domingo, 30 de dezembro de 2012

O GLOBO - Os melhores concertos de 2012

Os melhores concertos de 2012 foram escolhidos pelos jornalistas
Eduardo Fradkin e Luiz Paulo Horta


OSB Ópera & Repertório
"Brilhante"
 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

JB ONLINE - Maria Luiza Nobre

Sol maior

27/12 às 09h15 - Atualizada em 27/12 às 12h23

Os dez melhores concertos de 2012

Jornal do Brasil - Maria Luiza Nobre

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O Rio de Janeiro brilhou em 2012, recebendo e tendo no palco grandes artistas nacionais e internacionais. Muitos vieram ao país pela primeira vez, trazidos por empresários ou mesmo por orquestras brasileiras, capitaneadas sempre pela iniciativa privada. Ainda bem que ela existe. Os eventos foram, em sua maioria, realizados no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro mas, infelizmente, não faziam parte da temporada da casa, que atuou sempre mais discreta alugando seu espaço. Os concertos com orquestras foram intensos e os de música de câmara de excelência. Vários festivais nacionais e internacionais, séries de todos os tipos, a prata da casa brilhando muito, o que é o mais importante. A temporada foi rica, com os melhores artistas internacionais da atualidade, digna de qualquer grande cidade do planeta, fazendo do Rio de Janeiro a eterna capital cultural do país.
LANG LANG - O pianista Lang Lang, uma das maiores personalidades artísticas da atualidade, visitou a cidade pela primeira vez e encantou o público, que lotou o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Um recital verdadeiramente inesquecível, impressionando pela magistral leitura da Sonata em Si Bemol Maior de F.Schubert. Um grande pianista ,dono de um carisma raramente visto, além de um ser humano que se preocupa com os cidadãos de seu pais, a China. Realização e produção da Dell’Arte.
RENÉE FLEMING – A soprano americana também veio ao Rio de Janeiro pela primeira vez, e ficou encantada, da mesma forma que deixou seus admiradores em estado de graça, pelo magnífico recital que realizou com o pianista Gerald Moore, no Theatro Municipal. É um mito e deixou a plateia, que lotava o local, em delírio pela beleza da sua técnica e por sua voz maravilhosa. Grande recital, um deslumbramento no palco do Rio. Realização e produção da Dell’Arte.
OSESP – A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo visitou a cidade e brilhou, em sua turnê nacional, mostrando por que é considerada, sem dúvida, como a melhor orquestra sinfônica brasileira na atualidade. O público da cidade a recebeu de braços abertos, e o conjunto foi impecável em seu concerto, prometendo voltar em 2013 com sua estrela, a maestrina americana Marin Alsop. Concerto memorável. Esperamos a volta do conjunto ao Rio de Janeiro mais vezes em 2013. Realização e produção da Osesp.
OSB e MARCELO LEHNINGER – A Orquestra Sinfônica Brasileira fez um concerto memorável, no Espaço Tom Jobim, sob a regência do talentosíssimo regente brasileiro Marcelo Lehninger, que na atualidade é o regente assistente da Orquestra Sinfônica de Boston. Foi brilho puro com a exuberante leitura da Sinfonia nº 5 Opus 47 de D. Schostakovich, o que levou ao delírio o público que lotava o local. Jovem geração de maestros brasileiros em palcos célebres e internacionais. O maestro Lehninger é a estrela do momento, representando a novíssima geração de regentes, já com carreira internacional. Realização e produção da Orquestra Sinfônica Brasileira.
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS – Uma das maiores orquestras do país na atualidade, tem em seu regente o festejado maestro Fábio Mechetti, sua grande estrela, inegavelmente a segurança do conjunto. A apresentação da turnê nacional, no Rio de Janeiro, foi outra sensação da temporada pelo profissionalismo mostrado e pelo concerto impecável, onde o alto nível de seus músicos foi atentamente observado e aplaudido. Esperamos receber mais vezes o maestro Mechetti e seus músicos, na cidade, em concertos de sucesso garantido. Realização e produção da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais.
