domingo, 27 de outubro de 2013

Jornal Brasil

OSB Ópera & Repertório traz óperas de
Bernstein e Wolf-Ferrari para o Municipal


27/10/2013 Domingo, Dia 27 de Outubro de 2013 as 10
APRESENTAÇÃO REGIDA PELO MAESTRO ABEL ROCHA E INTERPRETADA POR MIRNA RUBIM E IGOR VIEIRA TRAZ OPERA ‘SEGREDO DE SUSANA’, DE WOLF-FERRARI, QUE NÃO ERA APRESENTADA NO PAÍS HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO




A terceira apresentação da OSB Ópera & Repertório pela série Ágata traz no dia 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro as óperas “Trouble in Tahiti”, do americano Leonard Bernstein, e “Segredo de Susana”, do italiano Ermano Wolf-Ferrari. Regidas pelo maestro Abel Rocha, um dos maiores especialistas em regências de ópera no país, e interpretadas pela Soprano Mirna Rubim (Dinah/Susana) e pelo Barítono Igor Vieira (Sam/Conde Gil), as obras trazem uma semelhança entre si ao retratarem indiretamente a condição reprimida da mulher, tanto na função doméstica como comportamental, em dois momentos: no início dos anos 1900 e 1950.

“Trouble in Tahiti” é uma ópera com um ato e sete cenas determinada a criticar o materialismo do pós-guerra americano e a veneração pelo consumismo, tendo como foco o conflito doméstico familiar do casal Dinah, uma frustrada dona de casa, e Sam, um homem de negócios. A obra começa com um coro de três atores cantando o que seria a vida ideal de uma família de classe média americana nos anos 1950, inspirado nos comerciais de rádio da época. Em seguida, para desmistificar este cenário, Sam e Dinah aparecem discutindo no café da manhã sobre seu filho Junior e a história se desenvolve durante a rotina de um dia destes dois personagens. Bernstein estava em sua lua-de-mel quando começou a compor esta ópera, em 1951. A primeira apresentação de “Trouble in Tahiti” aconteceu na Universidade Brandeis, em Waltham, Massachusetts, em 1952, e sua estreia nos grandes palcos da Broadway se deu em 1955, com Alice Ghostley no papel de Dinah e John Tyers como Sam.

Já em “Segredo de Susana”, a história do início dos anos 1900 traz o personagem Conde Gil desconfiado que sua mulher, a Condessa Susana, o está traindo, após tê-la visto caminhando na rua sozinha, comportamento proibido por ele depois que se casaram. A desconfiança de um caso extra-conjugal ganha força quando Conde Gil passa a sentir cheiro de tabaco em suas roupas. Na realidade os segredos reprimidos do casal eram os mesmos: o gosto pelo fumo. “Segredo de Susana” estreou em 1909, na Alemanha, em Munique e foi apresentada no Brasil três vezes entre os anos de 1955 e 1959.

Sobre o maestro Abel Rocha

Abel Rocha foi diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal nos anos de 2011 e 2012. Foi responsável pela regência e direção musical de montagens brasileiras de óperas de Schönberg, Debussy, Händel, Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Bizet e Puccini. Realizou as estreias mundiais de títulos brasileiros como Anjo negro, de João Guilherme Ripper, Brasil outros 500, de Toquinho e Millôr Fernandes, e A tempestade, de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de Ópera. Em sua atividade como regente orquestral, nos últimos anos, Abel Rocha conduziu diversos programas sinfônicos, à frente das mais importantes orquestras brasileiras, tais como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica de Porto Alegre, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília), Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), entre outras. Em 2010, estreou como regente convidado frente à Orquestra Sinfônica do SODRE, de Montevidéu. Formado pela Unesp, Abel Rocha realizou especialização em regência de ópera na Robert-Schumann Musikhochschule de Düsseldorf, Alemanha, tendo posteriormente obtido seu doutorado pela Unicamp a partir da pesquisa sobre a interpretação moderna da ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi. Durante seus anos de formação foi orientado por Hans Kast, Roberto Schnorrenberg e Eleazar de Carvalho.

