domingo, 29 de dezembro de 2013

O GLOBO - Os melhores de 2013

CONCERTOS
O Rio ganhou um bom conjunto de câmara, recebeu uma das melhores orquestras do mundo e viu ótimas óperas


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MOVIMENTO.COM - Leonardo Marques

 La Bohème
Medeia 

Se La Bohème encerrou a temporada lírica paulistana deste ano, Médée (Medeia), encerrou a única programação lírica realmente séria apresentada no Rio de Janeiro em 2013 (uma vez que as três óperas esparsas do Municipal carioca não passam de um escárnio com o público): a soma das séries Ônix e Ágata, nas quais a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório apresentou oito óperas em forma de concerto.

A obra de Luigi Cherubini, sobre libreto de François Benoit Hoffmann, com base na tragédia grega da mãe que mata seus próprios filhos para se vingar da traição de seu marido Jasão, teria a soprano Eliane Coelho como protagonista. A cantora, porém, teve um problema de saúde e ficou completamente sem voz no dia exato da apresentação. Uma pena e uma lástima, porque é sempre um prazer ouvi-la.

Objetivando não cancelar o concerto, a Fundação OSB chegou a uma solução inusitada: escalou duas cantoras para dividir a parte principal. A soprano Tati Helene interpretou Medeia no primeiro ato e na primeira parte do terceiro ato; e a também soprano Veruschka Mainhard deu vida à personagem no segundo ato e na parte final do terceiro ato. Ambas tiveram menos de 12 horas para estudar a partitura e, certamente por isso, o dueto entre Medeia e Jasão que encerra o primeiro ato foi cortado.

Helene cantou muito bem sua ária do primeiro ato, Vous voyez de vos fils la mère infortunée, mas esteve menos segura naquela do terceiro ato, Du trouble affreux, o que é natural considerando-se o caso acima esclarecido. O mesmo ocorreu com Mainhard, que esteve bastante insegura durante todo o segundo ato, mas se recuperou na segunda parte do terceiro e interpretou muito bem todo o finale da ópera. Pelo esforço e pela coragem (afinal, estamos falando de um papel imortalizado por Maria Callas), as duas merecem aplausos.

Completaram o elenco as sopranos Maíra Lautert (Dircée – precisa controlar melhor seus agudos) e Michele Menezes (criada); a mezzosoprano Marianna Lima (bem como outra criada); a contralto Kismara Pessati (Neris – bem em sua ária Ah, nos peines); e o tenor Charles Cruz (muito bem como Jasão). O baixo Savio Sperandio foi a voz da noite como Creonte e brilhou tanto no trio do primeiro ato com Dircée e Jasão, como no dueto com Medeia no segundo ato.

O coro arregimentado para o concerto, preparado por Priscila Bonfim, esteve muito bem, bastante expressivo e equilibrado. Já a OSB O&R cresceu ao longo da noite sob a condução do argentino Carlos Vieu, com destaque para a belíssima interpretação do prelúdio do terceiro ato, em que as cordas graves cantaram lindamente.

As séries Ônix e Ágata da OSB O&R salvaram o ano lírico carioca, ainda que as óperas de ambas as séries tenham sido apresentadas apenas em forma de concerto. Se o melômano carioca dependesse apenas da programação própria do Municipal para ouvir óperas completas ao vivo, estaria perdido. Espero que tais séries se mantenham vivas na próxima temporada. Aguardemos para saber.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

OSB Ópera & Repertório na Igreja da Candelária

Apresentação especial de Natal
Coro de Crianças da OSB
Regência de Osvaldo Colarusso

 Dia 22 de dezembro de 2013, domingo, 16h

Osvaldo ColarussoA última apresentação do ano de 2013 fica por conta do concerto especial de Natal da OSB Ópera & Repertório na Igreja da Candelária, no centro do Rio. Regida por Osvaldo Colarusso, a orquestra interpreta as aberturas de duas óperas de Mozart: As Bodas de Fígaro e L'Italiana in Algeri. A OSB Ópera & Repertório também apresenta o emocionante Salmo 150 de Benjamin Britten e recebe o Coro de Crianças da OSB em canções como Quem pastores laudavere e Adeste Fidelis. Entrada gratuita, não perca!


Igreja da Candelária
OSB Ópera & Repertório
Osvaldo Colarusso, regência
Coro de Crianças da OSB
Julio Moretzsohn, regência
 
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Eine Kleine Nachtmusik
GIOACHINO ROSSINI
L'italiana in Algeri | Abertura
O Barbeiro de Sevilha | Abertura
BÉLA BARTÓK
Danças Folclóricas Romenas Sz. 68; BB 76
BENJAMIN BRITTEN
Salmo 150
MICHAEL PRAETORIUS
Quem pastores laudavere
ANÔNIMO
Adeste Fidelis

MEDEIA, de Cherubini
















Eleito pelo jornal O Globo como um dos melhores concertos de 2012, "o conjunto OSB Ópera & Repertório fez uma brilhante "Ariadne em Naxos", de Strauss com a esplêndida Eliane Coelho".
Na próxima quinta-feira, dia 19 às 20h, Eliane Coelho volta ao palco do Teatro Municipal com a OSB Ópera & Repertório interpretando o papel-título em Medeia, de Cherubini.

Medeia, de Cherubini, com a OSB Ópera & Repertório Eliane Coelho no papel principal
Um dos espetáculos mais aguardados do ano encerra a programação da OSB Ópera & Repertório no Theatro Municipal em 2013. A orquestra interpreta a versão de Luigi Cherubini para o mito grego de Medeia, trazendo no papel principal a grande soprano brasileira Eliane Coelho.