ORQUESTRA SINFÔNICA NACIONAL DE WASHINGTON – O célebre conjunto se apresentou na cidade trazendo como regente o carismático Christoph Eschenbach. O concerto foi emocionante, o altíssimo nível de seus integrantes e a verdadeira noção do que é um conjunto sinfônico fizeram a diferença na temporada. São carismáticos, além de uma qualidade sonora maravilhosa, trabalho de vários anos. Sem dúvida alguma, o mais significativo concerto da temporada. Realização e produção do Mozarteum Brasileiro.
ORQUESTRA PETROBRAS SINFÔNICA – O conjunto é um alto astral, além de se apresentar sempre com um sucesso esperado e garantido. Cada vez mais se supera e o concerto com o pianista Arnaldo Cohen, festejando seus 40 anos de carreira, com a regência do maestro Isaac Karabtchevsky, deixou seus muitos admirados com lágrimas nos olhos. Foi muito emocionante ver Arnaldo Cohen, com sua técnica perfeita, no palco sendo homenageado ao lado de seu cúmplice musical, de várias décadas, o carismático maestro Karabtchevsky. Realização e produção da Orquestra Petrobras Sinfônica.
NELSON FREIRE – O pianista Nelson Freire transbordou emoção em seu recital solo, ratificando a crítica internacional, que o considera como um dos maiores pianistas do século XX. Sua interiorização assim como sua concentração foram suas cúmplices leais na Sonata de J.Brahms, levando ao delírio o público presente ao Theatro Municipal naquele dia mágico. Sua capacidade artística é ilimitada, fascinante. Realização e produção da Dell’Arte.
NINO MACHAIDZE E A OSB ÓPERA & REPERTÓRIO - A orquestra convidou a soprano, uma das divas do canto lírico atual, para viver o papel título de A Filha do Regimento, de Donizetti. A grande sensação foi a temporada lírica da nova orquestra, assim como a própria OSB Ópera e Repertório, tendo Fernando Bicudo e Pablo Castellar no comando do conjunto, o que, aliás, é o segredo do sucesso. Presença fantástica, com uma voz poderosa, além da técnica que possui, Machaidze foi de extrema importância, tendo ao lado um elenco de cantores brasileiros que puderam dividir a cena com ela, altamente generosa. Uma diva mesmo. Realização e produção da OSB Ópera e Repertório.
MARIA TUDOR E LAURO GOMES – Em forma de concerto, foi apresentada a ópera Maria Tudor – Cenas Principais, de Carlos Gomes, com direção geral do festejado Lauro Gomes, em comemoração dos 20 anos do Espaço Cultural da Finep, Financiadora de Estudos e Projetos. Foi uma prova de que quando se quer, se faz, com os recursos que existem. O resultado foi um primor, cenários muito bem acabados, ótima resolução para os figurinos,iluminação perfeita, além da prata da casa brilhando nas vozes da soprano Marina Considera, vivendo o papel principal, e da também soprano Magda Belloti, do tenor Ivan Jorgensen, do barítono Manuel Alvarez e das vozes do Coro, e da pianista Eliara Puggina. Foi um marco na temporada, produção esmerada muito bem cuidada, provando que em palcos pequenos também se brilha e muito. Realização e produção de Lauro Gomes e Helder Castro, pela Finep.
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O bravo da coluna a todos os músicos que se apresentaram na temporada de 2012, no Rio de Janeiro, nos diferentes palcos, todos eles com a importância desejada, porque pisar em qualquer palco é um ato de devoção, de amor e de respeito a si próprio e ao público. O bravo da coluna também aos empresários - especialmente a empresária Myrian Dauelsberg -, que trazem o que há de melhor no meio musical internacional para o Rio de Janeiro, assim como o nosso bravo ao Festival Internacional de Harpa que coloca a cidade, durante todo o mês de maio, como a capital internacional da harpa, na figura do empresário Sergio da Costa e Silva, da Série Música no Museu. A todos os maestros e regentes titulares das orquestras, assim como seus presidentes, os nossos aplausos, por acreditar e fazer com que a temporada aconteça, somente lembrando que a música brasileira deveria ser programa em todos os concertos das orquestras brasileiras, sobretudo as que têm seus patrocínios oriundos das leis de fomento tanto federais,estaduais e municipais, proporcionando, portanto, o aplauso constante, em todos os concertos, ao compositor brasileiro.
A coluna deseja um Ano Novo bem musical e com uma temporada em 2013 tão importante quanto a cidade merece. Feliz 2013!

