domingo, 29 de dezembro de 2013

O GLOBO - Os melhores de 2013

CONCERTOS
O Rio ganhou um bom conjunto de câmara, recebeu uma das melhores orquestras do mundo e viu ótimas óperas


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MOVIMENTO.COM - Leonardo Marques

 La Bohème
Medeia 

Se La Bohème encerrou a temporada lírica paulistana deste ano, Médée (Medeia), encerrou a única programação lírica realmente séria apresentada no Rio de Janeiro em 2013 (uma vez que as três óperas esparsas do Municipal carioca não passam de um escárnio com o público): a soma das séries Ônix e Ágata, nas quais a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório apresentou oito óperas em forma de concerto.

A obra de Luigi Cherubini, sobre libreto de François Benoit Hoffmann, com base na tragédia grega da mãe que mata seus próprios filhos para se vingar da traição de seu marido Jasão, teria a soprano Eliane Coelho como protagonista. A cantora, porém, teve um problema de saúde e ficou completamente sem voz no dia exato da apresentação. Uma pena e uma lástima, porque é sempre um prazer ouvi-la.

Objetivando não cancelar o concerto, a Fundação OSB chegou a uma solução inusitada: escalou duas cantoras para dividir a parte principal. A soprano Tati Helene interpretou Medeia no primeiro ato e na primeira parte do terceiro ato; e a também soprano Veruschka Mainhard deu vida à personagem no segundo ato e na parte final do terceiro ato. Ambas tiveram menos de 12 horas para estudar a partitura e, certamente por isso, o dueto entre Medeia e Jasão que encerra o primeiro ato foi cortado.

Helene cantou muito bem sua ária do primeiro ato, Vous voyez de vos fils la mère infortunée, mas esteve menos segura naquela do terceiro ato, Du trouble affreux, o que é natural considerando-se o caso acima esclarecido. O mesmo ocorreu com Mainhard, que esteve bastante insegura durante todo o segundo ato, mas se recuperou na segunda parte do terceiro e interpretou muito bem todo o finale da ópera. Pelo esforço e pela coragem (afinal, estamos falando de um papel imortalizado por Maria Callas), as duas merecem aplausos.

Completaram o elenco as sopranos Maíra Lautert (Dircée – precisa controlar melhor seus agudos) e Michele Menezes (criada); a mezzosoprano Marianna Lima (bem como outra criada); a contralto Kismara Pessati (Neris – bem em sua ária Ah, nos peines); e o tenor Charles Cruz (muito bem como Jasão). O baixo Savio Sperandio foi a voz da noite como Creonte e brilhou tanto no trio do primeiro ato com Dircée e Jasão, como no dueto com Medeia no segundo ato.

O coro arregimentado para o concerto, preparado por Priscila Bonfim, esteve muito bem, bastante expressivo e equilibrado. Já a OSB O&R cresceu ao longo da noite sob a condução do argentino Carlos Vieu, com destaque para a belíssima interpretação do prelúdio do terceiro ato, em que as cordas graves cantaram lindamente.

As séries Ônix e Ágata da OSB O&R salvaram o ano lírico carioca, ainda que as óperas de ambas as séries tenham sido apresentadas apenas em forma de concerto. Se o melômano carioca dependesse apenas da programação própria do Municipal para ouvir óperas completas ao vivo, estaria perdido. Espero que tais séries se mantenham vivas na próxima temporada. Aguardemos para saber.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

OSB Ópera & Repertório na Igreja da Candelária

Apresentação especial de Natal
Coro de Crianças da OSB
Regência de Osvaldo Colarusso

 Dia 22 de dezembro de 2013, domingo, 16h

Osvaldo ColarussoA última apresentação do ano de 2013 fica por conta do concerto especial de Natal da OSB Ópera & Repertório na Igreja da Candelária, no centro do Rio. Regida por Osvaldo Colarusso, a orquestra interpreta as aberturas de duas óperas de Mozart: As Bodas de Fígaro e L'Italiana in Algeri. A OSB Ópera & Repertório também apresenta o emocionante Salmo 150 de Benjamin Britten e recebe o Coro de Crianças da OSB em canções como Quem pastores laudavere e Adeste Fidelis. Entrada gratuita, não perca!


