sábado, 15 de março de 2014

O GLOBO - Segundo Caderono


O GLOBO - Cultura

 OSB e O&R serão fundidas

RIO — A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra Sinfônica Brasileira Ópera e Repertório (OSB O&R) serão integralmente fundidas, voltando, assim, a compor um único corpo artístico, decidiu a Fundação OSB, que mantém as duas orquestras. Com a mudança, os "músicos da O&R ficarão sob o mesmo regime trabalhista dos músicos que hoje compõem a OSB: terão isonomia salarial, gratificações e mesma carga horária", informa o comunicado divulgado nesta sexta-feira. Os músicos ainda precisam aprovar a fusão.

O anúncio sucede um acordo coletivo de trabalho apresentado à Comissão de Músicos do corpo orquestral da Ópera & Repertório e ao SindMusica.
De acordo com a Fundação OSB, os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular, Roberto Minczuk, comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. A entidade ressalta ainda que a unificação dos dois corpos artísticos representa uma "medida importante para o crescimento, a qualidade musical da Orquestra e o equilíbrio financeiro da instituição".

A O&R surgiu há três anos, quando músicos demitidos e insurgentes da OSB se reintegraram para formar a nova orquestra, com foco no lírico e no repertório de câmera. A crise na OSB começou em 2011, com a decisão da fundação de fazer uma avaliação dos músicos. Insatisfeito com o processo e com o maestro Roberto Minczuk, um grupo se rebelou.
Leia a nota completa da Fundação OSB:
A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira comunica que foi apresentada, em reunião presencial, um novo Acordo Coletivo de Trabalho à Comissão de Músicos do corpo orquestral Ópera & Repertório e ao SindMusica.

A Fundação OSB decide pela fusão integral entre os dois corpos artísticos, OSB e O&R. Os músicos provenientes da O&R ficarão sob o mesmo regime trabalhista dos músicos que hoje compõem a OSB: terão isonomia salarial, gratificações e mesma carga horária. Os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. Todos os músicos terão a mesma carga horária ao longo do ano.
A Fundação OSB deixa claro o seu desejo de unificar os dois corpos artísticos como medida importante para o crescimento, a qualidade musical da Orquestra e o equilíbrio financeiro da instituição.
Conselho da FOSB

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João Luiz Sampaio

Fundação OSB propõe fusão de orquestras



A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) apresentou hoje à OSB Ópera & Repertório uma proposta de acordo que colocaria fim às negociações a respeito do futuro do grupo, que foi criado em 2011 para abrigar os 40 músicos que, na ocasião, recusaram-se a fazer provas de reavaliação determinadas pela direção da orquestra. Segundo comunicado oficial, a fundação propõs a junção das duas orquestras – dando liberdade aos músicos da Ópera & Repertório para que não se apresentem sob regência do maestro Roberto Minczuk, titular da OSB. Estava prevista para a tarde de hoje reunião dos músicos que vai definir se eles aceitam ou não a proposta feita pelo conselho da Fundação OSB.

Diz o comunicado: “A Fundação OSB decide pela fusão integral entre os dois corpos artísticos, OSB e O&R, formando novamente uma grande orquestra. Os músicos provenientes da O&R ficarão sob o mesmo regime trabalhista dos músicos que hoje compõem a OSB: terão isonomia salarial, gratificações e mesma carga horária.”

A fusão havia sido o objetivo da Fundação OSB desde o início, em especial pela tentativa de diminuir custos, maiores com a manutenção de duas orquestras independentes, com programações distintas. O entrave, até agora, vinha sendo a resistência dos músicos da Ópera & Repertório em voltar a se apresentar sob a regência do maestro Roberto Minczuk, titular da OSB.  Sobre isso, diz o comunicado: “Os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. Todos os músicos terão a mesma carga horária ao longo do ano. A Fundação OSB deixa claro o seu desejo de unificar os dois corpos artísticos como medida importante para o crescimento, a qualidade musical da Orquestra e o equilíbrio financeiro da instituição.”

Relembre o caso
No início de 2011, a Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira convocou os músicos do grupo para uma prova de reavaliação de desempenho. Cerca de 40 artistas se negaram a fazer o teste, afirmando que ele tinha um caráter autoritário e que seria apenas um recurso para culpar os artistas por uma demissão em massa no grupo. Eles tentaram reverter na justiça a obrigatoriedade das provas. Não conseguiram, mas se recusaram a comparecer de qualquer forma – e a fundação, então, resolveu demiti-los por justa causa.
A direção da orquestra refutou, na época, a versão dos músicos. Segundo a fundação, as provas não tinham como objetivo demissões. Além de fornecer um feedback individual, o processo também ofereceria a cada músico, garantiram, a possibilidade de reposicionamento dentro dos naipes. A fundação ressaltou ainda que tentou diversas vezes negociar, sem sucesso, com os músicos, oferecendo inclusive um plano de demissões voluntárias. O caso teve repercussão internacional – solistas como Joshua Bell, violinista norte-americano, cancelaram suas apresentações com a sinfônica em apoio aos músicos, assim como representantes de diversos conjuntos europeus emitiram comunicados questionando a decisão de reavaliar os artistas O caso acabou resolvido com a formação de uma nova sinfônica, a OSB Ópera & Repertório, que abrigou os músicos que seriam demitidos durante duas temporadas.

