quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Jornal Brasil on line

OSB Ópera & Repertório apresenta obras
austríacas com o violoncelista convidado
Friedrich Kleinhapl

APRESENTAÇÃO DA SÉRIE ‘REPERTÓRIO’, NO ESPAÇO TOM JOBIM, SERÁ REGIDA PELO MAESTRO JÉSUS FIGUEIREDO E TERÁ GULDA, HAYDN E O BRASILEIRO TACUCHIAN NO PROGRAMA

No próximo dia 19 de outubro, às 17h, a OSB Ópera & Repertório traz as influências clássicas austríacas para o palco do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Sob regência do maestro Jésus Figueiredo, maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a orquestra recebe na série “Repertório” o violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl, para apresentação de um programa com peças dos conterrâneos Friedrich Gulda, com o “Concerto para Violoncelo”; e Joseph Haydn, com “Sinfonia n°101 – O Relógio”. No repertório, ainda, aproximando Brasil e Áustria, está a peça “Núcleos”, do compositor e regente carioca, Ricardo Tacuchian.

Abrindo a apresentação, a OSB Ópera & Repertório toca “Núcleos”, de Tacuchian. Regente, compositor e doutor em composição pela University of Southern California, o músico é autor de cerca de 150 títulos que já foram apresentados em aproximadamente mil concertos ao vivo na Europa, Canadá, Estados Unidos e América Latina. “Núcleos” é uma obra composta na década de 1980, período no qual o compositor passa a valorizar com mais intensidade parâmetros de textura, densidade, timbre e dinâmica, procurando integrar impulso rítmico e expressão lírica. Temáticas urbanas e cosmopolitas passam a estar mais presentes no discurso musical de Tacuchian neste momento, sendo a peça “Núcleos” um exemplo de obra onde estas características estão mais presentes.

No solo de Kleinhapl está o “Concerto para Violoncelo”, de Friedrich Gulda. Pianista e compositor austríaco, Gulda se voltou para a música clássica com influências jazzísticas e apesar de muito famoso pelas suas interpretações de Mozart e Beethoven, ele também incorporava em seu repertório obras de Bach, Schubert, Chopin, Schumann, Debussy e Ravel. A partir da década de 1950, o compositor começou a se interessar pelo jazz, escrevendo diversas músicas e peças que combinava o estilo com a música clássica em seus concertos. Gulda escreveu o “Concerto para Violoncelo” em 1980 e, na época, a peça foi vista pela crítica como “envolvente e leve, na qual um violoncelista profissional precisa improvisar”.

Fechando a apresentação, o maestro Jésus Figueiredo comanda os músicos na obra de Joseph Haydn, “Sinfonia n° 101 – “O Relógio”. Compositor austríaco e um dos mais importantes do período clássico, Haydn é chamado de “Pai da Sinfonia” e “Pai do Quarteto de Cordas” por estabelecer as formas básicas que se tornou modelo e inspiração para as obras de Mozart e Beethoven, dos quais foi muito próximo. Composta entre 1793 e 1794, a “Sinfonia n°101” é fruto da parceria de Haydn com o violinista e empresário alemão Johann Peter Salomon, que fez ao compositor uma proposta irrecusável: a garantia de pelo menos £1200 para uma temporada em Londres, que incluiria uma ópera e seis sinfonias de Haydn. A primeira temporada produzida pela dupla foi um sucesso o que levou o compositor ao estrelato e a aceitar uma nova parceria com Salomon. Desta segunda parceria surgiram três novas sinfonias, de seis no total, sendo a última delas a de n° 101. o sucesso foi arrebatador, como eles esperavam e o jornal “Morning Chronicle” escreveu: “Como de costume, a parte mais deliciosa do programa foi uma nova e grande sinfonia de Haydn. O inesgotável, o maravilhoso, o sublime Haydn!”.


Sobre Friedrich Kleinhapl

O violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl tem se apresentado como solista e músico de câmara em muitas das principais capitais da música na Europa, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Venezuela e China, além de importantes festivais. Ele também desenvolveu projetos com artistas como Christa Ludwig e Gérard Caussé. O violoncelista já tocou com as maiores orquestras do mundo como a Orquestra Sinfônica de Munique, a Filarmônica da Slovênia, a Orquestra Sinfônica de Praga, a Orquestra de Câmara de Israel, entre outras.