GAZETA DO POVO - Osvaldo Colarusso

 
 
 
 
 

Falando de Música
27/12/2012 às 17:08

Retrospectiva 2012 - A música erudita no ano que passou

O ano de 2012 , em termos de música erudita, especialmente no Brasil, foi um ano de altos e baixos, mas felizmente , mais com coisas positivas do que negativas.




info.abril.com.br / Thetro Municipal do Rio de Janeiro. Um espaço público que se torna uma casa de aluguelThetro Municipal do Rio de Janeiro. Um espaço público que se torna uma casa de aluguel
Agonia e êxtase Neste ano de 2012 o Theatro Municipal do Rio de Janeiro teve a pior temporada de toda a sua história. Isto no que se refere aos corpos estáveis da casa, já que o Theatro em si tornou-se uma rentável casa de aluguel. Nem nos anos em que o Theatro esteve fechado para reformas, os corpos estáveis apresentaram tão pouca coisa. O desabamento de um prédio atrás do Theatro em Janeiro foi uma providencial desculpa para uma estagnação nunca antes vista. Em substituição às óperas que não existiram em cena, versões em concerto de obras líricas com a OSB ópera e repertório alcançaram um inusitado êxito. Seu diretor artístico, Fernando Bicudo, como prêmio pelo seu excelente serviço foi demitido. Coisas para se pensar. Ao contrário do Theatro Municipal do Rio, o de São Paulo apresentou a melhor temporada de óperas das últimas décadas no país. Seu diretor artístico, Maestro Abel Rocha, está de parabéns pela acertada escolha do repertório, valorizando sempre os artistas brasileiros. Ressalto a importância da estreia paulista de Pelléas et Mélisande de Debussy. 110 anos depois de sua estreia , em Paris, a ópera foi apresentada na maior cidade do país. Mais coisas para se pensar. Lembro também os acertos na programação da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília (Maestro Claudio Cohen) e da Orquestra Sinfônica da Bahia ( Maestro Carlos Prazeres)

OSESP no Proms de Londres
Pela primeira vez uma orquestra brasileira participa do Proms, um dos festivais de musica clássica mais importantes do mundo, festival que recebe com frequência a Filarmônica de Berlim e a Concertgebow de Amsterdã. Um feito memorável que merece ser lembrado.



bbc.uk
bbc.uk / Dietrich Fischer-Dieskau. Grande artista que nos deixouDietrich Fischer-Dieskau. Grande artista que nos deixou
Quem nos deixou
Três mortes no meio musical, merecem nossa atenção. Neste ano de 2012 faleceu o mais importante compositor americano do pós-guerra: Elliot Carter. Morto aos 103 anos de idade Elliot Carter era a antítese do que poderia se esperar de um compositor americano. Sua complexa linguagem não tinha apelo comercial algum, mas mesmo assim, pela enorme qualidade de seu trabalho conquistou o respeito dos maiores músicos do planeta. Morava no mesmo apartamento no Greenwich Village em Nova Iorque desde 1945, e apesar de ter falecido em novembro, compôs suas últimas obras em agosto deste ano. Outra morte importante é do músico hindu Ravi Shankar . Ele nasceu em 1920 e foi o maior divulgador da musica de seu país no ocidente. Virtuose da cítara hindu fez com que músicos tão diferentes como Yehudi Menuhin e John Lennon se interessassem pela sua arte. Por fim 2012 foi o ano da morte de um dos mais importantes cantores do século XX, o alemão Dietrich Fischer-Dieskau, nascido em 1925. Barítono de um repertório excepcionalmente vasto foi, na minha visão, o maior exemplo da excelência artística sem apelos comerciais, tanto que deixou de cantar quando ainda tinha domínio total de sua voz, em 1992. Exemplo até hoje de um excelente intérprete do Lied alemão, cantou muita musica contemporânea. O último papel que estudou foi São Francisco de Assis, da longa ópera de Messiaen. Desde suas primeiras gravações com o grande maestro Wilhem Furtwaengler (tinha 25 anos de idade na época) até seus últimos registros com Daniel Barenboim, a excelência permanece uma constante.

naxos.com
naxos.com / Sinfonias 6 e 7 de Villa-LobosSinfonias 6 e 7 de Villa-Lobos
Lançamentos discográficos
Pretendo me ater apenas a lançamentos discográficos que se relacionam ao Brasil. No ano de 2012 a discografia de nosso maior compositor, Heitor Villa-Lobos , se enriqueceu com três lançamentos notáveis. Primeiramente, foi neste ano que se lançou uma integral dos Quartetos de Cordas do compositor em DVD e Blu-ray. O Quarteto Radamés Gnattali do Rio de Janeiro se arriscou, mas acabou colhendo as glórias deste lançamento tão especial. Foi neste ano que foi lançado também o primeiro volume da integral das Sinfonias de Villa-Lobos. Parte tão pouco conhecida da produção do compositor , esta integral, que esta sendo lançada pelo selo Naxos , conta com a participação da OSESP com a excepcional regência de Isaac Karabtchevsky. De Villa-Lobos temos também o excepcional lançamento de sua música coral a cargo do grupo vocal Caliope regido por Julio Moretzsohn. No final do ano o SESC de São Paulo lançou um CD duplo chamado “Sons das Américas”, lançamento este que reputo de uma importância excepcional. Obras de compositores da Argentina, do Canadá, dos Estados Unidos, de Cuba, do Equador, do México do Uruguai e do Brasil, revelam faces nunca antes vistas da produção musical do novo mundo. Em breve tratarei com detalhes aqui no blog deste importante lançamento, que tem o frescor e a criatividade que raramente povoam os meios públicos.
Conclusões
Apesar da música de concerto estar fora dos altos lucros comerciais da musica popular, e apesar de que nem sempre a qualidade acompanha as tentativas de “popularizar” a música clássica (vide o desastre que foi o concerto de Andrea Bocelli em São Paulo) , muita coisa séria vem sendo feita em nosso país. Falta termos um respaldo da nossa formação educacional para que esta boa produção acabe sendo devidamente valorizada.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Blog - Cordas, Madeiras e Metais