Igreja da Candelária
OSB Ópera & Repertório
Osvaldo Colarusso, regência
Coro de Crianças da OSB
Julio Moretzsohn, regência
 
WOLFGANG AMADEUS MOZART
Eine Kleine Nachtmusik
GIOACHINO ROSSINI
L'italiana in Algeri | Abertura
O Barbeiro de Sevilha | Abertura
BÉLA BARTÓK
Danças Folclóricas Romenas Sz. 68; BB 76
BENJAMIN BRITTEN
Salmo 150
MICHAEL PRAETORIUS
Quem pastores laudavere
ANÔNIMO
Adeste Fidelis

MEDEIA, de Cherubini
















Eleito pelo jornal O Globo como um dos melhores concertos de 2012, "o conjunto OSB Ópera & Repertório fez uma brilhante "Ariadne em Naxos", de Strauss com a esplêndida Eliane Coelho".
Na próxima quinta-feira, dia 19 às 20h, Eliane Coelho volta ao palco do Teatro Municipal com a OSB Ópera & Repertório interpretando o papel-título em Medeia, de Cherubini.

Medeia, de Cherubini, com a OSB Ópera & Repertório Eliane Coelho no papel principal
Um dos espetáculos mais aguardados do ano encerra a programação da OSB Ópera & Repertório no Theatro Municipal em 2013. A orquestra interpreta a versão de Luigi Cherubini para o mito grego de Medeia, trazendo no papel principal a grande soprano brasileira Eliane Coelho.

Recentemente, uma equipe de cientistas de Stanford foi responsável por recuperar, através de uma moderna técnica de raio X, mais de 500 compassos da obra de Cherubini que haviam sido apagados pelo próprio compositor. É o resultado dessa verdadeira "arqueologia musical" que ganhará a cena carioca no dia 19 de dezembro, no último espetáculo da Série Ágata.

Sob a regência do argentino Carlos Vieu, o elenco contará ainda com a participação de nomes como Charles Cruz (tenor | Jasão), Maíra Lautert (soprano | Glauce) e Sávio Sperandio (baixo | Creonte). Imperdível!

O GLOBO - Segundo Caderno - Clássico - Eduardo Fradkin


domingo, 15 de dezembro de 2013

Movimento.com


  Eliane Coelho dá vida a Medeia, de Cherubini
Eliane Coelho
Escrito por em 12 dez 2013 nas áreas Ópera, Programação, Rio de Janeiro
OSB – O&R apresenta ópera em forma de concerto no Municipal do Rio.
No próximo dia 19 de dezembro, às 20h, a Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório encerra a série Ágata deste ano com uma apresentação da ópera Medeia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A orquestra, regida pelo maestro convidado Carlos Vieu, contará com a soprano Eliane Coelho no papel-título; o tenor Charles Cruz como Jasão; a soprano Maíra Lautert interpretando Glauce (também conhecida como Dircée); a contralto Kismara Pessati como Neris; o baixo Savio Sperandio como o rei Creonte; e as soprani Michele Menezes e Marianna Lima como criadas.

Composta por Luigi Cherubini, a primeira versão da ópera estreou em Paris em 1797. Divida em três atos é baseada na tragédia grega de Eurípides, a partir da obra com o mesmo nome, de Pierre Corneille. A história gira em torno da vingança de Medeia contra seu ex-marido, Jasão, e sua nova noiva, Glauce. Recentemente, uma equipe de cientistas de Stanford foi responsável por recuperar, por meio de uma moderna técnica de raio X, mais de 500 compassos da obra de Cherubini que haviam sido apagados pelo próprio compositor. É o resultado dessa verdadeira “arqueologia musical” que ganha a cena carioca nesta récita.

A récita tem como estrela principal a soprano Eliane Coelho. Carioca, estudou canto no Brasil com a francesa Solange Petit-Reneaux e, em 1971, passou a viver na Alemanha, onde se diplomou na Escola Superior de Música e Teatro de Hannover. Após expressiva atuação internacional, conquistou, em 1998, a cidadania austríaca e o título de Kammersängerin – cantora residente, que é distinção de honra e reconhecimento das elevadas qualidades da profissional.

Atuou nas óperas de Frankfurt e Viena, estrelando óperas como Aída, Otelo e Madame Butterfly, dentre outras. Ao longo de sua carreira, tem cantado grandes papéis em óperas como a Tosca, Salomé, regida pelo maestro Zubin Metha, Jerusalém, com José Carreras e Samuel Ramsey, Vespri Siciliani, com Bruson e Furlanetto, Stiffelio, Il Trovatore (Leonora), D. Carlo e La Bohème em Tóquio, e Arabella em Tel-Aviv.