Recentemente, uma equipe de cientistas de Stanford foi responsável por recuperar, através de uma moderna técnica de raio X, mais de 500 compassos da obra de Cherubini que haviam sido apagados pelo próprio compositor. É o resultado dessa verdadeira "arqueologia musical" que ganhará a cena carioca no dia 19 de dezembro, no último espetáculo da Série Ágata.

Sob a regência do argentino Carlos Vieu, o elenco contará ainda com a participação de nomes como Charles Cruz (tenor | Jasão), Maíra Lautert (soprano | Glauce) e Sávio Sperandio (baixo | Creonte). Imperdível!

O GLOBO - Segundo Caderno - Clássico - Eduardo Fradkin


domingo, 15 de dezembro de 2013

Movimento.com


  Eliane Coelho dá vida a Medeia, de Cherubini
Eliane Coelho
Escrito por em 12 dez 2013 nas áreas Ópera, Programação, Rio de Janeiro
OSB – O&R apresenta ópera em forma de concerto no Municipal do Rio.
No próximo dia 19 de dezembro, às 20h, a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório encerra a série Ágata deste ano com uma apresentação da ópera Medeia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A orquestra, regida pelo maestro convidado Carlos Vieu, contará com a soprano Eliane Coelho no papel-título; o tenor Charles Cruz como Jasão; a soprano Maíra Lautert interpretando Glauce (também conhecida como Dircée); a contralto Kismara Pessati como Neris; o baixo Savio Sperandio como o rei Creonte; e as soprani Michele Menezes e Marianna Lima como criadas.

Composta por Luigi Cherubini, a primeira versão da ópera estreou em Paris em 1797. Divida em três atos é baseada na tragédia grega de Eurípides, a partir da obra com o mesmo nome, de Pierre Corneille. A história gira em torno da vingança de Medeia contra seu ex-marido, Jasão, e sua nova noiva, Glauce. Recentemente, uma equipe de cientistas de Stanford foi responsável por recuperar, por meio de uma moderna técnica de raio X, mais de 500 compassos da obra de Cherubini que haviam sido apagados pelo próprio compositor. É o resultado dessa verdadeira “arqueologia musical” que ganha a cena carioca nesta récita.

A récita tem como estrela principal a soprano Eliane Coelho. Carioca, estudou canto no Brasil com a francesa Solange Petit-Reneaux e, em 1971, passou a viver na Alemanha, onde se diplomou na Escola Superior de Música e Teatro de Hannover. Após expressiva atuação internacional, conquistou, em 1998, a cidadania austríaca e o título de Kammersängerin – cantora residente, que é distinção de honra e reconhecimento das elevadas qualidades da profissional.

Atuou nas óperas de Frankfurt e Viena, estrelando óperas como Aída, Otelo e Madame Butterfly, dentre outras. Ao longo de sua carreira, tem cantado grandes papéis em óperas como a Tosca, Salomé, regida pelo maestro Zubin Metha, Jerusalém, com José Carreras e Samuel Ramsey, Vespri Siciliani, com Bruson e Furlanetto, Stiffelio, Il Trovatore (Leonora), D. Carlo e La Bohème em Tóquio, e Arabella em Tel-Aviv.

Sobre a OSB Ópera & Repertório
A OSB – Ópera & Repertório (OSB O&R) é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos apresentam duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.
Serviço:
Medeia, de Luigi Cherubini
Sábado, 19 de dezembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Marechal Floriano s/nº, Centro)
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
Carlos Vieu, regência
Eliane Coelho, soprano | Medeia
Charles Cruz, tenor | Jasão
Maíra Lautert, soprano | Glauce
Kismara Pessati, contralto | Neris
Sávio Sperandio, baixo | Creonte
Michele Menezes e Marianna Lima, soprano | Criada
Preços: R$ 20 (galeria), R$ 60 (balcão superior), R$ 100 (plateia), R$ 140 (balcão nobre). Descontos de 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos.
Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do Theatro (Av. Rio Branco).

sábado, 14 de dezembro de 2013

Dia Municipal da Dignidade do Músico


Diário  Eletrônico
Câmara Municipal do Rio de Janeiro

 Dia Municipal da Dignidade do Músico aprovado pela Câmara Municipal



O Dia Municipal da Dignidade do Músico foi incluído no Calendário Oficial de Eventos do Município do Rio de Janeiro, através do Projeto de Lei nº 1006/2011, de autoria do vereador Reimont, aprovado em segunda discussão no dia 05 de dezembro. A data será comemorada em 9 de abril.

A proposta surgiu em decorrência da desvalorização da profissão na sociedade e, ainda, da necessidade de construção de relações trabalhistas que reafirmem a dignidade dos músicos. Em 2011, com o anúncio de que os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) passariam por avaliações de desempenho individuais, contrariando vários profissionais, a orquestra entrou em crise. O processo resultou em demissões e, no dia 9 de abril, os músicos da OSB Jovem recusaram-se a tocar num concerto no qual substituiriam seus colegas da OSB, uma situação de clara falta de respeito à dignidade da profissão e dos profissionais.

A partir do momento em que a sociedade entender o músico como necessário para o desenvolvimento humano e social, ele terá mais dignidade ao exercer sua profissão e será mais respeitado, ficando menos vulnerável a contextos de precarização das relações de trabalho.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Homenagem a Maurílio Costa

Maestro Maurílio Costa

Hoje, antes do primeiro ensaio em conjunto para a ópera Medeia, coro e orquestra (OSB O&R) prestaram homenagem ao maestro Maurílio Costa com um minuto de silêncio.
Ao maestro Maurílio Costa, regente do coro do Teatro Municipal do RJ nossa homenagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

UFRJ forma primeiro Bacharel em Bandolim da América Latina



Fotos: Ana Liao

Es­crito por Fran­cisco Conte
Terça, 10 de De­zembro de 2013
23:44

Em uma noite con­cor­rida, que contou com a pre­sença de com­po­si­tores, ins­tru­men­tistas, pro­fes­sores, fa­mi­li­ares e amigos, Kleber Kurt Vogel se tornou, nesta sexta-feira (06/12), o pri­meiro aluno a com­pletar o Ba­cha­re­lado em Ban­dolim da UFRJ, curso pi­o­neiro criado pela Es­cola de Mú­sica (EM) em 2010. Ele apre­sentou, na Sala da Con­gre­gação, o re­cital de for­ma­tura e cum­priu, dessa forma, o úl­timo re­qui­sito ne­ces­sário à ob­tenção do di­ploma.

