sábado, 12 de janeiro de 2013

reportage vidéo
Classiquenews - FRANCE
OSB Opera & Repertorio 
Marcos Portugal :  L'Oro non compra amore



Bruno Procopio, direction 
Opéra de Rio (Theatro Municipal, le 10 décembre 2012)

recréation de L'Oro non compra amore de Marcos Portugal (1804)
à l'Opéra de Rio par le chef Bruno Procopio
 
Pour les 250 ans de sa naissance, l'Orchestre Symphonique du Brésil (Orquesta Sinfonica Brasileira) célèbre le génie du compositeur portugais, Marcos Portugal (1762-1830). Le jeune chef français d'origine brésilienne Bruno Procopio dirige les musiciens dans une partition créée d'abord à Lisbonne en 1804 puis reprise en 1811 à Rio : L'oro non compra amore.

L'Opéra de Rio accueille cette recréation majeure qui conclut la saison musicale de l'Orchestre Symphonique du Brésil. Présentée en version de concert le 10 décembre 2012,  l'ouvrage jalonne un champ d'expérimentation qui permet aux instrumentistes d'élargir leur répertoire tout en ressuscitant des œuvres méconnues.

Musicien officiel de la Cour, Marcos Portugal ne fait pas qu'introduire l'éclat et la vitalité de l'opéra italien dans le Nouveau Monde : il sait synthétiser le meilleur du genre comique à son époque, préfigurant en grande partie ce que Rossini puis Donizetti réaliseront après lui.

Spécialiste de la rhétorique baroque, Bruno Procopio propose aux musiciens de l'Orchestre, une expérience nouvelle: jouer une œuvre oubliée, pourtant liée à l'histoire de l'Opéra à Rio, en veillant particulièrement au jeu et au style spécifique à un ouvrage romantique du début du XIXème siècle. 
Lire notre compte rendu de la recréation de L'Oro non compra amore de Marcos Portugal à l'Opéra de Rio par l'Orquesta sinfonica Brasileira et Bruno Procopio (direction), le 10 décembre 2012
 
agenda
 
Le 10 décembre 2013, Bruno Procopio dirige à l'Opéra de Rio, l'Orchestre symphonique du Brésil, dans la recréation de l'opéra de Marcos Portugal, L'Oro non compra amore de 1804: la vitalité et le raffinement de la partition ainsi dévoilée place Portugal comme le prédécesseur direct de... Rossini. 
 
cd
 
En 2013, Bruno Procopio fait paraître chez Paraty, son nouvel album "Outremers" composé de la Missa Grande de Marcos Portugal, partition sacrée qui fut la plus jouée au Brésil au début du XIXème siècle, et de Quetzal , pièce chorale, de la compositrice contemporaine Caroline Marçot. Parution en février 2013.
 
Puis en mars 2013, Bruno Procopio publie également chez Paraty, Pièces de clavecin en concerts, sommet instrumental de Jean-Philippe Rameau dans le genre de la musique de chambre. Après l'élégantissime Couperin, Rameau renouvelle la conversation musicale entre instruments et écrit plusieurs pièces virtuoses et poétiques où le clavecin est plus qu'accompagnateur, l'instrument partage avec ses autres partenaires (flûte, viole de gambe, violon) la partie de soliste. Les Pièces de clavecin en concert constituent le sommet de la musique concertante française au XVIIIème siècle. Une nouvelle réalisation qui place Bruno Procopio comme l'un des interprètes de Rameau les plus doués de sa génération et les plus engagés également car le disque préfigure l'année Rameau 2014 (250ème anniversaire de la mort).
 
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Revista CONCERTO - Retrospectiva 2012



 Luiz Paulo Horta

"A vida musical do Rio de Janeiro atravessa um período que, se não é de crise total, pelo menos deixa muito a desejar. Não pode ser considerado normal, por exemplo, o Teatro Municipal vá encerrar sua temporada 2012 tendo feito apenas uma ópera completa  - Rigoletto. Razões são apresentadas para isso, como contenção de despesas ou o desabamento que aconteceu no início do ano nas vizinhanças do teatro. Mas, se houvesse vontade, as coisas poderiam ter tomado outro aspecto. Por conta do desabamento, a casa custou a entrar em funcionmento o que deixou nossa vida musical com poucas opções, já que a Sala Cecília Meireles segue fechada para obras. Ocorreu então uma busca aflita por opções que se mostraram, todas insuficientes - Vivo Rio, Espaço Tom Jobim, Teatro da UERJ. Tudo isso aumentou a expectativa da inauguração da Cidade das Artes.