Sobre a OSB Ópera & Repertório
A OSB – Ópera & Repertório (OSB O&R) é um dos corpos artísticos da Fundação OSB. Atualmente é composta por 36 músicos. A cada apresentação há um regente convidado. A orquestra tem foco em repertório lírico – as óperas são montadas em versão de concerto, sem encenação e figurino – e em música de câmara. No ano de 2013, os músicos apresentam duas séries de concerto no Theatro Municipal: Ônix e Ágata. A temporada é elaborada pelo diretor artístico da Fundação, Pablo Castellar, com consultoria de elenco de André Heller-Lopes, e com a comissão de músicos desta orquestra que atua em caráter consultivo.
Serviço:
Medeia, de Luigi Cherubini
Sábado, 19 de dezembro, às 20h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Marechal Floriano s/nº, Centro)
Orquestra Sinfônica Brasileira – Ópera & Repertório
Carlos Vieu, regência
Eliane Coelho, soprano | Medeia
Charles Cruz, tenor | Jasão
Maíra Lautert, soprano | Glauce
Kismara Pessati, contralto | Neris
Sávio Sperandio, baixo | Creonte
Michele Menezes e Marianna Lima, soprano | Criada
Preços: R$ 20 (galeria), R$ 60 (balcão superior), R$ 100 (plateia), R$ 140 (balcão nobre). Descontos de 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos.
Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do Theatro (Av. Rio Branco).

sábado, 14 de dezembro de 2013

Dia Municipal da Dignidade do Músico


Diário  Eletrônico
Câmara Municipal do Rio de Janeiro

 Dia Municipal da Dignidade do Músico aprovado pela Câmara Municipal



O Dia Municipal da Dignidade do Músico foi incluído no Calendário Oficial de Eventos do Município do Rio de Janeiro, através do Projeto de Lei nº 1006/2011, de autoria do vereador Reimont, aprovado em segunda discussão no dia 05 de dezembro. A data será comemorada em 9 de abril.

A proposta surgiu em decorrência da desvalorização da profissão na sociedade e, ainda, da necessidade de construção de relações trabalhistas que reafirmem a dignidade dos músicos. Em 2011, com o anúncio de que os músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) passariam por avaliações de desempenho individuais, contrariando vários profissionais, a orquestra entrou em crise. O processo resultou em demissões e, no dia 9 de abril, os músicos da OSB Jovem recusaram-se a tocar num concerto no qual substituiriam seus colegas da OSB, uma situação de clara falta de respeito à dignidade da profissão e dos profissionais.

A partir do momento em que a sociedade entender o músico como necessário para o desenvolvimento humano e social, ele terá mais dignidade ao exercer sua profissão e será mais respeitado, ficando menos vulnerável a contextos de precarização das relações de trabalho.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Homenagem a Maurílio Costa

Maestro Maurílio Costa

Hoje, antes do primeiro ensaio em conjunto para a ópera Medeia, coro e orquestra (OSB O&R) prestaram homenagem ao maestro Maurílio Costa com um minuto de silêncio.
Ao maestro Maurílio Costa, regente do coro do Teatro Municipal do RJ nossa homenagem.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

UFRJ forma primeiro Bacharel em Bandolim da América Latina



Fotos: Ana Liao

Es­crito por Fran­cisco Conte
Terça, 10 de De­zembro de 2013
23:44

Em uma noite con­cor­rida, que contou com a pre­sença de com­po­si­tores, ins­tru­men­tistas, pro­fes­sores, fa­mi­li­ares e amigos, Kleber Kurt Vogel se tornou, nesta sexta-feira (06/12), o pri­meiro aluno a com­pletar o Ba­cha­re­lado em Ban­dolim da UFRJ, curso pi­o­neiro criado pela Es­cola de Mú­sica (EM) em 2010. Ele apre­sentou, na Sala da Con­gre­gação, o re­cital de for­ma­tura e cum­priu, dessa forma, o úl­timo re­qui­sito ne­ces­sário à ob­tenção do di­ploma.

Um feito que faz dele, se­gundo in­formou o di­retor da EM, ma­estro André Car­doso, o pri­meiro ban­do­li­nista a gra­duar-se em toda a Amé­rica La­tina. "O mé­rito não é meu, afirmou com mo­déstia, mas da ins­ti­tuição que soube acre­ditar em um ins­tru­mento que acu­mulou ao longo dos sé­culos um re­per­tório sig­ni­fi­ca­tivo, ao mesmo tempo bo­nito e ela­bo­rado, e que atraiu o in­te­resse de grandes nomes da mú­sica".

Kleber Vogel tem razão. O ban­dolim, cuja origem re­monta ao sé­culo XVI, não tem lugar ga­ran­tido apenas na mú­sica po­pular. A nobre li­nhagem de com­po­si­tores que es­creveu para o ins­tru­mento in­clui nomes do ca­libre de Vi­valdi, Ha­endel, Mo­zart, Pai­si­ello, Be­ethoven, Pa­ga­nini e Verdi.