Um feito que faz dele, se­gundo in­formou o di­retor da EM, ma­estro André Car­doso, o pri­meiro ban­do­li­nista a gra­duar-se em toda a Amé­rica La­tina. "O mé­rito não é meu, afirmou com mo­déstia, mas da ins­ti­tuição que soube acre­ditar em um ins­tru­mento que acu­mulou ao longo dos sé­culos um re­per­tório sig­ni­fi­ca­tivo, ao mesmo tempo bo­nito e ela­bo­rado, e que atraiu o in­te­resse de grandes nomes da mú­sica".

Kleber Vogel tem razão. O ban­dolim, cuja origem re­monta ao sé­culo XVI, não tem lugar ga­ran­tido apenas na mú­sica po­pular. A nobre li­nhagem de com­po­si­tores que es­creveu para o ins­tru­mento in­clui nomes do ca­libre de Vi­valdi, Ha­endel, Mo­zart, Pai­si­ello, Be­ethoven, Pa­ga­nini e Verdi.

Acima, Kleber Vogel e a pi­a­nista Vi­viane So­bral que
o acom­pa­nhou du­rante o re­cital. Abaixo, Joel Nas­ci­mento,
grande nome do ban­dolim bra­si­leiro, pres­ti­giou o evento.

No sé­culo pas­sado, para ficar em al­guns exem­plos, Mahler o in­cluiu nas suas 7ª e 8ª Sin­fo­nias e em A Canção da Terra; Schönberg, na Se­re­nata Op.24 e nas Va­ri­a­ções Or­ques­trais Op.31; We­bern, em Cinco Peças Or­ques­trais; Henze, em König Hirsch; e Stra­vinsky, em Agon.

Desse enorme acervo Vogel exe­cutou a So­na­tina em Dó Menor para ban­dolim e piano de Be­ethoven. "A in­tenção foi dar co­lo­rido ao pro­grama e, ao mesmo tempo, re­pre­sentar a pro­dução dos grandes mes­tres dos pe­ríodos bar­roco, clás­sico e ro­mân­tico", des­taca.
 


As duas ou­tras peças que in­te­graram o re­per­tório do re­cital foram o Con­certo para Ban­dolim e Or­questra de Cordas, de Ra­damés Gnat­tali, a mais fa­mosa cri­ação bra­si­leira para o ins­tru­mento, e uma So­na­tina para ban­dolim e piano es­crita es­pe­ci­al­mente para a oca­sião por Ro­berto Ma­cedo, com­po­sitor e do­cente da EM.

— A So­na­tina foi um pre­sente, disse. Ma­cedo me falou da in­tenção de es­crever a peça, para atender a um pe­dido do di­retor da Es­cola e como forma de in­cen­tivar a es­crita para ban­dolim. Con­ver­samos bas­tante a res­peito du­rante as aulas de con­tra­ponto. Ele pegou muito bem o es­pí­rito e os efeitos que o ins­tru­mento pode pro­por­ci­onar.

A obra foi de­di­cada ao pró­prio Vogel e a seu pro­fessor, Paulo Sá – o pri­meiro do­cente do país a as­sumir uma dis­ci­plina de ban­dolim em nível uni­ver­si­tário.

O con­tato de Kleber com o ins­tru­mento acon­teceu por acaso, quando es­tu­dava em 1979 na Es­cola Villa-Lobos. Quem o apre­sentou foi o ban­do­li­nista Afonso Ma­chado, mú­sico do Galo Preto, fa­moso con­junto de choro. "Fi­quei en­can­tado com a sua so­no­ri­dade, mais acabei se­guindo o curso de vi­o­lino, que já es­tu­dava", lembra.

Vogel se formou pela Es­cola de Mú­sica, em 1989, e fez car­reira como vi­o­li­nista da Or­questra Sinfô­nica Bra­si­leira (OSB) e de vá­rios ou­tras for­ma­ções, in­cluindo grupos de Jazz Rock e Rock Pro­gres­sivo. Con­ti­nuou, porém, a cul­tivar o amor pelo ban­dolim e a tocá-lo ainda que "de forma es­po­rá­dica e nada pro­fis­si­onal", como fez questão de su­bli­nhar.

Em 2010 leu no jornal que a UFRJ es­tava cri­ando a ha­bi­li­tação em ban­dolim. "A chama pelo ins­tru­mento acendeu no­va­mente. Pro­curei o Paulo Sá e pre­parei em tempo re­corde o re­per­tório para o Teste de Ha­bi­li­tação Es­pe­cí­fica (THE)", re­corda.