Amanda de Andrade


Retrospectiva 2012

Já que todo mundo resolve fazer retrospectivas e balanços no final do ano, não vou fugir à regra. Este ano de 2012 no Rio de Janeiro não foi dos mais gloriosos para a música clássica principalmente devido à escassez de grandes produções do Theatro Municipal. No entanto, tive o privilégio de testemunhar alguns momentos maravilhosos nas salas de concerto da cidade, que ficarão na minha memória e registrados aqui.
O ano começou com um susto: o desmoronamento dos prédios adjacentes ao Theatro Municipal no Centro do Rio de Janeiro. Além da trágica perda de vidas e dos transtornos causados nos arredores, esse infeliz incidente levou o TMRJ a fechar suas portas para obras e limpeza emergenciais. Com isso, orquestras e solistas ficaram sem teto e tiveram que improvisar da melhor forma possível. Alguns adiaram o início da temporada, enquanto outros optaram por manterem seus compromissos em salas menos nobres.
A Orquestra Petrobras Sinfônica fez milagre no Vivo Rio, abrindo a sua temporada com a "Vida de Herói" do Richard Strauss e emendando em uma estréia mundial da ópera (em forma de concerto cênico) "Piedade" de João Guilherme Ripper. Dentre os concertos das séries principais da OPES, eu diria até que esses foram os mais marcantes da temporada, embora seja importante frisar que, por motivos de força maior, eu perdi tanto o concerto com o Antonio Meneses quanto o com Arnaldo Cohen (e soube que ambos foram maravilhosos). A série Mestre Athayde também trouxe lindas surpresas incluindo uma performance memorável do Concerto em ré maior para violino de Beethoven com Elissa Cassini no violino e Felipe Prazeres na regência e uma dobradinha Haydn-Bach com participação mais do que especial do maestro/solista Domenico Nordio. E não só de cordas vive a OPES que teve com o Grupo de Metais (regência de Antonio Augusto) um dos eventos musicais mais alto-astral da temporada em uma tarde que foi de Bach a Luiz Gonzaga passando por Vivaldi e Francisco Braga. Saldo do ano: meu amor e minha assinatura da OPES estão devidamente renovados!
A "orquestra revelação" do ano, OSB Ópera & Repertório, se destacou principalmente pela sua série lírica que veio preencher uma lacuna no repertório da cidade, apresentou títulos pouco encenados, revelou novos talentos e ainda trouxe solistas de renome internacional para os nossos palcos. Afirmo, sem medo de ser feliz, que a récita mais memorável do ano para esse conjunto foi a produção (em forma de concerto) da "Filha do Regimento" de Gaetano Donizetti com Nino Machaidze (Marie), Jacques Rocha (Tonio) e Leonardo Páscoa (Sulpice). A FOSB prometeu duas séries próprias da O&R para 2013. Estou no aguardo.
Os corpos do Theatro Municipal foram pouco exigidos esse ano devido à fraca temporada e ainda sofreram com a falta de condições adequadas de trabalho devido ao desabamento parcial do prédio anexo ao Theatro, onde eram realizados os ensaios, entre outras atividades de bastidores. Como se não bastasse, esse ano a casa completa 10 anos sem um concurso para renovar o seu quadro e segue preenchendo as vagas com contratos temporários. Em meio a poeira, crise e obras, no entanto, esse pessoal ainda consegue colocar de pé espetáculos que encantam o público e lotam a grande sala. Clássicos como Coppélia e Quebra-Nozes têm sucesso praticamente garantido e, por mais que os artistas reclamem da falta de originalidade, continuaremos fazendo fila para assisti-los. Para mim, contudo, as obras deste ano que ficarão na memória são Onegin (com a dupla dramática nota 1000: Márcia Jaqueline e Filipe Moreira), A Criação (o pas-de-deux mais lindo que eu já vi, assinado por Uwe Scholz) e o Requiem de Verdi (deu vontade de morrer!). Theatro Municipal é Theatro Municipal! Só espero que quem estiver na direção, por trás das cenas, no fosso e/ou no palco sempre se lembre da responsabilidade e da honra que é carregar essa coroa...