Sobre Mirna Rubim

Mirna Rubim é doutora em Voice Performance pela Universidade de Michigan (2004) e Professora Adjunta de Canto na UNIRIO desde 1996. Dentre as celebridades que foram ou ainda são seus alunos destacam-se Miguel Falabella, Marília Pera, Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Murilo Rosa. Tem se dedicado à pedagogia aplicada ao mercado de ópera e musicais e recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior, incluindo o primeiro lugar no II Concurso Nacional de Canto em Brasília, em 1994, e foi finalista do Concurso da Associação Verismo de Ópera no Carnegie Hall, em janeiro de 2004.

Nos EUA deu continuidade a seus estudos de canto com Martha Sheil e Marvin Keenze e trabalhou repertório com os renomados professores Martin Katz, Nico Castel, Dalton Baldwin, J.J. Penna e Ricardo Ballestero, recebendo também, em 2003, orientação da famosa soprano americana Grace Bumbry. Dos vários papéis de sua carreira destacam-se Micaëla (Carmen) de Bizet; Liù (Turandot), Angelica (Suor Angelica), Fidelia (Edgar), e Anna (Le Villi), de Puccini; Donna Elvira (Don Giovanni), Pamina (Die Zauberflöte), Contessa (Le Nozze di Figaro) de Mozart e Magda Sorel (The Consul) de Menotti.
Dentre suas performances relevantes estão a abertura oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven; solista na Oitava Sinfonia de Mahler com a Orquestra Petrobras Sinfônica; e no Projeto Aquarius, na Praia de Copacabana, com público de aproximadamente 20 mil pessoas. Em 2007 gravou o CD/DVD bilíngüe A Floresta do Amazonas de Villa-Lobos sob a regência do maestro Isaac Karabitchevsky com a Orquestra Petrobras Sinfônica.

Sobre Igor Vieira

Brasileiro do Rio de Janeiro, Igor Vieira estreou profissionalmente aos 17 anos de idade em uma montagem de Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde então já se apresentou em 64 papéis com diferentes companhias ao redor do mundo, como a San Francisco Opera, Opera du Villecroze (França), Lyric Opera of Kansas City, Center City Opera, Teatro Barakaldo (Espanha), West Bay Opera, Berkeley Opera, San Francisco Lyric Opera, Fremont Opera, Rimrock Opera, entre outras. Na San Francisco Opera, uma das companhias de ópera mais importantes do mundo, Igor fez seu primeiro papel em 2010, interpretando Happy (La Fanciulla del West/Puccini), tendo sido o primeiro barítono brasileiro a cantar com esta companhia.

O barítono foi finalista mundial no V Concurso de Canto Luciano Pavarotti na Filadélfia e recebeu o Prêmio Margareth Tudor por dois anos consecutivos. É Mestre em performance vocal pela University of Missouri-Kansas City, nos EUA.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE ÁGATA
Trouble in Tahiti – Leonard Bernstein
Segredo de Susana – Ermano Wolf-Ferrari
Quinta-feira, 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio
Abel Rocha - regente
Mirna Rubin - Dinah/Susana - soprano
Igor Vieira – Sam/Conde Gil – barítono
CORO
Lara Cavalcanti – Soprano
Geilson Santos – Tenor
Vinícius Atique – Barítono

Serviço:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Marechal Floriano s/nº, Centro
Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h.
Bilheteria: 2332‐9005 / 2332‐9191
Classificação: Livre
Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)
Capacidade: 2237 lugares; 456 (plateia); 344 (balcão nobre); 406 (balcão superior); 94
(balcão lateral); 624 (galeria); 100 (galeria lateral); 132 (frisas); 69 (camarotes)
Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do
Theatro na Avenida Rio Branco.
Há serviço de valet gratuito
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e
menores de 21 anos.
Programação sujeita à alteração.

Série Ágata
Patrocínio: BG Brasil
Apoio Cultural: Compactor e Credit Suisse
Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e
Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken
Mais informações pelo site: www.osb.com.br
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