Kleber passou no THE e con­se­guiu isenção do ves­ti­bular. Ob­teve também a li­be­ração de vá­rias dis­ci­plinas e pode ter­minar o curso em apenas três anos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

OSB Ópera & Repertório - Série Ágata


Homenagem à Marco Della Vavera


Missa de 7º Dia - Candelária
Há exatos 12 meses nos deixou um grande amigo e um grande músico. Marco Della Favera, primeiro trombonista da OSB Ópera & Repertório. A este grande artista nossa homenagem que ficou registrada no concerto na Igreja da Candelária no dia 9 de dezembro de 2012, por ocasião da missa de sétimo dia. Um exemplo de união e amizade dos músicos das principais orquestras e cantores do Rio de Janeiro. Nossos agradecimentos à Sócrates Feijó, membro da irmandade da Candelária, à Fernando Bicudo, ao maestro Jésus Figueiredo, responsável pelo coro e solistas e ao maestro Isaac Karabtchevsky que prontamente atendeu ao convite para esta homenagem.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

O Globo - Segundo Caderno


Série Ônix

 OSB Ópera & Repertório

IGOR STRAVINSKY
A carreira do libertino (The Rake's Progress)
 
No dia 29 de novembro, às 20h no Teatro Municipal, a OSB Ópera & Repertório encerra a Série Ônix em 2013 apresentando a ópera ao lado de um renomado elenco, que traz a soprano cubana Elizabeth Caballero e o tenor Emilio Pons, sob a regência de Jamil Maluf. 
 
 
 
 
Elizabeth Caballero estreia com a OSB Ópera & Repertório 
 
Escrita por Igor Stravinsky em 1951, a ópera A carreira do libertino foi inspirada em gravuras do artista inglês William Hogarth e conta a decadência do jovem Tom que, persuadido pela figura demoníaca de Nick Shadow, abandona sua noiva Anne Trulove, passa por bordéis e hospícios e chega a se casar com uma mulher barbada do circo. A música moderna de Stravinsky percorre, nesta obra, formas líricas típicas do século XVIII.
 
 
Jamil Maluf, regência
Emilio Pons, tenor | Tom Rakewell
Elizabeth Caballero, soprano | Anne Trulove
Homero Velho, barítono | Nick Shadow
Carolina Faria, mezzo-soprano | Mother Goose | Baba the Turk
Murilo Neves, baixo | Trulove | Keeper of the Madhouse
Wladimir Cabanas, tenor | Sellem
Coro

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

IV Concurso Jovens Solistas OSMG



Parabéns Priscila Plata Rato, vencedora do IV Concurso Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
Dia 6 de dezembro irá tocar o concerto de Tchaikovsky sob a regência de Roberto Tibiriçá.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Movimento.com

osb-600
Escrito por em 5 nov 2013 nas áreas Crítica
 
Óperas curtas de Wolf-Ferrari e Bernstein dão ótimo concerto da OSB – O&R.

Um Theatro Municipal semivazio em função de manifestações no Centro do Rio recebeu, na noite de 31 de outubro, a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório, regida por Abel Rocha, para mais um concerto da série Ágata. Um dos maiores acertos dessa série da OSB – O&R é o resgate de obras menos conhecidas do grande público. No caso desta récita, compunham o programa duas óperas de curta duração: O Segredo de Susanna, de Ermanno Wolf-Ferrari, e Trouble in Tahiti, de Leonard Bernstein. As obras apresentam aspectos da condição feminina (de submissão) em diferentes momentos da História – em 1909 e em 1952, respectivamente os anos das estreias das duas peças (leia mais aqui).

A música do veneziano Wolf-Ferrari foi a primeira a ser ouvida. A abertura de O Segredo de Susanna resume seu espírito leve e bem-humorado, em vivacissimo. O enredo é um imbróglio causado pelo cigarro: o ciumento Conde Gil acredita ter visto a esposa Susanna caminhando sozinha pela rua – inconcebível! E mais: ela recende a tabaco, um indicativo de que a infiel estaria com um amante. Mal sabe ele que a própria esposa é quem fuma. Depois de muitas discussões, Susanna é pega com um cigarro aceso nas mãos e revela-se, então, seu segredo. A ópera termina com juras de amor, entre baforadas de um cigarro fumado a dois.

Dois ótimos intérpretes encarnam o casal esfumaçado: Mirna Rubim, com sua voz educada e agradável de soprano, interpreta Susanna, fazendo par com o barítono Igor Vieira, cantor de timbre potente e jovial, na pele do Conde. Ambos trazem à cena ainda uma ótima característica: atuam, física e vocalmente, com vigor e entrega, impregnando de graça e verdade seus personagens e colorindo a cena com todo o humor existente na partitura. A OSB – O&R, conduzida por Rocha, trabalha discreta e eficientemente, guiando a música com uma graciosidade tipicamente belle époque, existente, por exemplo, em obras-irmãs do período como A Viúva Alegre, de F. Léhar.

Suburbanos corações

Apenas um breve intervalo antecedeu a récita da segunda obra da noite: Trouble in Tahiti, escrita pelo maestro norte-americano Leonard Bernstein poucos anos antes de suas mais conhecidas peças: Candide (1956) e West Side Story (1957). A história de Trouble in Tahiti é tchekoviana: pouca coisa ocorre no dia do casal de classe média Dinah e Sam além de discussões e desconforto com a vidinha medíocre na qual estão imersos até o pescoço.

O pano se abre com um trio cantando, como um grupo vocal de rádio dos anos 1950, o dia a dia no subúrbio. A influência jazzística e a atmosfera de rádio não foram totalmente alcançadas nessa primeira cena, com o coro (composto pelos cantores Lara Cavalcanti, soprano; Geilson Santos, tenor; e Vinícius Atique, barítono – jovens artistas cujo talento é notório) e orquestra em ligeiro descompasso. O desconforto prosseguiu na primeira cena, com a orquestra cobrindo os protagonistas Mirna e Vieira (este um pouco menos), cujas partes compõem-se de muitos trechos recitados em região média.

