domingo, 27 de outubro de 2013

Jornal Brasil

OSB Ópera & Repertório traz óperas de
Bernstein e Wolf-Ferrari para o Municipal


27/10/2013 Domingo, Dia 27 de Outubro de 2013 as 10
APRESENTAÇÃO REGIDA PELO MAESTRO ABEL ROCHA E INTERPRETADA POR MIRNA RUBIM E IGOR VIEIRA TRAZ OPERA ‘SEGREDO DE SUSANA’, DE WOLF-FERRARI, QUE NÃO ERA APRESENTADA NO PAÍS HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO




A terceira apresentação da OSB Ópera & Repertório pela série Ágata traz no dia 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro as óperas “Trouble in Tahiti”, do americano Leonard Bernstein, e “Segredo de Susana”, do italiano Ermano Wolf-Ferrari. Regidas pelo maestro Abel Rocha, um dos maiores especialistas em regências de ópera no país, e interpretadas pela Soprano Mirna Rubim (Dinah/Susana) e pelo Barítono Igor Vieira (Sam/Conde Gil), as obras trazem uma semelhança entre si ao retratarem indiretamente a condição reprimida da mulher, tanto na função doméstica como comportamental, em dois momentos: no início dos anos 1900 e 1950.

“Trouble in Tahiti” é uma ópera com um ato e sete cenas determinada a criticar o materialismo do pós-guerra americano e a veneração pelo consumismo, tendo como foco o conflito doméstico familiar do casal Dinah, uma frustrada dona de casa, e Sam, um homem de negócios. A obra começa com um coro de três atores cantando o que seria a vida ideal de uma família de classe média americana nos anos 1950, inspirado nos comerciais de rádio da época. Em seguida, para desmistificar este cenário, Sam e Dinah aparecem discutindo no café da manhã sobre seu filho Junior e a história se desenvolve durante a rotina de um dia destes dois personagens. Bernstein estava em sua lua-de-mel quando começou a compor esta ópera, em 1951. A primeira apresentação de “Trouble in Tahiti” aconteceu na Universidade Brandeis, em Waltham, Massachusetts, em 1952, e sua estreia nos grandes palcos da Broadway se deu em 1955, com Alice Ghostley no papel de Dinah e John Tyers como Sam.

Já em “Segredo de Susana”, a história do início dos anos 1900 traz o personagem Conde Gil desconfiado que sua mulher, a Condessa Susana, o está traindo, após tê-la visto caminhando na rua sozinha, comportamento proibido por ele depois que se casaram. A desconfiança de um caso extra-conjugal ganha força quando Conde Gil passa a sentir cheiro de tabaco em suas roupas. Na realidade os segredos reprimidos do casal eram os mesmos: o gosto pelo fumo. “Segredo de Susana” estreou em 1909, na Alemanha, em Munique e foi apresentada no Brasil três vezes entre os anos de 1955 e 1959.

Sobre o maestro Abel Rocha

Abel Rocha foi diretor artístico do Teatro Municipal de São Paulo e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal nos anos de 2011 e 2012. Foi responsável pela regência e direção musical de montagens brasileiras de óperas de Schönberg, Debussy, Händel, Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Bizet e Puccini. Realizou as estreias mundiais de títulos brasileiros como Anjo negro, de João Guilherme Ripper, Brasil outros 500, de Toquinho e Millôr Fernandes, e A tempestade, de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de Ópera. Em sua atividade como regente orquestral, nos últimos anos, Abel Rocha conduziu diversos programas sinfônicos, à frente das mais importantes orquestras brasileiras, tais como a Sinfônica Brasileira (OSB), Sinfônica de Porto Alegre, Filarmônica de Minas Gerais, Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (Brasília), Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), entre outras. Em 2010, estreou como regente convidado frente à Orquestra Sinfônica do SODRE, de Montevidéu. Formado pela Unesp, Abel Rocha realizou especialização em regência de ópera na Robert-Schumann Musikhochschule de Düsseldorf, Alemanha, tendo posteriormente obtido seu doutorado pela Unicamp a partir da pesquisa sobre a interpretação moderna da ópera L’Orfeo, de Claudio Monteverdi. Durante seus anos de formação foi orientado por Hans Kast, Roberto Schnorrenberg e Eleazar de Carvalho.