sexta-feira, 7 de março de 2014

O GLOBO - Segundo Caderno

Clássico
COMPASSO DE ESPERA 
Com sede nova, Orquestra Sinfônica Brasileira inicia sua temporada 2014 no dia 15, mas futuro da OSB Ópera & Repertório depende de reunião marcada para hoje

RIO - A temporada 2014 da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) começa no próximo dia 15, com concerto no Teatro Municipal para assinantes e parceiros da Fundação OSB (Fosb). O programa, festivo, inclui danças brasileiras na primeira parte e, na segunda metade, a interpretação de “West Side story”, de Leonard Bernstein, e “Porgy and Bass”, de George Gershwin. Esta última conta com a participação dos cantores norte-americanos Angela Brown e Kevin Deas. A regência é do maestro titular, Roberto Minczuk. O concerto será repetido no dia 17, com venda avulsa, na estreia oficial da OSB na Cidade das Artes, sua nova casa desde janeiro.

Ao todo, a orquestra fará 12 espetáculos no Municipal pelas séries “Ametista”, “Topázio” e “Turmalina”; 14 apresentações na nova sede pela série “Cidades das Artes”; e quatro apresentações na Sala São Paulo, na capital paulista, pela série “Safira”. Nesta lista não estão incluídos os concertos “extras” da OSB nem a temporada da OSB Ópera & Repertório (O&R), grupo formado após a crise enfrentada pela instituição em 2011. A segunda orquestra nasceu para abrigar os 36 músicos afastados naquele ano porque se opuseram às avaliações de desempenho convocadas pelo maestro Roberto Minczuk e posteriormente reintegrados após um acordo. Em agosto, porém, terminou a vigência do acordo coletivo firmado entre as partes. E o futuro da O&R depende de negociações. Nesta sexta-feira, representantes dos músicos e da Fosb se reúnem na sede da fundação, no Centro, para discutir o assunto. A fundação apresentará uma nova proposta ao grupo.

— Não há intenção demissional — adianta o diretor artístico da OSB, Pablo Castellar. — Mas tenho de esperar o acordo para seguir com o planejamento para a temporada da O&R.
O conjunto, aliás, acaba de receber uma indicação ao prêmio internacional Opera Awards, por sua performance em “Sonho de uma noite de verão”, de Benjamin Britten, espetáculo realizado no Parque Lage, em 2013. 
Volta à obra de John Williams
Castellar também explica a razão de a temporada 2014 da OSB contar com três séries de concertos a menos: 
— A “Jade” foi criada por causa do público da Cidade das Artes. Agora há uma série maior lá. A “Ônix” e a “Ágata” dependem do resultado das negociações e por isso não foram divulgadas.
As conversas entre a Fosb e a O&R estão sendo intermediadas pelo Sindicato dos Músicos do Rio.
— Estamos tratando da renovação do acordo coletivo. É uma prática comum — diz a presidente do  Sindicato, Deborah Cheynne, que, assim como Castellar, não detalha os itens em discussão.  

Em linhas gerais, comenta-se que os músicos reivindicavam a ampliação do quadro da orquestra e aumento salarial. Já a fundação, com dificuldades para manter os dois conjuntos (a OSB fechou 2013 no vermelho), sugeriu uma fusão, como explica Ricardo Levisky, superintendente geral da OSB:

— A fundação propôs a fusão desde o início das negociações. Mas a Comissão dos Músicos da Ópera & Repertório não aceitou porque o conjunto se recusa a tocar com o maestro titular (Minczuk).
Enquanto isso, o destino da orquestra-mãe segue certo. A agenda (veja detalhes ao lado) prevê seu reencontro com o respeitado maestro Lorin Maazel em três récitas em torno das sinfonias de Mozart e Tchaikovsky. A mezzo-soprano Jennifer Larmore também volta a se apresentar com a orquestra. Com sua voz aveludada, ela esteve por aqui em 2010. A temporada ainda reserva as presenças do regente Claus Peter Flor, que já se apresentou à frente da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp); da violinista alemã Arabella Steinbacher; do primeiro oboísta da Filarmônica de Berlim, Albrecht Mayer, considerado um dos grandes no instrumento; e do jovem e talentoso violoncelista Johannes Moser.
— A temporada deste ano me deixa muito feliz. Estamos iniciando um novo capítulo, que se dá com essa nova casa. É a concretização de um sonho antigo — diz Minczuk.

Sucesso de público, os concertos dedicados à obra de John Williams para o cinema também estão de volta, na série “Ametista”. Autor de músicas para “ET” e “Harry Potter e a pedra filosofal”, entre outras, ele será lembrado em apresentações no Municipal (30 de agosto) e na Sala São Paulo (31 de agosto).

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/com-sede-nova-orquestra-sinfonica-brasileira-inicia-sua-temporada-2014-no-dia-15-11805773#ixzz2vJLa2L7S
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