Já mais à vontade na cena seguinte, o grupo de cantores cresceu no palco e revelou o conhecido talento. O trio do rádio atua com mais brilho e os protagonistas alcançam transmitir o clima de angústia e o peso da massacrante rotina medíocre da classe média suburbana dos EUA naqueles anos dourados. Mirna é pungente na ária I was standing in a garden, no qual revela, ainda que inconscientemente, a tristeza das esperanças empoeiradas. O lirismo cinzento continua no dueto que se segue, no qual marido e mulher refletem separadamente sobre tantos sentimentos esmaecidos – a música acompanha o desencontro no qual o casal vive, intercalando as frases dos personagens. Com o mesmo fulgor, Vieira brilha na marcante ária There’s a law.

A OSB – O&R dá à partitura de Bernstein o colorido exato, executando de maneira acertada a riqueza harmônica e rítmica. Maestro e coro dançam, com graça, na cena em que Dinah conta o filme que viu em sua tarde vazia (cujo título dá nome à ópera) – momento em que a atuação de Mirna é hipnótica. O esgarçar daquele relacionamento caminha até a discussão final, na qual o tema musical do escapismo fantasioso do filme visto na matinê (Island Magic) se alterna com a dolorida ária final da aprisionada dona de casa: Is there a garden. Tanto atmosfera como letra (“is there a day or night waiting for us somewhere?”) trazem ecos da belíssima Somewhere, canção icônica do musical West Side Story.

Nesta Rosa Púrpura do Cairo operística dos anos 1950, mais uma ida ao cinema silencia a dor do casal, nascida em meio a tantos sonhos esquecidos – dor que nem as cadeiras Chippendale, nem as leituras mensais do Clube do Livro, nem as gloriosas suítes do Hotel Sheraton podem silenciar. Mas que nos são apresentadas, com lirismo e melancólica doçura, por meio da memorável interpretação de talentosos e dedicados maestro, elenco e orquestra, em noite de Municipal semivazio de público, mas povoado de tantas quimeras abandonadas ao longo do caminho.

domingo, 27 de outubro de 2013

Jornal Brasil

OSB Ópera & Repertório traz óperas de
Bernstein e Wolf-Ferrari para o Municipal


27/10/2013 Domingo, Dia 27 de Outubro de 2013 as 10
APRESENTAÇÃO REGIDA PELO MAESTRO ABEL ROCHA E INTERPRETADA POR MIRNA RUBIM E IGOR VIEIRA TRAZ OPERA ‘SEGREDO DE SUSANA’, DE WOLF-FERRARI, QUE NÃO ERA APRESENTADA NO PAÍS HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO




A terceira apresentação da OSB Ópera & Repertório pela série Ágata traz no dia 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro as óperas “Trouble in Tahiti”, do americano Leonard Bernstein, e “Segredo de Susana”, do italiano Ermano Wolf-Ferrari. Regidas pelo maestro Abel Rocha, um dos maiores especialistas em regências de ópera no país, e interpretadas pela Soprano Mirna Rubim (Dinah/Susana) e pelo Barítono Igor Vieira (Sam/Conde Gil), as obras trazem uma semelhança entre si ao retratarem indiretamente a condição reprimida da mulher, tanto na função doméstica como comportamental, em dois momentos: no início dos anos 1900 e 1950.

“Trouble in Tahiti” é uma ópera com um ato e sete cenas determinada a criticar o materialismo do pós-guerra americano e a veneração pelo consumismo, tendo como foco o conflito doméstico familiar do casal Dinah, uma frustrada dona de casa, e Sam, um homem de negócios. A obra começa com um coro de três atores cantando o que seria a vida ideal de uma família de classe média americana nos anos 1950, inspirado nos comerciais de rádio da época. Em seguida, para desmistificar este cenário, Sam e Dinah aparecem discutindo no café da manhã sobre seu filho Junior e a história se desenvolve durante a rotina de um dia destes dois personagens. Bernstein estava em sua lua-de-mel quando começou a compor esta ópera, em 1951. A primeira apresentação de “Trouble in Tahiti” aconteceu na Universidade Brandeis, em Waltham, Massachusetts, em 1952, e sua estreia nos grandes palcos da Broadway se deu em 1955, com Alice Ghostley no papel de Dinah e John Tyers como Sam.

Já em “Segredo de Susana”, a história do início dos anos 1900 traz o personagem Conde Gil desconfiado que sua mulher, a Condessa Susana, o está traindo, após tê-la visto caminhando na rua sozinha, comportamento proibido por ele depois que se casaram. A desconfiança de um caso extra-conjugal ganha força quando Conde Gil passa a sentir cheiro de tabaco em suas roupas. Na realidade os segredos reprimidos do casal eram os mesmos: o gosto pelo fumo. “Segredo de Susana” estreou em 1909, na Alemanha, em Munique e foi apresentada no Brasil três vezes entre os anos de 1955 e 1959.

Sobre o maestro Abel Rocha

Abel Rocha foi diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal nos anos de 2011 e 2012. Foi responsável pela regência e direção musical de montagens brasileiras de óperas de Schönberg, Debussy, Händel, Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Bizet e Puccini. Realizou as estreias mundiais de títulos brasileiros como Anjo negro, de João Guilherme Ripper, Brasil outros 500, de Toquinho e Millôr Fernandes, e A tempestade, de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de Ópera. Em sua atividade como regente orquestral, nos últimos anos, Abel Rocha conduziu diversos programas sinfônicos, à frente das mais importantes orquestras brasileiras, tais como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica de Porto Alegre, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília), Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), entre outras. Em 2010, estreou como regente convidado frente à Orquestra Sinfônica do SODRE, de Montevidéu. Formado pela Unesp, Abel Rocha realizou especialização em regência de ópera na Robert-Schumann Musikhochschule de Düsseldorf, Alemanha, tendo posteriormente obtido seu doutorado pela Unicamp a partir da pesquisa sobre a interpretação moderna da ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi. Durante seus anos de formação foi orientado por Hans Kast, Roberto Schnorrenberg e Eleazar de Carvalho.