Sobre Mirna Rubim

Mirna Rubim é doutora em Voice Performance pela Universidade de Michigan (2004) e Professora Adjunta de Canto na UNIRIO desde 1996. Dentre as celebridades que foram ou ainda são seus alunos destacam-se Miguel Falabella, Marília Pera, Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Murilo Rosa. Tem se dedicado à pedagogia aplicada ao mercado de ópera e musicais e recebeu vários prêmios no Brasil e no exterior, incluindo o primeiro lugar no II Concurso Nacional de Canto em Brasília, em 1994, e foi finalista do Concurso da Associação Verismo de Ópera no Carnegie Hall, em janeiro de 2004.

Nos EUA deu continuidade a seus estudos de canto com Martha Sheil e Marvin Keenze e trabalhou repertório com os renomados professores Martin Katz, Nico Castel, Dalton Baldwin, J.J. Penna e Ricardo Ballestero, recebendo também, em 2003, orientação da famosa soprano americana Grace Bumbry. Dos vários papéis de sua carreira destacam-se Micaëla (Carmen) de Bizet; Liù (Turandot), Angelica (Suor Angelica), Fidelia (Edgar), e Anna (Le Villi), de Puccini; Donna Elvira (Don Giovanni), Pamina (Die Zauberflöte), Contessa (Le Nozze di Figaro) de Mozart e Magda Sorel (The Consul) de Menotti.
Dentre suas performances relevantes estão a abertura oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro com Cristo no Monte das Oliveiras de Beethoven; solista na Oitava Sinfonia de Mahler com a Orquestra Petrobras Sinfônica; e no Projeto Aquarius, na Praia de Copacabana, com público de aproximadamente 20 mil pessoas. Em 2007 gravou o CD/DVD bilíngüe A Floresta do Amazonas de Villa-Lobos sob a regência do maestro Isaac Karabitchevsky com a Orquestra Petrobras Sinfônica.

Sobre Igor Vieira

Brasileiro do Rio de Janeiro, Igor Vieira estreou profissionalmente aos 17 anos de idade em uma montagem de Carmen no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Desde então já se apresentou em 64 papéis com diferentes companhias ao redor do mundo, como a San Francisco Opera, Opera du Villecroze (França), Lyric Opera of Kansas City, Center City Opera, Teatro Barakaldo (Espanha), West Bay Opera, Berkeley Opera, San Francisco Lyric Opera, Fremont Opera, Rimrock Opera, entre outras. Na San Francisco Opera, uma das companhias de ópera mais importantes do mundo, Igor fez seu primeiro papel em 2010, interpretando Happy (La Fanciulla del West/Puccini), tendo sido o primeiro barítono brasileiro a cantar com esta companhia.

O barítono foi finalista mundial no V Concurso de Canto Luciano Pavarotti na Filadélfia e recebeu o Prêmio Margareth Tudor por dois anos consecutivos. É Mestre em performance vocal pela University of Missouri-Kansas City, nos EUA.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE ÁGATA
Trouble in Tahiti – Leonard Bernstein
Segredo de Susana – Ermano Wolf-Ferrari
Quinta-feira, 31 de outubro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio
Abel Rocha - regente
Mirna Rubin - Dinah/Susana - soprano
Igor Vieira – Sam/Conde Gil – barítono
CORO
Lara Cavalcanti – Soprano
Geilson Santos – Tenor
Vinícius Atique – Barítono

Serviço:
Theatro Municipal do Rio de Janeiro - Praça Marechal Floriano s/nº, Centro
Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h.
Bilheteria: 2332‐9005 / 2332‐9191
Classificação: Livre
Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)
Capacidade: 2237 lugares; 456 (plateia); 344 (balcão nobre); 406 (balcão superior); 94
(balcão lateral); 624 (galeria); 100 (galeria lateral); 132 (frisas); 69 (camarotes)
Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do
Theatro na Avenida Rio Branco.
Há serviço de valet gratuito
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e
menores de 21 anos.
Programação sujeita à alteração.

Série Ágata
Patrocínio: BG Brasil
Apoio Cultural: Compactor e Credit Suisse
Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e
Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken
Mais informações pelo site: www.osb.com.br
Siga a OSB nas redes sociais: https://www.facebook.com/orquestrasinfonicabrasileira

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Rádio OSB



Rádio MEC (FM 98.9),

próximo domingo, dia 20 de outubro, a partir das 13 horas. 