Mas vamos em frente, pois nem só de orquestras sinfônicas vive o Rio de Janeiro! Esse ano a cidade recebeu alguns convidados ilustres. Não pude assistir a todos (esses convidados costumam pesar no bolso) mas dois deles foram extremamente marcantes. Ouvir as notas saindo diretamente do violino do Itzhak Perlman para meus humildes ouvidos foi a realização de um sonho. Muito bem acompanhado pelo pianista  Rohan de Silva, o cara reúne talento, experiência, bom humor e um sensibilidade invejável. Saí da sala dando pulinhos de alegria e não tem melhor medidor de qualidade de um espetáculo do que a altura dos meus saltos. O outro astro que brilhou na minha recordação foi a bem-mais-jovem Hilary Hahn. Ela é linda, talentosa, simpática e inteligente, mas o que mais me impressionou foi o repertório recheado de seis (eu disse seis!) estréias mundiais. Grande presente!
E para dar mais um tempero nessa história toda, não podemos deixar de lado os festivais que trazem novidade, descontração e animação à cena erudita carioca. Nunca vou a todas as apresentações que eu gostaria (esse negócio de ter que trabalhar para ganhar a vida é um problema) mas dá pra aproveitar bastante. O Eternos Modernos marcou o primeiro trimestre e foi, além de um prazer sonoro, uma aula de história para quem pode acompanhar a programação toda. Troféu Diversão Garantida para a Banda Anacleto de Medeiros com destaque para o seu percussionista Oscar Bolão. Nunca tinha saído de um concerto rolando de rir, muito obrigada! Meu xodó entre os festivais continua sendo o Rio International Cello Encounter (RICE) e ele continua fazendo bonito. Esse ano, assisti à violinista Karolin Broosch tocando serrote, ao David Chew tocando Villa Lobos, ao Dave Haughey arrasando no folk, ao Trio UFRJ tocando Schumann e ao Tito Cartechini e seu bandoneón encantado. Durante a Semana Internacional de Música de Câmara do Rio de Janeiro, acabei me aproximando de São Paulo com o Quarteto OSESP tocando Beethoven no Jardim Botânico. Mas o festival dos festivais de 2012 foi o 50o Festival Villa-Lobos. Perdi a abertura com Hugo Pilger tocando o violoncelo do Villa, mas me deliciei com várias outras atrações incluindo o Quinteto Villa-Lobos, o Quarteto Radamés Gnattali, o Monarco e a Teresa Cristina homenageando o Paulinho da Viola e o encerramento com a OPES e Marcelo Caldi em homenagem ao centenário de Luiz Gonzaga! Quero só ver o que esses produtores estão aprontando para 2013...
Até que o ano foi legal, com vários momentos emocionantes, tocantes, divertidos, descontraídos e relaxantes. Tudo que a gente espera da música boa. Mas sonhar não custa nada então segue a minha lista de desejos para 2013:
- Mais J.S. Bach, sempre! (Menção honrosa aqui para a Cia. Bachiana Brasileira. Assisti esse ano às cantatas 4, 5 e 6 com quarteto de cordas no CCJF que deixou o gostinho de quero mais na boca. Perdi o oratório completo mas tenho certeza que eles estão matutando algo bem inusitado para 2013...)
- Menos concertos encenados e mais óperas com produções completas (principalmente com orquestra e coro do TMRJ)
- Mais balé (esses dançarinos do Theatro não deveriam parar nunca! rssss).
- Mais semanas de música de câmara (temos muitos grupos muito bons e poucas oportunidades para eu ouví-los, quero mais Trio UFRJ, Quinteto Villa-Lobos, Quarteto Radamés Gnattali, Banda Anacleto de Medeiros, Quarteto Uirapuru, Duo Assad, Duo Santoro, Quarteto Rio de Janeiro, Quarteto Menezes, Quarteto Guanabara, Duo Veredas, Art Metal Quinteto).
- Mais junções de música de orquestra com música popular.
- Mais Verdi, menos Wagner nesse bicentenário (já sei que vou apanhar por causa desse aqui...).
- Pelo menos uma sinfonia de Beethoven (não dá pra ficar um ano inteiro sem!). 
Já deu pra notar que, se depender de mim, os músicos do Rio de Janeiro morrem de exaustão, né? 
Muito obrigada a todos que contribuíram para esses momentos maravilhosos e que venham muitos mais em 2013. Agora vou me preparar para dois meses de marasmo total da cena clássica carioca ouvindo rock, jazz, blues, choro e samba e espero todos de volta às salas de concerto em março. 
Feliz ano novo com muita música!