Kleinhapl fez seu nome na música clássica com apresentações premiadas de trabalhos de diferentes compositores contemporâneos. Sua lista de interpretações inclui peças de Johannes Berauer, Christoph Cech, Peter Herbert e DirkD´Ase. Suas gravações têm recebido sucesso de público e crítica, como o álbum com peças de Schostakovich, de 2004, gravado em parceria com o pianista Andreas Woyke e que ganhou o prêmio Pasticcio. A gravação do álbum de sonatas com peças de Franck e Rachmaninoff, que Kleinhapl gravou também com Andreas, em 2007, ganhou o “Supersonic Award” de 2008; e a gravação de sonatas com peças de Beethoven foi agraciada com o “Excellentia Award 2009” bem como com o “Excellentia Award 2010”. Seus dois últimos CDs, ambos gravados em 2011, foram agraciados novamente com o “Supersonic Award 2011”.

Mais informações sobre o músico: http://www.kleinhapl.com/index.php?id=86&L=1

Sobre Jésus Figueiredo

Jésus Figueiredo é maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e trabalha atualmente, também, com a Orquestra Sinfônica na preparação de Óperas e Balés e organista. Na Argentina ganhou o prêmio de primeiro lugar em regência de Ópera na 4ª Edição do Concurso Nacional da Ópera de San Juan. Já esteve à frente da Orquestra de Câmara do Amazonas, Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, Orquestra da Universidade Nacional de Cuyos (Argentina), Orquestra da Ópera de San Juan (Argentina), Orquestra Sinfônica da UFRJ e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Como organista, em 2009, solou junto à Orquestra Sinfônica Brasileira no concerto de abertura da temporada, e Orquestra de Saint-Saens, concerto este que lhe rendeu uma bolsa de estudos em Órgão de Tubos na Universidade de Iowa (EUA). Como maestro de Coro de Ópera, recebeu o Prêmio Sharp (1999) e o Prêmio APCA de melhor CD de Música Erudita (1998) pela gravação em CD da ópera Colombo de Carlos Gomes, realizado pela UFRJ. E como Maestro Assistente do Coro do Theatro Municipal vem trabalhando em todas as montagens operísticas há vários anos em conjunto com maestros e cantores de renome no Brasil e no exterior. É atualmente o Maestro Titular do Coro Ópera Brasil que participa da temporada lírica da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, que somente neste ano já participou das óperas Orfeo de Gluck, La Fille du Régiment, de Donizetti, e Il Pirata, de Bellini.
Além das óperas, nos últimos anos, vem se dedicando à regência de balés com o Balé do Theatro Municipal, com a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia Brasileira de Balé.

Sobre a Fundação OSB

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira é uma entidade sem fins lucrativos, mantida por captação de recursos privados. Através dela são mantidos dois corpos artísticos – a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a OSB Ópera & Repertório – além de atividades de cunho educacional, orientadas para a formação de público ouvinte de música clássica. As atividades da Fundação OSB são viabilizadas pelo apoio da Vale, da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de um conjunto de investidores.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório (OSB O&R) é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE REPERTÓRIO
Sábado, 19 de outubro, às 17h, no Espaço Tom Jobim
Jésus Figueiredo – Regente
Friedrich Kleinhapl - Violoncelo
Programa:
Tacuchian - Núcleos
Gulda – Concerto para Violoncelo
Intervalo
Haydn – Sinfonia n°101 – “O Relógio”
Serviço:
Espaço Tom Jobim - Rua Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico
Informações: (21) 2274-7012
Classificação: Livre
Preços: R$ 60 (Plateia), R$ 40 (Balcão)
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos. E de 30% mediante apresentação do cartão pré-pago do Metrô Rio (somente na bilheteria)
Capacidade: 400 (plateia); 100 (balcão)
Vendas na Ingresso.com e Bilheteria do Espaço Tom Jobim (funcionamento, de segunda à sexta-feira, das 14h às 18h; sábado e domingo, das 14h até a hora do espetáculo)
Programação sujeita à alteração.
Estacionamento pago.

Mudança no estacionamento: desde o dia 1º de setembro de 2013, o estacionamento do Jardim Botânico do Rio de Janeiro passou a ser cobrado também após às 17h. O guichê funcionará até as 22h e o pagamento deverá ser feito antecipadamente na bilheteria.
Série Repertório

Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken.
Mais informações pelo site: www.osb.com.br