domingo, 14 de abril de 2013

Comissão de Músicos OSB O&R

  ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA    
  CONVOCAÇÃO


Convoco os músicos da Orquestra “OSB Ópera & Repertório”, para participar da  Assembleia Geral Extraordinária  agendada para a próxima 2.a feira, 15/04/2013, às 10 horas, que será realizada no Sindicato de Músicos. Estão sendo convocados os músicos que foram reintegrados em 02/09/2011, além daqueles que a partir dessa data optaram por participar do novo corpo orquestral da FOSB, desfrutando da prerrogativa constante do texto da “Cláusula Quinta” do “Acordo coletivo de trabalho” firmado entre o Sindicato de Músicos e a FOSB, com a intermediação do Ministério do Trabalho.
                                 Pauta da AGE :

1)      Discussão dos assuntos inerentes à renovação do “Acordo coletivo de trabalho” , cuja vigência expira em 31.08.2013.
   
                                Ernesto Ribeiro Gonçalves
                                Presidente da Comissão de Músicos da “OSB Ópera & Repertório“ 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

MOVIMENTO.COM - Fabiano Gonçalves

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Escrito por Fabiano Gonçalves em 10 abr 2013 nas áreas Crítica
OSB Ópera & Repertório homenageia compositor britânico em seu centenário de nascimento.


"A Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório exerceu com garbo seu papel, executando com excelência a difícil e atmosférica música de Britten."


Logo no nascimento do gênero, consta que, em 1683, John Blow compôs Vênus e Adonis, considerada a primeira ópera escrita em língua inglesa. Mas foi verdadeiramente Henry Purcell o responsável por fincar a bandeira inglesa no ainda pouco explorado território operístico. Sua Dido e Enéas, baseada em Eneida, de Virgílio, estreou em Londres em 1689 e narra a história da rainha de Cartago e seu amor pelo invasor príncipe troiano. Excetuando-se as composições escritas por Georg Friederich Händel, alemão naturalizado inglês, o gênero operístico nas terras da Rainha naufragou ali mesmo no século 17, tendo ficado centenas de anos sem expressividade.

Até que, em meados do século 20, um compositor trouxe a Inglaterra novamente para a seara da ópera. Edward Benjamin Britten (1913-1976), compositor de cores bastante individuais, atraiu atenções em 1945, com a estreia de Peter Grimes, ópera baseada na coleção de poemas The Borough, de George Crabbe. Em 1951, com base na novela de Herman Melville, Britten compôs outra importante obra: Billy Budd. Três anos depois, a inspiração foi Henry James e seu romance A Volta do Parafuso, gerando ópera homônima. Até que, em 1960, Britten foi à fonte da língua inglesa: William Shakespeare e sua peça Sonho de uma Noite de Verão. A ópera, em três atos, com música de Britten e libreto de seu companheiro Peter Pears, trouxe uma marca indelével à peça do bardo. E foi exatamente essa notável ópera a escolhida pela Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório para o concerto em homenagem ao centenário de nascimento do compositor inglês.

Reino mágico

As cortinas do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na noite de 5 de abril, não pareciam feitas do tradicional veludo vermelho, mas, antes, assemelhavam cosidas com levíssima musselina que, suavemente, separava plateia do território encantado de fadas, duendes e elfos que habitam o bosque no qual a ópera se passa e que pululam entre as notas enfeitiçadas do compositor.
Sob a elegante regência de Roberto Tibiriçá, a cena foi aberta com hipnóticos glissandi dos contrabaixos da OSB O&R, já criando o clima etéreo da arrojada composição, cuja harmonia exala perfumes muito exóticos e particulares. Seguiu-se uma encantadora participação do Coro de Crianças da OSB, preparado pelo maestro Júlio Moretzsohn – eram as fadas (entre elas, Teia de Aranha, Flor de Ervilha, Mariposa e Semente de Mostarda) que anunciavam a chegada da Rainha Titânia e do Rei Oberon ao bosque de Atenas. O casal, enfurecido, discutia; o rei, então, ordena a seu duende Puck que prepare uma vingança. A partir daí, entrecruzam-se histórias de fadas, amantes e rústicos artesãos.

Gabriella Pace (Titânia) e Luísa Francesconi (Oberon, personagem originalmente escrito para contratenor) defendem com galhardia suas participações. A soprano Pace alcança, com leveza, as notas agudas da partitura, enquanto a mezzo Francesconi incorpora convincentemente o arrogante rei – de maneira geral, mesmo tratando-se de uma cortina lírica na qual os cantores não interpretavam os papéis, os artistas imbuíam-se de intenções cênicas, o que já trazia grande e positiva diferença para o desempenho. Bravos especiais para o violoncelista David Chew, que executou, com a desenvoltura de um ator profissional, as falas de Puck, papel apenas recitado.