Sobre Mirna Rubim

Mirna Rubim é doutora em Voice Performance pela Universidade de Michigan (2004) e Professora Adjunta de Canto na UNIRIO desde 1996. Dentre as celebridades que foram ou ainda são seus alunos destacam-se Miguel Falabella, Marília Pera, Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Murilo Rosa. Tem se dedicado à pedagogia aplicada ao mercado de ópera e musicais e recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior, incluindo o primeiro lugar no II Concurso Nacional de Canto em Brasília, em 1994, e foi finalista do Concurso da Associação Verismo de Ópera no Carnegie Hall, em janeiro de 2004.

Nos EUA deu continuidade a seus estudos de canto com Martha Sheil e Marvin Keenze e trabalhou repertório com os renomados professores Martin Katz, Nico Castel, Dalton Baldwin, J.J. Penna e Ricardo Ballestero, recebendo também, em 2003, orientação da famosa soprano americana Grace Bumbry. Dos vários papéis de sua carreira destacam-se Micaëla (Carmen) de Bizet; Liù (Turandot), Angelica (Suor Angelica), Fidelia (Edgar), e Anna (Le Villi), de Puccini; Donna Elvira (Don Giovanni), Pamina (Die Zauberflöte), Contessa (Le Nozze di Figaro) de Mozart e Magda Sorel (The Consul) de Menotti.
Dentre suas performances relevantes estão a abertura oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven; solista na Oitava Sinfonia de Mahler com a Orquestra Petrobras Sinfônica; e no Projeto Aquarius, na Praia de Copacabana, com público de aproximadamente 20 mil pessoas. Em 2007 gravou o CD/DVD bilíngüe A Floresta do Amazonas de Villa-Lobos sob a regência do maestro Isaac Karabitchevsky com a Orquestra Petrobras Sinfônica.

Sobre Igor Vieira

Brasileiro do Rio de Janeiro, Igor Vieira estreou profissionalmente aos 17 anos de idade em uma montagem de Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde então já se apresentou em 64 papéis com diferentes companhias ao redor do mundo, como a San Francisco Opera, Opera du Villecroze (França), Lyric Opera of Kansas City, Center City Opera, Teatro Barakaldo (Espanha), West Bay Opera, Berkeley Opera, San Francisco Lyric Opera, Fremont Opera, Rimrock Opera, entre outras. Na San Francisco Opera, uma das companhias de ópera mais importantes do mundo, Igor fez seu primeiro papel em 2010, interpretando Happy (La Fanciulla del West/Puccini), tendo sido o primeiro barítono brasileiro a cantar com esta companhia.

O barítono foi finalista mundial no V Concurso de Canto Luciano Pavarotti na Filadélfia e recebeu o Prêmio Margareth Tudor por dois anos consecutivos. É Mestre em performance vocal pela University of Missouri-Kansas City, nos EUA.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE ÁGATA
Trouble in Tahiti – Leonard Bernstein
Segredo de Susana – Ermano Wolf-Ferrari
Quinta-feira, 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio
Abel Rocha - regente
Mirna Rubin - Dinah/Susana - soprano
Igor Vieira – Sam/Conde Gil – barítono
CORO
Lara Cavalcanti – Soprano
Geilson Santos – Tenor
Vinícius Atique – Barítono

Serviço:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Marechal Floriano s/nº, Centro
Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h.
Bilheteria: 2332‐9005 / 2332‐9191
Classificação: Livre
Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)
Capacidade: 2237 lugares; 456 (plateia); 344 (balcão nobre); 406 (balcão superior); 94
(balcão lateral); 624 (galeria); 100 (galeria lateral); 132 (frisas); 69 (camarotes)
Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do
Theatro na Avenida Rio Branco.
Há serviço de valet gratuito
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e
menores de 21 anos.
Programação sujeita à alteração.

Série Ágata
Patrocínio: BG Brasil
Apoio Cultural: Compactor e Credit Suisse
Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e
Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken
Mais informações pelo site: www.osb.com.br
Siga a OSB nas redes sociais: https://www.facebook.com/orquestrasinfonicabrasileira

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Rádio OSB



Rádio MEC (FM 98.9),

próximo domingo, dia 20 de outubro, a partir das 13 horas. 

OSB Ópera & Repertório


  •  Haydn - Sinfonia n° 94, em sol maior "Sinfonia Surpresa" - Concerto do dia 18 de julho de 2012, promovido no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Regência de Mateus Araújo
  • Elgar - Serenata em mi menor, opus 20 - Gravado no Espaço Tom Jobim - Regência de Luís Gustavo Petri
  • Astor Piazzola -"Quatro Estações Portenhas” 
    Condução-spalla-solista, 
    Pablo de Leon - Gravado no Espaço Tom Jobim  

Série Repertório - Tom Jobim


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Jornal Brasil on line

OSB Ópera & Repertório apresenta obras
austríacas com o violoncelista convidado
Friedrich Kleinhapl

APRESENTAÇÃO DA SÉRIE ‘REPERTÓRIO’, NO ESPAÇO TOM JOBIM, SERÁ REGIDA PELO MAESTRO JÉSUS FIGUEIREDO E TERÁ GULDA, HAYDN E O BRASILEIRO TACUCHIAN NO PROGRAMA

No próximo dia 19 de outubro, às 17h, a OSB Ópera & Repertório traz as influências clássicas austríacas para o palco do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Sob regência do maestro Jésus Figueiredo, maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a orquestra recebe na série “Repertório” o violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl, para apresentação de um programa com peças dos conterrâneos Friedrich Gulda, com o “Concerto para Violoncelo”; e Joseph Haydn, com “Sinfonia n°101 – O Relógio”. No repertório, ainda, aproximando Brasil e Áustria, está a peça “Núcleos”, do compositor e regente carioca, Ricardo Tacuchian.