Acima, Kleber Vogel e a pi­a­nista Vi­viane So­bral que
o acom­pa­nhou du­rante o re­cital. Abaixo, Joel Nas­ci­mento,
grande nome do ban­dolim bra­si­leiro, pres­ti­giou o evento.

No sé­culo pas­sado, para ficar em al­guns exem­plos, Mahler o in­cluiu nas suas 7ª e 8ª Sin­fo­nias e em A Canção da Terra; Schönberg, na Se­re­nata Op.24 e nas Va­ri­a­ções Or­ques­trais Op.31; We­bern, em Cinco Peças Or­ques­trais; Henze, em König Hirsch; e Stra­vinsky, em Agon.

Desse enorme acervo Vogel exe­cutou a So­na­tina em Dó Menor para ban­dolim e piano de Be­ethoven. "A in­tenção foi dar co­lo­rido ao pro­grama e, ao mesmo tempo, re­pre­sentar a pro­dução dos grandes mes­tres dos pe­ríodos bar­roco, clás­sico e ro­mân­tico", des­taca.
 


As duas ou­tras peças que in­te­graram o re­per­tório do re­cital foram o Con­certo para Ban­dolim e Or­questra de Cordas, de Ra­damés Gnat­tali, a mais fa­mosa cri­ação bra­si­leira para o ins­tru­mento, e uma So­na­tina para ban­dolim e piano es­crita es­pe­ci­al­mente para a oca­sião por Ro­berto Ma­cedo, com­po­sitor e do­cente da EM.

— A So­na­tina foi um pre­sente, disse. Ma­cedo me falou da in­tenção de es­crever a peça, para atender a um pe­dido do di­retor da Es­cola e como forma de in­cen­tivar a es­crita para ban­dolim. Con­ver­samos bas­tante a res­peito du­rante as aulas de con­tra­ponto. Ele pegou muito bem o es­pí­rito e os efeitos que o ins­tru­mento pode pro­por­ci­onar.

A obra foi de­di­cada ao pró­prio Vogel e a seu pro­fessor, Paulo Sá – o pri­meiro do­cente do país a as­sumir uma dis­ci­plina de ban­dolim em nível uni­ver­si­tário.

O con­tato de Kleber com o ins­tru­mento acon­teceu por acaso, quando es­tu­dava em 1979 na Es­cola Villa-Lobos. Quem o apre­sentou foi o ban­do­li­nista Afonso Ma­chado, mú­sico do Galo Preto, fa­moso con­junto de choro. "Fi­quei en­can­tado com a sua so­no­ri­dade, mais acabei se­guindo o curso de vi­o­lino, que já es­tu­dava", lembra.

Vogel se formou pela Es­cola de Mú­sica, em 1989, e fez car­reira como vi­o­li­nista da Or­questra Sinfô­nica Bra­si­leira (OSB) e de vá­rios ou­tras for­ma­ções, in­cluindo grupos de Jazz Rock e Rock Pro­gres­sivo. Con­ti­nuou, porém, a cul­tivar o amor pelo ban­dolim e a tocá-lo ainda que "de forma es­po­rá­dica e nada pro­fis­si­onal", como fez questão de su­bli­nhar.

Em 2010 leu no jornal que a UFRJ es­tava cri­ando a ha­bi­li­tação em ban­dolim. "A chama pelo ins­tru­mento acendeu no­va­mente. Pro­curei o Paulo Sá e pre­parei em tempo re­corde o re­per­tório para o Teste de Ha­bi­li­tação Es­pe­cí­fica (THE)", re­corda.

Kleber passou no THE e con­se­guiu isenção do ves­ti­bular. Ob­teve também a li­be­ração de vá­rias dis­ci­plinas e pode ter­minar o curso em apenas três anos.


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

OSB Ópera & Repertório - Série Ágata


Homenagem à Marco Della Vavera


Missa de 7º Dia - Candelária
Há exatos 12 meses nos deixou um grande amigo e um grande músico. Marco Della Favera, primeiro trombonista da OSB Ópera & Repertório. A este grande artista nossa homenagem que ficou registrada no concerto na Igreja da Candelária no dia 9 de dezembro de 2012, por ocasião da missa de sétimo dia. Um exemplo de união e amizade dos músicos das principais orquestras e cantores do Rio de Janeiro. Nossos agradecimentos à Sócrates Feijó, membro da irmandade da Candelária, à Fernando Bicudo, ao maestro Jésus Figueiredo, responsável pelo coro e solistas e ao maestro Isaac Karabtchevsky que prontamente atendeu ao convite para esta homenagem.