OSB Ópera & Repertório


  •  Haydn - Sinfonia n° 94, em sol maior "Sinfonia Surpresa" - Concerto do dia 18 de julho de 2012, promovido no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Regência de Mateus Araújo
  • Elgar - Serenata em mi menor, opus 20 - Gravado no Espaço Tom Jobim - Regência de Luís Gustavo Petri
  • Astor Piazzola -"Quatro Estações Portenhas” 
    Condução-spalla-solista, 
    Pablo de Leon - Gravado no Espaço Tom Jobim  

Série Repertório - Tom Jobim


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Jornal Brasil on line

OSB Ópera & Repertório apresenta obras
austríacas com o violoncelista convidado
Friedrich Kleinhapl

APRESENTAÇÃO DA SÉRIE ‘REPERTÓRIO’, NO ESPAÇO TOM JOBIM, SERÁ REGIDA PELO MAESTRO JÉSUS FIGUEIREDO E TERÁ GULDA, HAYDN E O BRASILEIRO TACUCHIAN NO PROGRAMA

No próximo dia 19 de outubro, às 17h, a OSB Ópera & Repertório traz as influências clássicas austríacas para o palco do Espaço Tom Jobim, no Jardim Botânico. Sob regência do maestro Jésus Figueiredo, maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, a orquestra recebe na série “Repertório” o violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl, para apresentação de um programa com peças dos conterrâneos Friedrich Gulda, com o “Concerto para Violoncelo”; e Joseph Haydn, com “Sinfonia n°101 – O Relógio”. No repertório, ainda, aproximando Brasil e Áustria, está a peça “Núcleos”, do compositor e regente carioca, Ricardo Tacuchian.

Abrindo a apresentação, a OSB Ópera & Repertório toca “Núcleos”, de Tacuchian. Regente, compositor e doutor em composição pela University of Southern California, o músico é autor de cerca de 150 títulos que já foram apresentados em aproximadamente mil concertos ao vivo na Europa, Canadá, Estados Unidos e América Latina. “Núcleos” é uma obra composta na década de 1980, período no qual o compositor passa a valorizar com mais intensidade parâmetros de textura, densidade, timbre e dinâmica, procurando integrar impulso rítmico e expressão lírica. Temáticas urbanas e cosmopolitas passam a estar mais presentes no discurso musical de Tacuchian neste momento, sendo a peça “Núcleos” um exemplo de obra onde estas características estão mais presentes.

No solo de Kleinhapl está o “Concerto para Violoncelo”, de Friedrich Gulda. Pianista e compositor austríaco, Gulda se voltou para a música clássica com influências jazzísticas e apesar de muito famoso pelas suas interpretações de Mozart e Beethoven, ele também incorporava em seu repertório obras de Bach, Schubert, Chopin, Schumann, Debussy e Ravel. A partir da década de 1950, o compositor começou a se interessar pelo jazz, escrevendo diversas músicas e peças que combinava o estilo com a música clássica em seus concertos. Gulda escreveu o “Concerto para Violoncelo” em 1980 e, na época, a peça foi vista pela crítica como “envolvente e leve, na qual um violoncelista profissional precisa improvisar”.

Fechando a apresentação, o maestro Jésus Figueiredo comanda os músicos na obra de Joseph Haydn, “Sinfonia n° 101 – “O Relógio”. Compositor austríaco e um dos mais importantes do período clássico, Haydn é chamado de “Pai da Sinfonia” e “Pai do Quarteto de Cordas” por estabelecer as formas básicas que se tornou modelo e inspiração para as obras de Mozart e Beethoven, dos quais foi muito próximo. Composta entre 1793 e 1794, a “Sinfonia n°101” é fruto da parceria de Haydn com o violinista e empresário alemão Johann Peter Salomon, que fez ao compositor uma proposta irrecusável: a garantia de pelo menos £1200 para uma temporada em Londres, que incluiria uma ópera e seis sinfonias de Haydn. A primeira temporada produzida pela dupla foi um sucesso o que levou o compositor ao estrelato e a aceitar uma nova parceria com Salomon. Desta segunda parceria surgiram três novas sinfonias, de seis no total, sendo a última delas a de n° 101. o sucesso foi arrebatador, como eles esperavam e o jornal “Morning Chronicle” escreveu: “Como de costume, a parte mais deliciosa do programa foi uma nova e grande sinfonia de Haydn. O inesgotável, o maravilhoso, o sublime Haydn!”.


Sobre Friedrich Kleinhapl

O violoncelista austríaco Friedrich Kleinhapl tem se apresentado como solista e músico de câmara em muitas das principais capitais da música na Europa, Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia, Venezuela e China, além de importantes festivais. Ele também desenvolveu projetos com artistas como Christa Ludwig e Gérard Caussé. O violoncelista já tocou com as maiores orquestras do mundo como a Orquestra Sinfônica de Munique, a Filarmônica da Slovênia, a Orquestra Sinfônica de Praga, a Orquestra de Câmara de Israel, entre outras.