domingo, 16 de dezembro de 2012

O GLOBO - Encerramento da Temporada 2012


MOVIMENTO.COM - Fabiano Gonçalves



portugal-600

Ópera de Marcos Portugal, em excelente performance da OSB, rende deliciosos momentos em récita no Municipal do RJ. 


Em 1804, estreou, no Teatro São Carlos, em Lisboa, a ópera O ouro não compra o amor, composição de Marcos António da Fonseca Portugal (Lisboa, 24/03/1762 – Rio de Janeiro, 17/02/1830), prolífico organista, maestro e compositor luso-brasileiro. A mesma obra foi apresentada no Rio de Janeiro em 1811, por ocasião do aniversário de D. Maria I.

Para celebrar os 250 anos do nascimento de Marcos Portugal, compositor oficial da Corte de Dom João VI e Mestre de Música de Suas Altezas Reais os Infantes, a Orquestra Sinfônica Brasileira, sob regência de Bruno Procópio, realizou versão de concerto da ópera na noite de 10 de dezembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, como parte da série OSB Ópera & Repertório.
Composta com a pena da galhofa, O ouro não compra o amor é peça de grande charme. Extremamente bem escrita, no melhor estilo do bel canto italiano (com todo o texto nesse idioma, inclusive), foi, para muitos, inspiração para O barbeiro de Sevilha (composta por Rossini em 1816) – verdade seja dita, há muitas semelhanças. A trama é trivial: conta a história do Barão Alberto de Moscabianca, que tenta seduzir a donzela Lisetta, prometida de Giorgio, usando sua condição financeira. Ao fim da história, o nobre percebe que o ouro não compra o amor. Ele tem seu dinheiro devolvido, e a moçoila e seu ex-noivo se reconciliam.

Gemas reluzentes
A récita da obra de Portugal faz jus à palavra italiana giocare, que, em português, pode ser traduzida tanto por tocar como por brincar. A recente apresentação, mesmo visivelmente precedida por um trabalho sério e dedicado, foi uma grande diversão.
O regente Bruno Procópio imprimiu perfeita dinâmica ao concerto, acertando em absolutamente todos os andamentos e intenções, e mantendo a performance da Orquestra Sinfônica Brasileira em um nível de excelência – fato que vem se repetindo a cada apresentação do grupo, colocando a OSB entre as melhores orquestras do país.

Grande acerto também foi a escolha dos cantores. As vozes masculinas soaram magistrais: à frente, o tenor Geilson Santos (Barão Moscabianca) e o potente barítono Leonardo Páscoa (Giorgio) – que brilhou especialmente na graciosa ária Cittadini forastieri, do segundo ato, acompanhado por violinos em pizzicatto. Nos coadjuvantes, Anibal Mancini (Cecchino, irmão de Lisetta), tenor de voz brilhante; e os ótimos baixo-barítonos Manuel Alvarez (Pasquale, pai) e Daniel Soren (Casalichio). Como apoio luxuoso no coro, Luiz Henrique Furiati, Luiz Ricardo Lopes e Victor Borborema.
Ainda brilharam as cantoras Veruschka Mainhard (Carlotta), soprano, e Andressa Inacio (Dorina), mezzo de belo timbre. Mas coube ao soprano Marianna Lima o resplandecente protagonismo. Sua Lisetta emanava humor e jocosidade, e a intérprete, com presença de espírito, soube aproveitar as deixas para arrancar boas risadas da plateia. Para citar um dos momentos inesquecíveis, a ária Quel piacere, no primeiro ato, ilustrada por bonitas intervenções do oboé.

As orquestrações de Portugal são ricas e lançam mão das inúmeras potencialidades dos instrumentos da orquestra. Colorido há também na exploração das características dos timbres dos cantores, em especial nos exuberantes ensembles, como o do final do primeiro ato, que instaura o imbróglio. Diante desse fausto musical e das possibilidades artísticas que a obra guarda, permanece uma dúvida: por que a ópera O ouro não compra o amor não está, como deveria, também nos melhores palcos mundo afora?

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Jornal do Brasil - Maria Luiza Nobre

 
 
SOL MAIOR - Maria Luiza Nobre

OSB ÓPERA & REPERTÓRIO – A apresentação da ópera O Ouro não compra o amor finalizou a temporada da maior sensação do ano, que é exatamente o conjunto nascido este ano. Realmente um sucesso de público, transformando esta série lírica como um coringa que faltava no Rio de Janeiro. Os sopros estão sempre de parabéns no conjunto, todos deram conta de seus papéis, tendo sempre em mente que é no papel que se tem experiência, e por esta razão é preciso muitas récitas e óperas em versão de concerto, sendo ao nosso ver e sempre que possível, necessário fazer convites a cantores estrangeiros para alavancar os artistas, como foi bem o caso da excelente Nino Machaidze. A noite teve a agradável surpresa da presença da soprano Marianna Lima, que até não se assustou com a mariposa gigante que subitamente sobrevoava livremente pela plateia do Theatro Municipal, fazendo seu pouso em um camarote. Esperamos uma temporada em 2013 com muitas óperas em forma de concertos.

Site da OSB - Encerramento da Temporada 2012


OSB O&R - SÉRIE REPERTÓRIO
Concerto VIII
IGREJA DA CANDELÁRIA

Domingo,16 de dezembro de 2012 às 16h

Neste domingo, o último concerto da Série Repertório marca o encerramento da programação 2012 da Fundação OSB.