Os rústicos também amam

O imbróglio dos jovens amantes da corte de Teseu – Lisandro, Demétrio, Hérmia e Helena – torna-se ainda mais rocambolesco com as boas performances, respectivamente, do tenor Eric Herrero, do barítono Guilherme Rosa, da mezzo Carolina Faria e da soprano Flávia Fernandes. Destacam-se, particularmente, a brilhante tessitura de Rosa e a beleza do timbre de Faria (esta, ainda, com divertida mise-en-scène).

O grande acerto do casting do recital – mérito de André Heller-Lopes, coordenador de elenco da orquestra – estava principalmente na escolha dos intérpretes que deram vida (e quanta vida!) à trupe de rústicos artesãos que buscavam montar uma peça para o casamento de Teseu. À frente, o barítono Leonardo Neiva como o tecelão Bottom. Dono de voz de belo timbre e emissão impecável, Neiva ainda brindou o público com uma atuação inspirada. Nos momentos em que seu Bottom estava enfeitiçado por Puck com uma cabeça de burro, o cantor lançou mão de ótimos artifícios vocais para remeter aos relinchos do quadrúpede.

Completando o grupo estava o atrapalhado quinteto composto pelos baixos Murilo Neves (o carpinteiro Quince) e Patrick Oliveira (Snug, o marceneiro), o barítono Vinicius Atique (o alfaiate Starveling), e os tenores Thiago Soares (Snout, um funileiro) e Marcos Paulo (o fabricante de foles Flute e a noiva Tisbe). Poucas vezes o sisudo Theatro Municipal viu gargalhadas tão sonoras como quando Marcos Paulo entra em cena como a jovem donzela Tisbe. De peruca loira, xale pink e uma hilariante expressão corporal, o tenor roubou as cenas em que participou – e notem que estavam no palco os ótimos Neiva como o noivo Príamo, personagem interpretado por Bottom, e Soares como o Muro que separa os amantes e contém um singelo buraco. O elenco completava-se com as participações, na cena final, da contralto Lídia Schaeffer (Hipólita, rainha das amazonas) e do baixo-barítono Márcio Marangon (o herói Teseu).

A Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório exerceu com garbo seu papel, executando com excelência a difícil e atmosférica música de Britten. Ressalvas aos pequenos deslizes dos metais e loas à perfeição do naipe de percussões, bastante exigido na partitura. De modo geral, o grupo e o maestro Tibiriçá imprimiram a devida sofisticação à obra, por exemplo no lírico e encantado final da dança bergamasca, na qual os personagens celebram a volta do amor. Partitura de qualidade ímpar, grupo orquestral acima da média e intérpretes brilhantes no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro eram uma alegre realidade – e não um sonho.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Movimento.com - Leonardo Marques

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NO OUTONO CARIOCA, SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO ABRE O ANO DA OSB O&R  

Escrito por Leonardo Marques em 8 abr 2013 nas áreas Crítica
Versão em concerto de ópera de Britten tem rendimento equilibrado.

Nesta sexta-feira, 05 de abril, a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório deu partida à sua temporada 2013 de óperas em forma de concerto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  Antes, porém, de entrar no mérito da apresentação, é necessário ressaltar que a importância da OSB O&R foi reconhecida pela direção da FOSB, que para este ano programou duas séries de assinaturas com a participação do conjunto, sempre apresentando títulos líricos que dificilmente seriam encenados pelas casas de ópera brasileiras.

Em 2012, com a temporada lírica paupérrima do Municipal, a orquestra teve grande destaque ao manter viva a chama da ópera no Rio de janeiro.  E, é claro, esta atitude da FOSB de incluir o conjunto não só em uma, mas logo em duas séries de assinaturas (Ônix e Ágata), valoriza-o ainda mais perante o público, a crítica especializada e a própria FOSB, que parece livrar de vez sua imagem dos acontecimentos traumáticos de 2011.

Depois da saída de Fernando Bicudo, a FOSB contratou o diretor André Heller-Lopes para exercer a função de Coordenador de Elenco – o que, acredito, significa que ele colabora com seus conhecimentos para a montagem dos elencos de cada ópera.  Espera-se, portanto, que, ao contrário dos temores iniciais, a OSB O&R tenha vindo mesmo para ficar.

E foi neste clima positivo que a orquestra apresentou o primeiro concerto da Série Ônix, com A Midsummer Night’s Dream (Sonho de uma Noite de Verão), ópera em três atos de Benjamin Britten, sobre libreto do próprio compositor e de seu companheiro Peter Pears, com base na célebre peça teatral homônima de William Shakespeare.