Kleinhapl fez seu nome na música clássica com apresentações premiadas de trabalhos de diferentes compositores contemporâneos. Sua lista de interpretações inclui peças de Johannes Berauer, Christoph Cech, Peter Herbert e DirkD´Ase. Suas gravações têm recebido sucesso de público e crítica, como o álbum com peças de Schostakovich, de 2004, gravado em parceria com o pianista Andreas Woyke e que ganhou o prêmio Pasticcio. A gravação do álbum de sonatas com peças de Franck e Rachmaninoff, que Kleinhapl gravou também com Andreas, em 2007, ganhou o “Supersonic Award” de 2008; e a gravação de sonatas com peças de Beethoven foi agraciada com o “Excellentia Award 2009” bem como com o “Excellentia Award 2010”. Seus dois últimos CDs, ambos gravados em 2011, foram agraciados novamente com o “Supersonic Award 2011”.

Mais informações sobre o músico: http://www.kleinhapl.com/index.php?id=86&L=1

Sobre Jésus Figueiredo

Jésus Figueiredo é maestro assistente do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, e trabalha atualmente, também, com a Orquestra Sinfônica na preparação de Óperas e Balés e organista. Na Argentina ganhou o prêmio de primeiro lugar em regência de Ópera na 4ª Edição do Concurso Nacional da Ópera de San Juan. Já esteve à frente da Orquestra de Câmara do Amazonas, Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Orquestra Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, Orquestra da Universidade Nacional de Cuyos (Argentina), Orquestra da Ópera de San Juan (Argentina), Orquestra Sinfônica da UFRJ e Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Como organista, em 2009, solou junto à Orquestra Sinfônica Brasileira no concerto de abertura da temporada, e Orquestra de Saint-Saens, concerto este que lhe rendeu uma bolsa de estudos em Órgão de Tubos na Universidade de Iowa (EUA). Como maestro de Coro de Ópera, recebeu o Prêmio Sharp (1999) e o Prêmio APCA de melhor CD de Música Erudita (1998) pela gravação em CD da ópera Colombo de Carlos Gomes, realizado pela UFRJ. E como Maestro Assistente do Coro do Theatro Municipal vem trabalhando em todas as montagens operísticas há vários anos em conjunto com maestros e cantores de renome no Brasil e no exterior. É atualmente o Maestro Titular do Coro Ópera Brasil que participa da temporada lírica da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera & Repertório, que somente neste ano já participou das óperas Orfeo de Gluck, La Fille du Régiment, de Donizetti, e Il Pirata, de Bellini.
Além das óperas, nos últimos anos, vem se dedicando à regência de balés com o Balé do Theatro Municipal, com a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia Brasileira de Balé.

Sobre a Fundação OSB

A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira é uma entidade sem fins lucrativos, mantida por captação de recursos privados. Através dela são mantidos dois corpos artísticos – a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a OSB Ópera & Repertório – além de atividades de cunho educacional, orientadas para a formação de público ouvinte de música clássica. As atividades da Fundação OSB são viabilizadas pelo apoio da Vale, da Prefeitura do Rio de Janeiro, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de um conjunto de investidores.

Sobre a OSB Ópera & Repertório

A OSB Ópera & Repertório (OSB O&R) é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos vão apresentar duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.

SÉRIE REPERTÓRIO
Sábado, 19 de outubro, às 17h, no Espaço Tom Jobim
Jésus Figueiredo – Regente
Friedrich Kleinhapl - Violoncelo
Programa:
Tacuchian - Núcleos
Gulda – Concerto para Violoncelo
Intervalo
Haydn – Sinfonia n°101 – “O Relógio”
Serviço:
Espaço Tom Jobim - Rua Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico
Informações: (21) 2274-7012
Classificação: Livre
Preços: R$ 60 (Plateia), R$ 40 (Balcão)
Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos. E de 30% mediante apresentação do cartão pré-pago do Metrô Rio (somente na bilheteria)
Capacidade: 400 (plateia); 100 (balcão)
Vendas na Ingresso.com e Bilheteria do Espaço Tom Jobim (funcionamento, de segunda à sexta-feira, das 14h às 18h; sábado e domingo, das 14h até a hora do espetáculo)
Programação sujeita à alteração.
Estacionamento pago.