A OSB Ópera & Repertório interpreta a Sinfonia no. 34 de Mozart no programa, que traz também obras de Haydn, Franck e Nielsen. O Coro de Crianças da OSB participa do espetáculo em Laudate Dominum e Panis et Angelicus.
O espetáculo é aberto ao público, não perca! OSB O&R - Série Repertório - Concerto VIII Igreja da Candelária 16h.

Ubiratã Rodrigues, regência
Coro de Crianças da OSB Julio Moretzsohn, regência
Anônimo - Laudate Dominum
César Frank - Panis Angelicus
Joseph Haydn - L'lsola Disabitada - abertura
Carl Nielsen - Pequena suite para cordas
Wolfgang Amadeus Mozart - Sinfonia nº 34 em dó maior, k 338

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ancelmo Gois

 
11/12/2012
cultura

Ópera no Municipal

Boa nova para a turma da ópera. A OSB Ópera & Repertório, braço da Orquestra Sinfônica Brasileira para o gênero, terá duas séries de assinaturas em 2013, no Theatro Municipal do Rio.

E mais: a orquestra ganhará um reforço. O diretor André Heller-Lopes passa a atuar como coordenador de elenco das óperas. As assinaturas da Fundação OSB começam a ser vendidas dia 5 de fevereiro.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Radio France realiza documentário sobre OSB O&R

Reporteres da Radio France vem ao Rio cobrir a estreia moderna da ópera "O Ouro não Compra o Amor" e realizam documentário sobre a OSB Ópera & Repertório.

O maestro Bruno Procópio, entrevista para a rádio Frace Musique

Reportagem da France Musique irá ao ar no programa L'air des Lieux do jornalista Stéphane Grant. Outra reportágem francesa acompanha a produção da ópera. O site www.classiquenews.com, um dos endereços mais importantes da França com mais de 400 mil visitas diárias.


Bruno Procópio e Fernando Bicudo
Jornalistas da Radio France

Classiquenews.com - França

Dépêches

Rio, Opéra (Theatro Municipal, Brésil): Bruno Procopio dévoile le génie du Rossini luso-brésilien: Marcos Portugal, lundi 10 décembre 2012 - (dimanche 9 décembre 2012)

A Rio, Bruno Procopio ressuscite un opéra giocoso du Rossini luso-brésilien
Verve et subtilité de Marcos Portugal à l'Opéra de Rio

A l'opéra de Rio (Theatro Municipio), les cariocas (habitants de Rio de Janeiro) vont redécouvrir leur compositeur romantique le plus inventif et le plus attachants parmi les créateurs luso-brésiliens: Marcos Portugal. Figure majeure du jeune Brésil monarchique puis indépendant au début du XIXème siècle, le musicien sait exporter aux tropiques l'élégance et le raffinement de l'opéra européen, en particulier italien.

Le 10 décembre 2012, l'Opéra de Rio accueille en version de concert, la recéation d'un drame comique créé à Lisobonne en 1804. L 'initiative en revient au jeune maestro natif (et a la double nationalité brésilienne et française): Bruno Procopio. 

En version de concert, le maestro dirige le dramma giocoso: " L'Oro no compra amore ", un titre éloquent et particulièrement bien choisi dans un pays immense ou le métal jaune a tant compté. Mais c'est justement pour épingler la vénalité et le désir de richesse que l'action célèbre la noblesse et la pureté de l'amour véritable à travers les péripéties du couple Lisetta/Giorgio.

Dans ce joyau lyrique délicieusement comique, Marcos Portugal (portrait ci contre) se relève tendre, facétieux, percutant dévoilant une virtuosité exceptionnellement véloce dont la versatilité des climats et des affects égalent la verve de Rossini: l'auteur du Barbier de Séville lui serait même redevable pour la mélodie du finale du Ier Acte. Portugal pourrait bien préfigurer directement les situations pétillantes et savoureuses avec cette finesse dont Rossini se délectera ensuite.

Heureux cariocas donc qui pourront applaudir le raffinement et la finesse d'un génie européen qui connut la gloire au Brésil: la riante prodigalité du Rossini brésilien.

Bruno Procopio poursuit ainsi son travail de défrichement dédié au compositeur luso-brésilien Marcos Portugal dont il a recréé en avril 2012, au festival Semana de Musica Religiosa de Cuenca (Espagne), la fameuse Missa Grande, oeuvre de jeunesse (vers 1780) dans sa version concertante avec choeur, solistes et orgue...  C'est aussi une série de collaborations particulièrement fructueuses avec les orchestres sud-américains. A l'été 2012, le chef dirigeait Rameau, première initiative de ce type localement, avec l'Orquesta sinfonica Simon Bolivar de Venezuela, à Caracas, cette même formation avec laquelle Gustavo Dudamel a fait ses premières armes. 