Três grupos de personagens (as criaturas mágicas, os amantes, e os rústicos) se apresentam ao longo da trama.  Oberon, o rei das fadas, está enfezado com sua esposa, Tytania, porque ela não quer lhe realizar um desejo, e resolve pregar-lhe uma peça com a ajuda do duende Puck.  Utilizando-se de uma erva mágica, faz com que ela se apaixone por Bottom, um dos rústicos que ensaiam uma peça de teatro que será apresentada nas bodas de Theseus, Duque de Atenas, e Hippolyta, Rainha das Amazonas.  Bottom teve sua cabeça transformada na de um burro pelas artes de Puck.  Em meio a tudo isso, temos os encontros e desencontros entre os amantes Lysander e Hermia e Demetrius e Helena.  No fim, tudo se acerta, e durante as bodas a peça de teatro é apresentada.  Tal peça é entendida geralmente como uma grande paródia à ópera italiana, beirando o burlesco.

A OSB O&R, sob a regência de Roberto Tibiriçá, enfrentou bem a difícil partitura de Britten, ainda que com alguma oscilação nos metais em determinados momentos.  Destaque para as cordas e destaque especial para o violoncelista inglês David Chew, há décadas radicado no Brasil, que recitou maravilhosamente as falas do duende Puck (personagem que não canta), com a habilidade e a entonação de um ator experiente.  Não sei de quem foi a ideia de pôr Chew para recitar as passagens de Puck, mas foi uma excelente ideia e uma justa homenagem ao grande músico.

O Coro de Crianças da OSB, preparado por Júlio Moretzsohn, teve excelente atuação em todas as suas intervenções.  Já entre os solistas, houve grande equilíbrio e todos deram conta de suas partes com competência.  Alguns se destacaram um pouco mais, como é comum em qualquer apresentação.
O baixo-barítono Márcio Marangon e a contralto Lídia Schaeffer estiveram bem na sua única cena como Theseus e Hippolyta.  O baixo Patrick Oliveira (Snug/Leão), o barítono Vinícius Atique (Starveling/Clarão da Lua) e o tenor Thiago Soares (Snout/Parede) deram boa conta de suas partes.

O tenor Marcos Paulo (Flute/Tisbe) teve desempenho vocal razoável e roubou a cena como Tisbe durante a peça apresentada pelos rústicos.  Além da paródia à ópera italiana, observa-se aqui outra brincadeira referente ao fato de, na época de Shakespeare, mulheres não serem admitidas no palco, de forma que os homens tinham que interpretar também as personagens femininas.

Completando o grupo dos rústicos, o baixo Murilo Neves esteve muito bem como Quince/Prólogo, enquanto o barítono Leonardo Neiva teve uma das grandes atuações da noite.  Na pele de Bottom, o solista esteve precisamente cômico, além de vocalmente seguro, como sempre apresentando excelente projeção e domínio do palco.

No grupo dos amantes, o tenor Eric Herrero esteve bem como Lysander, assim como muito bem estiveram a soprano Flávia Fernandes (Helena) e a mezzosoprano Carolina Faria (Hermia).  Esta teve um ótimo momento na grande cena da briga, no segundo ato, demonstrando grande desenvoltura cênica.  O principal destaque deste grupo foi o Demetrius do barítono Guilherme Rosa, com uma voz muito bem projetada.

A mezzo Luísa Francesconi esteve bem como Oberon, personagem originalmente escrito para a voz de contratenor, enquanto a segunda grande atuação da noite foi da soprano Gabriella Pace.  Sua Tytania, interpretada com voz doce e segura, chamou a atenção, especialmente na ária Come, now a roundel, no final do primeiro ato, e no lindo trio do final da ópera, Now, until the break of day, momentos em que a soprano demonstrou estar em plena forma vocal.

Como se pode verificar, foi um bom começo de temporada.  O segundo concerto da Série Ônix, a 14 de junho, oferecerá a ópera A Voz Humana, de Poulenc, e a cantata lírica A Morte de Cleópatra, de Berlioz, com a ótima mezzosoprano lituana Liora Grodnikaite.  Antes disso, a OSB O&R abre sua Série Ágata, em 16 de maio, com a ópera O Rapto do Serralho, de Mozart, com, dentre outros, o excelente baixo americano Gregory Reinhart.

O GLOBO - Obituário

terça-feira, 2 de abril de 2013

O GLOBO - Luiz Paulo Horta


Agenda Viva Música! Edição abril 2013

A capa da Agenda VivaMúsica! de abril destaca as óperas apresentadas na cidade.
 Em tributo aos duzentos anos de nascimento do compositor italiano Giuseppe Verdi, o Theatro Municipal apresenta 
montagem de “Aída”, sob direção cênica de Iacov Hillel e direção musical de Isaac Karabtchevsky.

A OSB Ópera & Repertório celebra o centenário de nascimento do compositor inglês Benjamin Britten, trazendo “Sonho de uma noite de verão” em forma de concerto.