 "Um derivativo interessante foi a
 série OSB Ópera & Repertório,
que apresentou óperas em versão concerto.
 Isso ajudou a amenizar um pouco
a anemia da temporada de ópera, e mostrou,
 por exemplo, Eliane Coelho soberana em
 Ariadne em Naxos."

Finalmente reaberto, o Municipal funcionou basicamente como uma casa de aluguel; e, neste sentido, houve bons programas, presença ilustres como a de Lang Lang, Itzhak Perlman, András Schiff, Maxim Vengerov e Renée Fleming, Semyon Bychkov regeu a Orquestra Sinfônica Brasileira numa versão extraordinária da Sinfonia Inacabada de Schubert. Mas nossa principal orquestra ainda mostrou resquícios da crise terrível de 2011. Um derivativo interessante foi a série OSB Ópera & Repertório, que apresentou óperas em versão concerto. Isso ajudou a amenizar um pouco a anemia da temporada de ópera, e mostrou, por exemplo, Eliane Coelho soberana em Ariadne em Naxos. Em termos de solistas, também tivemos Nelson Freire em recital solo e Arnaldo Cohen, que comemorava 40 anos de carreira, em duas cintilantes aparições com a OSB e com a Petrobras Sinfônica."

Luiz Paulo Horta, jornalista e crítico musical

Revista CONCERTO - Editorial

 
"...No Rio de Janeiro, segue lenta a reforma da Sala Cecília Meireles, que deverá ser aberta no segundo semestre deste ano. Diferentemente da comodidade e do imobilismo que reinaram no Teatro Municipal da cidade (é de se lamentar a situação a que se relegou o principal palco lírico do país!), porém, a Sala Cecília Meireles seguiu ativa com uma boa programação em espaços alternativos. Também tiveram continuidade as temporadas da Petrobras Sinfônica e da OSB, esta dando um novo impulso à oferta musical e lírica com seu grupo OSB Ópera e Repertório. E aguarda-se com curiosidade o que será feito da Cidade das Artes."

"Também tiveram continuidade as temporadas da
Petrobras Sinfônica e da OSB,
esta dando um novo impulso à oferta musical e lírica
com seu grupo OSB Ópera e Repertório"

Essa é a minha opinião. E muitas outras você poderá ler nas próximas páginas, dentro da grande Retrospectiva 2012 da Revista CONCERTO. Mais de 40 profissionais entre músicos, críticos e promotores rememoram os acontecimentos de 2012, refletem sobre a situação cultural e apontam as perspectivas para o novo ano, em um multifacetado painel de nossa realidade musical.
Esperamos que a Retrospectiva 2012, além de chamar à lembrança os emocionantes momentos musicais do ano que passou, também contribua para uma troca de experiência entre os profissionais do meio e, consequentemente, para o amadurecimento de nossas instituições culturais.

Nelson Rubens Kunze, editor da Revista CONCERTO

Revista CONCERTO


OSB anuncia cinco séries de
concertos de suas duas orquestras

Orquestra Sinfônica Brasileira e OSB Ópera & Repertório terão cinco séries de assinaturas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro; OSB segue com série na Sala São Paulo

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fundação OSB) terá cinco séries de assinaturas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro neste ano: três da Orquestra Sinfônica Brasileira (Ametista, Turmalina e Topázio) e duas da OSB Ópera & Repertório (Ônix e Ágata). A Orquestra Sinfônica Brasileira também continua com a série Safira, na Sala São Paulo, totalizando 24 concertos na nova temporada.
     A Orquestra paralela OSB Ópera & Repertório (OSB O&R) foi formada em 2011 como solução da crise que se instalara na fundação por conta de um projeto de renovação proposto pela direção artística. Naquela ocasião, o maestro Roberto Minczuc, que promovia o novo projeto, acabou destituido da direção artística da Fundação OSB - Minczuk segue regente titular da OSB.

     Atualmente, a Orquestra Sinfônica Brasileira é composta por 71 músicos e a OSB O&R, que não trabalha com Roberto Minczuk, por 36. A programação da OSB está sendo elaborada pelo diretor artístico Pablo Castellar junto com o maestro Roberto Minczuk e com a comissão artística. Na OSB O&R, Pablo Castellar continua à frente da elaboração da temporada de câmara e de óperas. A partir deste ano, Castellar passará a contar com o apoio do diretor cênico André Heller Lopes, novo coordenador de elenco das óperas da OSB Ópera & Repertório.
     As vendas de assinaturas começam no dia 5 de fevereiro. Outras duas apresentações especiais da Orquestra Sinfônica Brasileira já estão confirmadas: na abertura oficial da Cidade das Artes e no Rock in Rio 2013.