Rio, Opera. Lundi 10 décembre 2012, 20h. Marcos Portugal: L'oro no compra amore. Orchestre symphonique du Brésil. Bruno Procopio, direction. En lire +

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Rádio OSB apresenta


OSB Ópera & Repertório
Próximo domingo, dia 9 de dezembro - Rádio MEC FM (98,9)
Concerto realizado no dia 7 de outubro no Espaço Tom Jobim


Leo Gandelmann


















Bach - Concerto Brandemburgo
Radamés Gnathali - Concerto para saxofonee Brasiliana nº7
Regência Roberto Duarte


Rádio OSB -  Todos os domingos, às 16h, pela Rádio MEC (FM 98,9).

O Fluminense - Paulo Marcio Vaz


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Agenda Viva Música de dezembro




OSB O&R - Série Lírica


O OURO NÃO COMPRA O AMOR, de  Marcos Portugal
Dia 10 de dezembro no  Teatro Municipal
do Rio de Janeiro
Regência: Bruno Procópio
Comemorando os 250  anos  de  nascimento  de  Marcos Portugal, o principal compositor de óperas do Brasil Império.


O Compositor:
MARCOS ANTONIO DA FONSECA PORTUGAL (1762 - 1830)
Cantor, compositor e organista; começa no coro do Seminário Patriarcal (Lisboa) e compõe sua primeira obra em 1776: "Miserere"); entra para a Irmandade de Santa Cecília (1783) e é nomeado regente do Teatro do Salitre (1785); aprimora sua arte na Itália, onde escreve 21 obras (sérias e cômicas), cantadas em toda a Europa; regente da Capela Real e do Teatro de São Carlos (1800, Lisboa), junta-se a D. João VI no Rio de Janeiro (1811); designado Mestre-de-Capela real e inspetor e diretor dos espetáculos da Corte, é autor de obras como "O Ouro Não Compra Amor" (1811, ópera-bufa), "A Saloia Namorada" (1812, farsa), "Augúrio de Felicidade" ou "Triunfo do Amor" (1817, serenata cênica), etc; compõe o Hino da Independência (1822, com versos de Evaristo da Veiga), além de missas, salmos, matinas, motetes, ladainhas, etc.

Movimento.com

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ÓPERAS PARA 2012 NO BRASIL
- Dia 10 de dezembro – em concerto
Theatro Municipal do RJ
Ópera “O ouro não compra o amor”, de Marcos Portugal
Temporada lírica OSB Ópera – A temporada lírica se encerra com “O Ouro não Compra  o  Amor”,  uma  celebração aos  250  anos  de  nascimento  de  Marcos Portugal, o principal compositor de óperas do Brasil Império. O programa será regido por Bruno Procópio, brasileiro radicado em Paris que é especialista em música barroca.
 http://www.movimento.com/2012/05/operas-para-2012-no-brasil/

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Nota de Falecimento - Marco Della Fávera

Comunicamos com imenso pesar o falecimento, no dia de hoje, do músico Marco Antônio Rocha Della Fávera.

O sepultamento será no cemitério Parque da Colina em Pendotiba - Estrada Francisco da Cruz Nunes, 987 nesta terça-feira, dia 4, às 10h.


sábado, 1 de dezembro de 2012


DEZEMBRO
Programação sujeita a alteração
 
compre aqui seu ingresso

Dia 10 às 20h
ORQUESTRA SINFÔNICA BRASILEIRA
OSB ÓPERA & REPERTÓRIO
Série LÍRICA

Programa: Ópera O OURO NÃO COMPRA O AMOR, de Marcos Portugal
                   Ópera em 2 atos em versão de Concerto
                    Espetáculo homenageando os 250 anos de nascimento do principal compositor de óperas do Brasil Império
 
Solistas:
Gabriela Geluda, soprano | Lisetta
Jacques Rocha, tenor | Alberto
Leonardo Páscoa, barítono | Giorgio
Manoel Alvarez, baixo-barítono | Pasquale
Aníbal Mancini, tenor | Cecchino
Andressa Inacio, mezzo-soprano | Dorina
Marianna Lima, soprano | Carlotta
Daniel Soren, baixo-barítono | Casalichio
Luiz Henrique Furiati, Luiz Ricardo Lopes, Victor Borborema, coro

Regente: Bruno Procópio

Preços:
Plateia e Balcão Nobre – R$90,00
Balcão Superior – R$50,00
Galeria – R$20,00
 
Os ingressos  vendidos através dos pontos de vendas telefônicas, remotas e do “site” da INGRESSO.COM, cuja operação seja a retirada de bilhetes na Bilheteria do Theatro Municipal, deverão ser  entregues na entrada do Salão Assyrius – acesso Av. Rio Branco, no período de 01 (uma) hora de antecedência da abertura do espetáculo.

Horário da bilheteria: 10h às 18h, após as 18h, venda apenas para o espetáculo do dia.
Segunda à sexta, sábados, domingos e feriados