Abrindo a apresentação, a OSB Ópera & Repertório toca “Núcleos”, de Tacuchian. Regente, compositor e doutor em composição pela University of Southern California, o músico é autor de cerca de 150 títulos que já foram apresentados em aproximadamente mil concertos ao vivo na Europa, Canadá, Estados Unidos e América Latina. “Núcleos” é uma obra composta na década de 1980, período no qual o compositor passa a valorizar com mais intensidade parâmetros de textura, densidade, timbre e dinâmica, procurando integrar impulso rítmico e expressão lírica. Temáticas urbanas e cosmopolitas passam a estar mais presentes no discurso musical de Tacuchian neste momento, sendo a peça “Núcleos” um exemplo de obra onde estas características estão mais presentes.

No solo de Kleinhapl está o “Concerto para Violoncelo”, de Friedrich Gulda. Pianista e compositor austríaco, Gulda se voltou para a música clássica com influências jazzísticas e apesar de muito famoso pelas suas interpretações de Mozart e Beethoven, ele também incorporava em seu repertório obras de Bach, Schubert, Chopin, Schumann, Debussy e Ravel. A partir da década de 1950, o compositor começou a se interessar pelo jazz, escrevendo diversas músicas e peças que combinava o estilo com a música clássica em seus concertos. Gulda escreveu o “Concerto para Violoncelo” em 1980 e, na época, a peça foi vista pela crítica como “envolvente e leve, na qual um violoncelista profissional precisa improvisar”.

Fechando a apresentação, o maestro Jésus Figueiredo comanda os músicos na obra de Joseph Haydn, “Sinfonia n° 101 – “O Relógio”. Compositor austríaco e um dos mais importantes do período clássico, Haydn é chamado de “Pai da Sinfonia” e “Pai do Quarteto de Cordas” por estabelecer as formas básicas que se tornou modelo e inspiração para as obras de Mozart e Beethoven, dos quais foi muito próximo. Composta entre 1793 e 1794, a “Sinfonia n°101” é fruto da parceria de Haydn com o violinista e empresário alemão Johann Peter Salomon, que fez ao compositor uma proposta irrecusável: a garantia de pelo menos £1200 para uma temporada em Londres, que incluiria uma ópera e seis sinfonias de Haydn. A primeira temporada produzida pela dupla foi um sucesso o que levou o compositor ao estrelato e a aceitar uma nova parceria com Salomon. Desta segunda parceria surgiram três novas sinfonias, de seis no total, sendo a última delas a de n° 101. o sucesso foi arrebatador, como eles esperavam e o jornal “Morning Chronicle” escreveu: “Como de costume, a parte mais deliciosa do programa foi uma nova e grande sinfonia de Haydn. O inesgotável, o maravilhoso, o sublime Haydn!”.


Sobre Friedrich Kleinhapl

O violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl tem se apresentado como solista e músico de câmara em muitas das principais capitais da música na Europa, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Venezuela e China, além de importantes festivais. Ele também desenvolveu projetos com artistas como Christa Ludwig e Gérard Caussé. O violoncelista já tocou com as maiores orquestras do mundo como a Orquestra Sinfônica de Munique, a Filarmônica da Slovênia, a Orquestra Sinfônica de Praga, a Orquestra de Câmara de Israel, entre outras.

Kleinhapl fez seu nome na música clássica com apresentações premiadas de trabalhos de diferentes compositores contemporâneos. Sua lista de interpretações inclui peças de Johannes Berauer, Christoph Cech, Peter Herbert e DirkD´Ase. Suas gravações têm recebido sucesso de público e crítica, como o álbum com peças de Schostakovich, de 2004, gravado em parceria com o pianista Andreas Woyke e que ganhou o prêmio Pasticcio. A gravação do álbum de sonatas com peças de Franck e Rachmaninoff, que Kleinhapl gravou também com Andreas, em 2007, ganhou o “Supersonic Award” de 2008; e a gravação de sonatas com peças de Beethoven foi agraciada com o “Excellentia Award 2009” bem como com o “Excellentia Award 2010”. Seus dois últimos CDs, ambos gravados em 2011, foram agraciados novamente com o “Supersonic Award 2011”.

Mais informações sobre o músico: http://www.kleinhapl.com/index.php?id=86&L=1

Sobre Jésus Figueiredo

Jésus Figueiredo é maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e trabalha atualmente, também, com a Orquestra Sinfônica na preparação de Óperas e Balés e organista. Na Argentina ganhou o prêmio de primeiro lugar em regência de Ópera na 4ª Edição do Concurso Nacional da Ópera de San Juan. Já esteve à frente da Orquestra de Câmara do Amazonas, Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, Orquestra da Universidade Nacional de Cuyos (Argentina), Orquestra da Ópera de San Juan (Argentina), Orquestra Sinfônica da UFRJ e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Como organista, em 2009, solou junto à Orquestra Sinfônica Brasileira no concerto de abertura da temporada, e Orquestra de Saint-Saens, concerto este que lhe rendeu uma bolsa de estudos em Órgão de Tubos na Universidade de Iowa (EUA). Como maestro de Coro de Ópera, recebeu o Prêmio Sharp (1999) e o Prêmio APCA de melhor CD de Música Erudita (1998) pela gravação em CD da ópera Colombo de Carlos Gomes, realizado pela UFRJ. E como Maestro Assistente do Coro do Theatro Municipal vem trabalhando em todas as montagens operísticas há vários anos em conjunto com maestros e cantores de renome no Brasil e no exterior. É atualmente o Maestro Titular do Coro Ópera Brasil que participa da temporada lírica da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, que somente neste ano já participou das óperas Orfeo de Gluck, La Fille du Régiment, de Donizetti, e Il Pirata, de Bellini.
Além das óperas, nos últimos anos, vem se dedicando à regência de balés com o Balé do Theatro Municipal, com a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia Brasileira de Balé.

