprano, Jaques Rocha, tenor, Leonardo Páscoa, barítono, a soprano Luzia Rohn, o baixo Allan Souza, o baixo Pedro Olivero, o tenor Marcelo França e a soprano Maíra Lautert. A regência será de Francesco Maria Colombo. Ingressos no local.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

EXTRA - Eletícia Quintão


Tenor de Magé é comparado a Luciano Pavarotti

Matéria de 24/03/2012

O cantor de Magé Jacques Rocha posa em frente ao Teatro Municipal

 A vida é a maior inspiração para o cantor lírico Jacques Rocha. Foi em meio às lutas e às dificuldades que ele descobriu, ainda menino, que cantar aliviava o sofrimento e trazia paz à alma. Hoje, aos 34 anos, o dom para o canto, que aflorou, instintivamente na infância, pode transformá-lo, segundo maestros e professores, em um novo Pavarotti.

Filho de professora e pedreiro, Jacques aprendeu muito cedo que a vida pode ser dura. Quando tinha apenas 8 anos, a mãe teve um aneurisma. Esta seria a primeira doença, de muitas que viriam com a hipertensão. Filho dedicado, arrimo de família, ele cuida dela — que teve sete derrames — até hoje e ainda ajudou a criar o irmão mais novo, atualmente com 15 anos.
Era nos momentos de angústia que Jacques cantava para desanuviar os pensamentos. Não tinha discos de música clássica, nem ninguém na família que cantasse.
Negro e de família humilde, nascido e criado em Santo Aleixo, no município de Magé, ele é o estereótipo de quem não gosta de ópera— ou não deveria gostar. No entanto, aos 10 anos, já era apaixonado por música clássica. Passou a infância ouvindo óperas, em um radinho de pilha, sintonizado na Rádio MEC.
— Nunca tive uma vida fácil. Quando me sentia triste e com o coração apertado eu cantava embaixo do chuveiro — brinca ele, que já chegou a dormir na rua, com mendigos, por falta de dinheiro para pagar o táxi.

Ele começou tarde a buscar o ensino do canto lírico, mas foi aprovado pela banca de exames da escola de música Villa-Lobos, aos 21 anos.
Joel Teles de Souza, 60 anos, o primeiro professor, conta que tem com Jacques uma história de amizade e identificação.

— Ele é dono de uma voz excepcional. Pode se tornar o próximo grande nome do canto erudito.
Há menos de dois anos, Jacques procurou a professora de canto Teresa Fagundes para apurar a técnica. Cheia de orgulho, ela afirma que o cantor é uma das maiores descobertas, dos últimos tempos:
— Ele tem uma voz generosa e superagudos fáceis. Jacques supera todas as expectativas. Pode ser o nosso Pavarotti — afirma a professora de canto.

Theatro Municipal: aprovado com louvor

Em 2008, durante uma audição pública, Jacques foi aprovado com louvor para o coro do Municipal. O diretor artístico interino e regente titular da orquestra sinfônica do Municipal, o maestro Silvio Viegas, diz que Jacques sempre buscou o seu caminho.

—Ele participou de três óperas como solista. Todos só têm elogios a ele.
Para Fernando Bicudo, diretor artístico da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), o cantor tem futuro.
— Quando o vi cantando pela primeira vez a ópera "A filha do regimento" , de Donizetti, fiquei impressionado. Ela tem nove dós, é dificílima. Ele alcança notas como Pavarotti.

 Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/baixada-fluminense/tenor-de-mage-comparado-luciano-pavarotti-4398303.html#ixzz2BdSmsgwx
03.html#ixzz2BdSFpS8x 

Theatro Municipal RJ - Programação de novembro


   
   
                              compre aqui seu ingresso

Dia 14 às 20h
OSB ÓPERA & REPERTÓRIO
Série LÍRICA

Programa: A FILHA DO REGIMENTO, de Donizetti
                  Ópera em versão de Concerto

Solistas:
Nino Machaidze, soprano | Marie
Jacques Rocha, tenor | Tonio
Leonardo Páscoa,barítono | Sulpice
Luzia Rohr, soprano | Marquesa de Birkenfeld
Allan Souza, baixo | Hortensio
Pedro Olivero, baixo | Um Sargento
Marcos Paulo,
tenor | Um Camponês
Maíra Lautert, soprano | Duquesa de Krakenthorp

Coro

Regente: Francesco Maria Colombo

Preços:
Plateia e Balcão Nobre – R$90,00
Balcão Superior – R$50,00
Galeria – R$20,00


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Viva Música - novembro





Donizetti pela Ópera & Repertório - Dia 14 (quarta-feira), às 20h, Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ópera "A Filha do Regimento", de Donizetti, em versão concerto. Confira o nome dos cantores na programação dia a dia.
OSB Ópera & Repertório. Francesco Maria Colombo, regente. R$ 20 (gal.), R$ 67 (bl.) e R$ 145 (pl. e bl. nb.). Há meia-entrada para estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais.


A orquestra OSB Ópera & Repertório apresenta mais uma montagem em concerto de títulos líricos. Em novembro, a ópera cômica "A Filha do Regimento", de Donizetti, será regida pelo italiano Francesco Maria Colombo. O par amoroso formado pelos personagens Marie e Tonio é interpretado pela soprano Nino Machaidze, da Geórgia, e pelo tenor fluminense Jacques Rocha.