segunda-feira, 28 de abril de 2014

O GLOBO - Cultura

Orquestra Sinfônica Brasileira e OSB Ópera & Repertório viram um só conjunto

 

RIO - É oficial. A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra OSB Ópera & Repertório (O&R) fundiram-se e voltam a ser um único conjunto. O novo acordo coletivo dos músicos do segundo grupo foi assinado nesta quinta-feira. O ato encerra um longo período de negociações, iniciado em agosto, desde o fim da vigência do primeiro acordo assinado entre as partes. Os dois corpos artísticos começam a trabalhar juntos a partir de 1º de maio, segundo informou a Fundação OSB (Fosb). A instituição e o Sindicato dos Músicos do Rio (SindMusi) — que intermediou as negociações — lançaram na tarde desta sexta-feira a seguinte nota:

“A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira e o Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro - SindMusi assinaram ontem Acordo Coletivo que decide a fusão dos corpos artísticos da OSB Ópera & Repertório e OSB. Durante as negociações, as instituições discutiram as condições para a fusão, enfatizando a prioridade artística com a FOSB.”
A OSB Ópera & Repertório (O&R) foi o grupo formado após a crise enfrentada pela instituição em 2011. Ela nasceu para abrigar os 36 músicos afastados naquele ano porque se opuseram às avaliações de desempenho convocadas pelo maestro Roberto Minczuk e posteriormente reintegrados após um acordo. Desde iniciadas as negociações, a Fundação, que fechou as contas de 2013 no vermelho, propôs a fusão das duas orquestras. Mas a Comissão dos Músicos da Ópera & Repertório não aceitou porque o conjunto se recusava a tocar com o maestro titular, Minczuk.

E vão permanecer sem tocar. Como já tinha anunciado em nota publicada em 14 de março pela Fosb, os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. Todos os músicos serão regidos pelo mesmo estatuto e terão a mesma carga horária ao longo do ano.

A iniciativa foi comentada pelo Presidente do Conselho da Fosb, Eleazar de Carvalho Filho: “Estamos felizes com a fusão dos dois corpos artísticos. A Fundação OSB comemora o momento de conciliação em um ano tão cheio de conquistas. Somam-se aos músicos que já compõem a OSB os profissionais que agora voltam a fazer parte deste corpo artístico que temos orgulho de defender e buscar aprimorar sempre”.
Presidente do SindMusi, Deborah Cheyne também ficou satisfeita com a negociação.

— Foi dado um passo muito importante. A gente põe fim, neste processo todo iniciado em 2011, ao que poderíamos chamar de crise. O que vem pela frente agora é um processo de readaptação e readequação. Agora teremos uma nova realidade para os dois grupos. Estou otimista.

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