Sobre a Fundação OSB

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira é uma entidade sem fins lucrativos, mantida por captação de recursos privados. Através dela são mantidos dois corpos artísticos – a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a OSB Ópera & Repertório – além de atividades de cunho educacional, orientadas para a formação de público ouvinte de música clássica. As atividades da Fundação OSB são viabilizadas pelo apoio da Vale, da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de um conjunto de investidores.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório (OSB O&R) é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE REPERTÓRIO
Sábado, 19 de outubro, às 17h, no Espaço Tom Jobim
Jésus Figueiredo – Regente
Friedrich Kleinhapl - Violoncelo
Programa:
Tacuchian - Núcleos
Gulda – Concerto para Violoncelo
Intervalo
Haydn – Sinfonia n°101 – “O Relógio”
Serviço:
Espaço Tom Jobim - Rua Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico
Informações: (21) 2274-7012
Classificação: Livre
Preços: R$ 60 (Plateia), R$ 40 (Balcão)
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos. E de 30% mediante apresentação do cartão pré-pago do Metrô Rio (somente na bilheteria)
Capacidade: 400 (plateia); 100 (balcão)
Vendas na Ingresso.com e Bilheteria do Espaço Tom Jobim (funcionamento, de segunda à sexta-feira, das 14h às 18h; sábado e domingo, das 14h até a hora do espetáculo)
Programação sujeita à alteração.
Estacionamento pago.

Mudança no estacionamento: desde o dia 1º de setembro de 2013, o estacionamento do Jardim Botânico do Rio de Janeiro passou a ser cobrado também após às 17h. O guichê funcionará até as 22h e o pagamento deverá ser feito antecipadamente na bilheteria.
Série Repertório

Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken.
Mais informações pelo site: www.osb.com.br

sábado, 5 de outubro de 2013

 “Rádio OSB”
Domingo, dia 6 na Rádio MEC
A partir das 13h










OSB Ópera & Repertório no
"Concertos da Juventude"


Amigos Ouvintes,

            A série “Concertos da Juventude” teve prosseguimento no dia 21 de julho de 2013, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, oportunidade em que a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório foi conduzida pelo Maestro Roberto Duarte.

            A primeira atração desse concerto foi a música do compositor Juan Crisóstomo Arriaga. Arriaga foi chamado “O Mozart espanhol”. Ele nasceu em Bilbao, no dia 27 de janeiro de 1806. Cinqüenta anos antes, nesse mesmo dia 27 de janeiro, nascia Wolfgang Amadeus Mozart. A exemplo do gênio austríaco, ele também foi uma criança prodígio, e um notável compositor, que morreu muito cedo. Exatamente dez dias antes de completar 20 anos de idade, Arriaga morreria em Paris.

            Ele é autor de uma única ópera, “Los Esclavos Felices”, que compôs quando tinha 13 anos de idade. Desse trabalho, apenas a abertura e alguns fragmentos foram preservados. É esta abertura que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, que tem a condução do Maestro Roberto Duarte.

           
            Babar é um elefante. Um herói da literatura infantil francesa, criado em 1931 pelo desenhista e ilustrador Jean de Brunhoff.

            Por volta de 1940, o compositor Francis Poulenc passava férias no interior da França, cercado de muitas crianças, filhos de parentes próximos. Deles recebeu uma provocação. Um exemplar do livro “L’Histoire de Babar” foi depositado sobre seu piano. E lhe foi solicitado contar aquela história com auxílio de música. O pedido foi atendido, através de várias melodias e improvisações.

            Passaram-se alguns anos. Esse episódio não foi esquecido. Ao final de 1945 a história de Babar ganhou a forma de uma partitura para piano, apresentada pela primeira vez na Radio France no dia 14 de junho de 1946. A narrativa da história de Babar foi confiada ao barítono Pierre Bernac.

            Em 1962 o compositor Jean Françaix produziu uma versão orquestral para a música de Francis Poulenc. É esta versão de “L’Histoire de Babar” que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, conduzida pelo Maestro Roberto Duarte. Narra o episódio o músico Helder Parente.


Com a narrativa de Helder Parente a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, dirigida pelo Maestro Roberto Duarte, interpretou “L’ Histoire de Babar”, de Francis Poulenc.

            Encerrou esta apresentação dos “Concertos da Juventude” a Suíte de Ballet n° 1, de Dmitri Shostakovich.

            Entre 1949 e 1952 o compositor Lev Atovmian produziu os arranjos para três suítes de ballet inspiradas em ballets e músicas para o cinema composta por Shostakovich. A Suíte n° 1, que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, incorpora trechos da “Suíte para Orquestra de Jazz”, de 1934, e do ballet “The limpid brook”, apresentado um ano mais tarde. Conduz a orquestra o Maestro Roberto Duarte.
 
  
   Amigos Ouvintes, estamos chegando ao final de mais uma edição do programa “Rádio OSB”. Lembrando que você também pode saber mais sobre as atividades da Fundação OSB através das redes sociais. A Orquestra conta com perfis no Facebook, Twiter e Youtube. Participe de nossas redes e confira vídeos e detalhes da Temporada. Acesse as redes pelo site da Orquestra Sinfônica Brasileira e compartilhe com os seus amigos.

   Os programas da “Rádio OSB” também podem ser acessados em nosso site oficial, www.osb.com.br.

   Para finalizar, queremos registrar a competência do nosso operador Tony Godoy. Somos gratos por sua atenção, esperando reencontrá-los na “Rádio OSB” no próximo domingo, aqui na MEC, a partir das 13 horas.

   Muito obrigado, e até lá.