terça-feira, 29 de abril de 2014

Revista CONCERTO





 
Fundação OSB e Sindicato dos Músicos anunciam fusão entre Sinfônica Brasileira e Ópera & Repertório (28/4/2014)

Na última quinta-feira, dia 24 de abril, os músicos da OSB Ópera & Repertório assinaram um acordo coletivo que define a fusão do grupo com a Orquestra Sinfônica Brasileira. O acordo teve mediação da Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira (Fosb) e do Sindicato dos Músicos do Estado do Rio de Janeiro (SindMusi). A fusão passa a valer a partir do dia 1º de maio. Segundo a presidente do SindMusi, Déborah Cheyne, a crise da OSB “ficou para trás”. O acordo mantém as determinações da proposta de fusão anunciada em março, que prevê, entre outros pontos, o mesmo regime trabalhista entre os músicos da OSB e os provenientes da OSB O&R (isonomia de salários, gratificações e carga horária), e que os instrumentistas da OSB O&R que mantiverem sua decisão de não tocar sob o comando do regente titular cumprirão suas atividades concertos com maestros convidados, de câmara, de eventos especiais e a patrocinadores.

História
A criação da O&R foi a solução para a grave crise que a OSB atravessou em 2011, quando, dentro de um projeto de aprimoramento, a Fosb convocou todos os músicos para audições compulsórias de desempenho.

Parte dos músicos se rebelou e exigiu a renúncia do maestro Roberto Minczuk. O maestro manteve o cargo de regente titular, mas teve de deixar a direção artística, que foi assumida de forma compartilhada por Fernando Bicudo e Pablo Castellar.

Os concertos só puderam ser retomados com a criação da OSB Ópera & Repertório, que recebeu os músicos que não haviam se submetido às audições, sob as mesmas condições de trabalho anteriores e com a garantia de que eles não trabalhariam sob a direção do maestro Roberto Minczuk. Já os músicos que passaram a integrar a OSB recebem salários mais elevados e trabalham com uma maior carga horária.

A manutenção dos dois corpos artísticos fez crescer as despesas da Fosb, que, mesmo tendo conseguido ampliar a captação de seus recursos financeiros, operava acima de suas capacidades.


Leia abaixo a nota oficial assinada em conjunto pela Fosb e pelo SindMusi:
A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira e o Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro – SindMusi assinaram ontem Acordo Coletivo que decide a fusão dos corpos artísticos da OSB Ópera & Repertório e OSB. Durante as negociações, as instituições discutiram as condições para a fusão, enfatizando a prioridade artística com a FOSB.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

O GLOBO - Cultura

Orquestra Sinfônica Brasileira e OSB Ópera & Repertório viram um só conjunto

 

RIO - É oficial. A Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB) e a Orquestra OSB Ópera & Repertório (O&R) fundiram-se e voltam a ser um único conjunto. O novo acordo coletivo dos músicos do segundo grupo foi assinado nesta quinta-feira. O ato encerra um longo período de negociações, iniciado em agosto, desde o fim da vigência do primeiro acordo assinado entre as partes. Os dois corpos artísticos começam a trabalhar juntos a partir de 1º de maio, segundo informou a Fundação OSB (Fosb). A instituição e o Sindicato dos Músicos do Rio (SindMusi) — que intermediou as negociações — lançaram na tarde desta sexta-feira a seguinte nota:

“A Fundação Orquestra Sinfônica Brasileira e o Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro - SindMusi assinaram ontem Acordo Coletivo que decide a fusão dos corpos artísticos da OSB Ópera & Repertório e OSB. Durante as negociações, as instituições discutiram as condições para a fusão, enfatizando a prioridade artística com a FOSB.”
A OSB Ópera & Repertório (O&R) foi o grupo formado após a crise enfrentada pela instituição em 2011. Ela nasceu para abrigar os 36 músicos afastados naquele ano porque se opuseram às avaliações de desempenho convocadas pelo maestro Roberto Minczuk e posteriormente reintegrados após um acordo. Desde iniciadas as negociações, a Fundação, que fechou as contas de 2013 no vermelho, propôs a fusão das duas orquestras. Mas a Comissão dos Músicos da Ópera & Repertório não aceitou porque o conjunto se recusava a tocar com o maestro titular, Minczuk.

E vão permanecer sem tocar. Como já tinha anunciado em nota publicada em 14 de março pela Fosb, os músicos que mantiverem a decisão de não tocar sob a batuta do maestro titular comporão a orquestra quando ela for regida por maestro convidado ou em concertos de formação camerística. Todos os músicos serão regidos pelo mesmo estatuto e terão a mesma carga horária ao longo do ano.

A iniciativa foi comentada pelo Presidente do Conselho da Fosb, Eleazar de Carvalho Filho: “Estamos felizes com a fusão dos dois corpos artísticos. A Fundação OSB comemora o momento de conciliação em um ano tão cheio de conquistas. Somam-se aos músicos que já compõem a OSB os profissionais que agora voltam a fazer parte deste corpo artístico que temos orgulho de defender e buscar aprimorar sempre”.
Presidente do SindMusi, Deborah Cheyne também ficou satisfeita com a negociação.

— Foi dado um passo muito importante. A gente põe fim, neste processo todo iniciado em 2011, ao que poderíamos chamar de crise. O que vem pela frente agora é um processo de readaptação e readequação. Agora teremos uma nova realidade para os dois grupos. Estou otimista.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/orquestra-sinfonica-brasileira-osb-opera-repertorio-viram-um-so-conjunto-12300078#ixzz30Ch8yhEn
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SindMusi Rio de Janeiro Notícias

OSB E OSB Ópera & Repertório assinam acordo no SindMusi
Com a intermediação do SindMusi, foi assinado nesta quinta-feira (24/4) o acordo coletivo dos músicos da Orquestra OSB Ópera&Repertório (O&R). Pelo acordo, a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB)e a O&R fundiram e voltam a ser uma única orquestra. O acordo passa a valer a partir do dia 1º de maio.
A assinatura do acordo encerrou um longo período de negociações, iniciado em agosto. Nas negociações para a fusão dos corpos artísticos das duas orquestras, ficou estabelecido a prioridade artística com a FOSB. O regimento e a carga horária serão os mesmos para os músicos.
A presidente do SindMusi, Déborah Cheyne, destacou a importância do acordo. "A crise, vamos definir assim, ficou para trás. Agora, vamos nos readaptar a situação e seguir em frente", ressaltou.



sábado, 12 de abril de 2014

International Opera Awards 2014 - Hightlights


Veja a festa de premiação em Londres com a presença do diretor  André Heller-Lopes e a soprano Gabriella Pace. 


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Britten no Parque Lage

The Opera Awards 2014. Os vencedores serão anunciados no dia 7 de abril, em Londres.



A montagem da ópera "Sonho de uma Noite de Verão", dirigida por André Heller-Lopes, concorre ao prêmio de melhor tributo ao aniversário de um compositor. Produzida em homenagem ao centenário de nascimento do inglês Benjamin Britten, a ópera, encenada em 3 apresentações abertas ao público, resultou de uma parceria entre a Britten-Pears Foundation, a Secretaria Estadual de Cultura do Rio, o Banco Itaú, o British Council, a Escola de Artes Visuais do Parque Lage e a Fundação OSB. No elenco, vozes como uisa Francesconi, Gabriella PLacce e Eric Herrero deram vida a uma história que reúne seres fantásticos em um bosque da Grécia mítica, unindo-se à OSB Ópera & Repertório sob a regência do Maestro Roberto Tibiriçá