Mudança no estacionamento: desde o dia 1º de setembro de 2013, o estacionamento do Jardim Botânico do Rio de Janeiro passou a ser cobrado também após às 17h. O guichê funcionará até as 22h e o pagamento deverá ser feito antecipadamente na bilheteria.
Série Repertório

Realização: Ministério da Cultura. A Orquestra Sinfônica Brasileira é mantida pela Vale e Prefeitura do Rio. Apoio financeiro: BNDES. Patrocinador master: Carvalho Hosken.
Mais informações pelo site: www.osb.com.br

sábado, 5 de outubro de 2013

 “Rádio OSB”
Domingo, dia 6 na Rádio MEC
A partir das 13h










OSB Ópera & Repertório no
"Concertos da Juventude"


Amigos Ouvintes,

            A série “Concertos da Juventude” teve prosseguimento no dia 21 de julho de 2013, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, oportunidade em que a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório foi conduzida pelo Maestro Roberto Duarte.

            A primeira atração desse concerto foi a música do compositor Juan Crisóstomo Arriaga. Arriaga foi chamado “O Mozart espanhol”. Ele nasceu em Bilbao, no dia 27 de janeiro de 1806. Cinqüenta anos antes, nesse mesmo dia 27 de janeiro, nascia Wolfgang Amadeus Mozart. A exemplo do gênio austríaco, ele também foi uma criança prodígio, e um notável compositor, que morreu muito cedo. Exatamente dez dias antes de completar 20 anos de idade, Arriaga morreria em Paris.

            Ele é autor de uma única ópera, “Los Esclavos Felices”, que compôs quando tinha 13 anos de idade. Desse trabalho, apenas a abertura e alguns fragmentos foram preservados. É esta abertura que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, que tem a condução do Maestro Roberto Duarte.

           
            Babar é um elefante. Um herói da literatura infantil francesa, criado em 1931 pelo desenhista e ilustrador Jean de Brunhoff.

            Por volta de 1940, o compositor Francis Poulenc passava férias no interior da França, cercado de muitas crianças, filhos de parentes próximos. Deles recebeu uma provocação. Um exemplar do livro “L’Histoire de Babar” foi depositado sobre seu piano. E lhe foi solicitado contar aquela história com auxílio de música. O pedido foi atendido, através de várias melodias e improvisações.

            Passaram-se alguns anos. Esse episódio não foi esquecido. Ao final de 1945 a história de Babar ganhou a forma de uma partitura para piano, apresentada pela primeira vez na Radio France no dia 14 de junho de 1946. A narrativa da história de Babar foi confiada ao barítono Pierre Bernac.

            Em 1962 o compositor Jean Françaix produziu uma versão orquestral para a música de Francis Poulenc. É esta versão de “L’Histoire de Babar” que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, conduzida pelo Maestro Roberto Duarte. Narra o episódio o músico Helder Parente.


Com a narrativa de Helder Parente a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, dirigida pelo Maestro Roberto Duarte, interpretou “L’ Histoire de Babar”, de Francis Poulenc.

            Encerrou esta apresentação dos “Concertos da Juventude” a Suíte de Ballet n° 1, de Dmitri Shostakovich.

            Entre 1949 e 1952 o compositor Lev Atovmian produziu os arranjos para três suítes de ballet inspiradas em ballets e músicas para o cinema composta por Shostakovich. A Suíte n° 1, que vamos ouvir na interpretação da Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório, incorpora trechos da “Suíte para Orquestra de Jazz”, de 1934, e do ballet “The limpid brook”, apresentado um ano mais tarde. Conduz a orquestra o Maestro Roberto Duarte.
 
  
   Amigos Ouvintes, estamos chegando ao final de mais uma edição do programa “Rádio OSB”. Lembrando que você também pode saber mais sobre as atividades da Fundação OSB através das redes sociais. A Orquestra conta com perfis no Facebook, Twiter e Youtube. Participe de nossas redes e confira vídeos e detalhes da Temporada. Acesse as redes pelo site da Orquestra Sinfônica Brasileira e compartilhe com os seus amigos.

   Os programas da “Rádio OSB” também podem ser acessados em nosso site oficial, www.osb.com.br.

   Para finalizar, queremos registrar a competência do nosso operador Tony Godoy. Somos gratos por sua atenção, esperando reencontrá-los na “Rádio OSB” no próximo domingo, aqui na MEC, a partir das 13 horas.

   Muito obrigado, e até lá.